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Saúde

EUA reclassificam maconha e facilitam pesquisas médicas: cannabis medicinal funciona? O que mostram os dados de revisão científica

g1
Ultima atualização: 2025/12/18 at 6:04 PM
Por g1
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Anvisa libera Embrapa a realizar pesquisas com cannabis
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quinta-feira (18) uma ordem que recomenda o afrouxamento das regras federais sobre a maconha. A mudança pode levar a maconha a uma categoria considerada menos perigosa, ao lado de analgésicos comuns. Atualmente, a maconha tem a mesma classificação federal que heroína e ecstasy, consideradas drogas de alto potencial de abuso e sem uso médico aceito.
Autoridades afirmam que o objetivo é ampliar pesquisas médicas sobre a droga e seus derivados, para avaliar riscos e possíveis usos terapêuticos.
O uso da cannabis com finalidade medicinal se espalhou pelo mundo nos últimos anos, impulsionado por mudanças regulatórias, relatos de pacientes e a promessa de uma alternativa “natural” para tratar dor, ansiedade, insônia e uma longa lista de sintomas.
No Brasil, essa pressão por evidência científica ganhou um novo capítulo em novembro de 2025, quando a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) a cultivar e pesquisar a cannabis em território nacional, em uma decisão voltada exclusivamente para fins científicos e sujeita a controles estritos.
Mas, quando o debate sai do campo da experiência individual e entra no da medicina baseada em evidências, o cenário ainda mostra limitações claras. É o que revela uma ampla revisão científica publicada no Journal of the American Medical Association (JAMA), uma das revistas médicas mais influentes do mundo.
O artigo analisou 124 estudos publicados entre 2010 e 2025 — incluindo ensaios clínicos, revisões sistemáticas, meta-análises e diretrizes — e traça um retrato atualizado do que a ciência sabe, de fato, sobre o uso terapêutico da cannabis e de seus derivados.
A conclusão central é direta: há evidência científica consistente para indicações específicas, geralmente envolvendo canabinoides farmacêuticos padronizados. Para a maioria dos usos difundidos na prática clínica e no imaginário popular, os dados ainda são insuficientes ou inconsistentes, apontando a necessidade de continuidade das pesquisas sobre o tema.
Maconha medicinal: até julho do ano passado, cerca de 672 mil pacientes usaram produtos à base de Cannabis no Brasil
Pixabay
Poucas indicações, bem delimitadas
Para o psiquiatra Vinicius Barbosa, coordenador do Núcleo de Cannabis Medicinal do Hospital Sírio-Libanês e membro do Conselho Diretor da Associação Médica Brasileira de Endocanabinologia, o principal mérito do estudo é recolocar o tema no terreno da medicina baseada em evidências.
Segundo ele, a revisão não muda de forma concreta as recomendações clínicas, mas organiza criticamente o que já se sabia e ajuda a separar dados robustos de expectativas exageradas. A mensagem, afirma, é de cautela: nem entusiasmo acrítico nem demonização.
A revisão mostra que os benefícios mais bem estabelecidos aparecem em contextos muito específicos. Entre eles estão algumas epilepsias pediátricas raras e refratárias — como as síndromes de Dravet e de Lennox-Gastaut —, nas quais o canabidiol purificado demonstrou redução significativa da frequência de crises.
Também há evidência para o uso de canabinoides sintéticos no controle de náuseas e vômitos induzidos por quimioterapia e para estimular o apetite em pacientes com HIV/AIDS, ainda que os efeitos sejam considerados modestos.
“Esses são cenários em que há produto padronizado, dose conhecida, estudos clínicos bem conduzidos e aprovação regulatória”, explica o neurocirurgião Helder Picarelli, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, com pós-doutorado pela Universidade Federal de São Paulo.
Fora dessas situações, diz ele, a maior parte das indicações se apoia em estudos observacionais, séries de casos ou ensaios pequenos, com limitações metodológicas importantes.
Barbosa chama atenção para o fato de que, mesmo quando o uso é autorizado, isso não equivale a comprovação ampla de eficácia. Grande parte do que se vê hoje na prática ainda é uso off-label, em condições para as quais faltam ensaios clínicos robustos, com desfechos claros, acompanhamento prolongado e avaliação cuidadosa de risco-benefício.

