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Crajubar em Ação > Blog > Saúde > Banho de sol nos testículos aumenta testosterona? Trend não tem base científica e traz riscos
Saúde

Banho de sol nos testículos aumenta testosterona? Trend não tem base científica e traz riscos

g1
Ultima atualização: 2026/02/18 at 6:10 AM
Por g1
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Reprodução/Instagram
Uma nova tendência nas redes sociais tem incentivado homens a exporem os testículos diretamente ao sol sob a promessa de aumento natural da testosterona. A prática, divulgada como estratégia de “otimização hormonal”, ganhou espaço em vídeos e fóruns ligados ao chamado biohacking —mas não tem respaldo científico.
Especialistas ouvidos pela reportagem são categóricos: não existe estudo clínico que demonstre que a exposição solar direta na bolsa escrotal aumente a testosterona de forma segura ou consistente.
De onde veio essa ideia?
Segundo o urologista Gustavo Marquesine Paul, coordenador do Departamento de Andrologia, Reprodução e Medicina Sexual da Sociedade Brasileira de Urologia, a prática de expor a bolsa escrotal ao sol não tem origem em recomendações médicas. Ela ganhou tração nas redes sociais, especialmente em grupos que defendem estratégias de “otimização hormonal” como forma de aumentar naturalmente a testosterona.
Parte da confusão vem de estudos científicos que apontam uma associação entre maior tempo ao ar livre e níveis médios mais altos de testosterona em determinadas populações.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Há também pesquisas experimentais sugerindo que a exposição da pele à radiação ultravioleta pode ativar mecanismos hormonais indiretos no organismo. No entanto, esses achados não significam que expor diretamente os testículos ao sol eleve a produção do hormônio.
Urologista e andrologista membro titular da Sociedade Brasileira de Urologia, Bernardo Belchior Hermanson explica que a tendência provavelmente surgiu da mistura entre dois conceitos distintos: sabe-se que níveis adequados de vitamina D —sintetizada na pele a partir da exposição solar— podem estar associados a melhores níveis de testosterona.
“Mas isso não equivale a dizer que quanto mais sol na região genital, maior será o hormônio. Não há qualquer evidência científica que sustente essa prática específica”, diz.
Se a meta for manter a vitamina D em níveis adequados, a recomendação é buscar exposição solar segura em áreas habituais do corpo, como braços e pernas, por períodos apropriados, ou recorrer à suplementação quando houver indicação médica.
A exposição direta da bolsa escrotal, além de não ter respaldo científico, ainda pode aumentar o risco de queimaduras em uma região extremamente sensível.
Como a testosterona é produzida
A testosterona é produzida principalmente nos testículos, em células específicas chamadas células de Leydig.
Esse processo funciona como uma cadeia de comando no organismo:
O hipotálamo, região do cérebro que regula várias funções hormonais, envia um sinal inicial.
Esse sinal estimula a hipófise (uma glândula localizada na base do cérebro).
A hipófise libera o hormônio luteinizante (LH) na corrente sanguínea.
O LH chega aos testículos e estimula as células de Leydig a produzirem testosterona.
Ou seja, trata-se de um sistema hormonal central, regulado por mecanismos de feedback. A produção não depende de estímulo solar local nos testículos.
Pode fazer mal?
Além da ausência de benefício comprovado, há riscos.
Os testículos ficam fora da cavidade abdominal porque precisam de temperatura mais baixa —cerca de 4 °C abaixo da temperatura corporal—para que a produção de espermatozoides funcione adequadamente.
A elevação da temperatura local pode gerar estresse oxidativo, prejuízo na qualidade dos espermatozoides e redução da fertilidade.
Há também risco de queimaduras solares. A pele da bolsa escrotal é fina, sensível e pouco adaptada à exposição direta à radiação ultravioleta. Como em qualquer área do corpo, a exposição cumulativa ao sol aumenta o risco de câncer de pele ao longo da vida.
O que realmente ajuda a aumentar a testosterona?
Quando há sintomas de baixa testosterona —como queda de libido, cansaço persistente, perda de massa muscular e alterações de humor— a orientação é procurar avaliação médica.
Segundo os especialistas, o que tem melhor evidência para manter níveis hormonais adequados inclui:
sono regular e de qualidade,
atividade física, especialmente treino de força,
controle do peso,
redução do consumo excessivo de álcool,
tratamento de doenças associadas.
A reposição hormonal só é indicada quando há sintomas compatíveis associados a níveis baixos confirmados em pelo menos dois exames laboratoriais, e deve ser feita com acompanhamento médico.
Para Paul, o risco maior é a busca por soluções simplistas. Seguir tendências sem base científica pode atrasar a investigação adequada de quadros como hipogonadismo, condição em que o organismo produz testosterona em níveis insuficientes
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