Jornal Nacional
Cannabis medicinal não é sinônimo de medicamento
Um dos pontos centrais do artigo é a distinção entre canabinoides de grau farmacêutico e produtos vendidos como “cannabis medicinal”. Embora frequentemente tratados como equivalentes no debate público, eles não são a mesma coisa do ponto de vista médico.
Medicamentos como o canabidiol purificado, o dronabinol e a nabilona passam por controle rigoroso de qualidade, têm composição definida, dose previsível e foram testados em ensaios clínicos.
Já muitos produtos comercializados como cannabis medicinal — óleos, extratos e flores — podem apresentar grande variabilidade na concentração de tetraidrocanabinol (THC) e canabidiol (CBD), além de falhas de padronização e risco de contaminantes.
“Do ponto de vista clínico, são coisas completamente diferentes, embora socialmente confundidas”, explica a médica Juliana Bogado, especialista em canabidiol e diretora-geral da EndoPure Academy.
Resultados obtidos com canabinoides farmacêuticos, ela ressalta, não podem ser automaticamente extrapolados para produtos sem controle rigoroso de dose, pureza e estabilidade.
Picarelli acrescenta que, em muitos países, esses produtos têm potência semelhante à da cannabis recreativa, o que amplia os riscos e cria uma falsa sensação de segurança associada ao rótulo “medicinal”.
Segundo a ONU, mais de 200 milhões de pessoas entre 15 e 64 anos fizeram o uso da cannabis em 2020.
Freepik
Dor, ansiedade e insônia: popularidade sem evidência robusta
Apesar da falta de evidência consistente, dor crônica, insônia e ansiedade estão entre os principais motivos que levam pacientes a usar cannabis medicinal. O estudo aponta que, nesses casos, os trabalhos disponíveis são pequenos, de curta duração e com desfechos subjetivos, o que dificulta conclusões firmes.
Para Barbosa, esse é um dos pontos mais delicados do debate. O relato do paciente é legítimo, mas não substitui a evidência científica.
Em sintomas como dor, sono e ansiedade, o efeito placebo é elevado e a resposta individual pode ser confundida com benefício terapêutico sustentado, mesmo sem impacto claro sobre a condição de base.
A revisão do JAMA destaca que a ausência de evidência robusta não equivale à prova de ineficácia, mas indica que ainda faltam dados confiáveis para recomendações amplas e seguras.
Riscos reais, especialmente com THC elevado
Se os benefícios são limitados, os riscos associados ao uso da cannabis — sobretudo de produtos com alto teor de THC — estão mais bem documentados.
A revisão associa o consumo de cannabis de alta potência a maior risco de sintomas psicóticos, como:
ansiedade,
dependência,
eventos cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC), especialmente em usuários frequentes.
Estima-se que cerca de 29% das pessoas que usam cannabis com finalidade medicinal preencham critérios para transtorno por uso de cannabis.
“O risco costuma ser subestimado quando se generaliza o termo ‘cannabis’”, afirma Bogado.
Produtos ricos em THC, principalmente por via inalatória, não podem ser comparados a formulações orais, padronizadas e com menor potencial de efeitos adversos.
Um campo em amadurecimento
Para os especialistas, o momento atual é de revisão crítica e amadurecimento científico. A cannabis não se encaixa no modelo clássico de medicamento: é uma planta com múltiplos compostos ativos, diferentes vias de uso e efeitos que variam conforme dose, composição e perfil do paciente.
“O entusiasmo inicial está dando lugar a uma abordagem mais precisa e responsável”, resume Vinicius Barbosa. Isso não significa rejeitar os canabinoides, mas reconhecê-los dentro de limites claros, com indicação específica, monitoramento clínico e avaliação rigorosa de risco-benefício.

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