Candidatos que concorrem à indicação para a vaga de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) foram sabatinados pela Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados na tarde desta segunda-feira (13).
Ao todo, sete nomes foram indicados à vaga, que está aberta após a aposentadoria do ministro Aroldo Cedraz. São eles:
-
Danilo Forte (PP-CE), indicado pela Federação PSDB/Cidadania;
-
Hugo Leal (PSD-RJ), indicado pelo PSD;
-
Elmar Nascimento (União-BA), indicado pelo União Brasil;
-
Gilson Daniel (Pode-ES), indicado pelo Podemos;
-
Odair Cunha (PT-MG), indicado por MDB, PT, PDT, PCdoB, PSB, Republicanos, Solidariedade, PRD, PP, PV e Psol;
-
Soraya Santos (PL-RJ), indicada pelo PL;
-
Adriana Ventura (Novo-SP), indicada pelo Novo.
O relator Emanuel Pinheiro Neto (PSD-MT) abriu a sabatina apresentando os votos favoráveis e destacando o currículo e a reputação ilibada dos indicados. Durante a sessão, os candidatos tiveram 10 minutos no Plenário 1 da Câmara, prorrogáveis por mais 5 minutos, para expor suas argumentações. O primeiro a falar foi o deputado Danilo Forte (PP-CE), que disse que já vinha se preparando para a vaga.
“Eu já vinha me preparando para essa oportunidade. Havia deixado muito claro que queria concluir minha carreira política exatamente no coroamento de todo o trabalho que a gente fez. Desde então, eu me propus a viabilizar um orçamento dinâmico e com um regramento claro para sua execução”, afirmou o parlamentar.
O deputado Hugo Leal (PSD-RJ) afirmou que avaliar o passado dos candidatos é fundamental para a escolha. Leal aproveitou para lembrar momentos importantes de sua trajetória: “Eu tive a grande oportunidade de atuar na Lei Complementar 101, que é a Lei de Responsabilidade Fiscal, lá em 2000. Estamos em 2026 e avalie como isso está sendo usado nos estados e municípios. O diálogo e a experiência serão fundamentais”.
O deputado Elmar Nascimento (União-BA) foi o terceiro a falar e lembrou que o cargo, que é vitalício, precisa ter independência. Citou que possui preparo, autonomia e decisão para ocupá-lo: “Precisamos ter certeza, pela forma como se conduz, que primeiro tem que ter porta aberta, coragem… Não dá mais para aceitar, como está transitando nesta Casa, que se o parlamentar for preso hoje, amanhã possa estar solto”, falou o deputado sobre situações no Congresso durante sua defesa.
Gilson Daniel (Podemos-ES) se apresentou como deputado “técnico e político”, com menções a experiências prévias, e afirmou estar aberto à comunicação: “Eu acredito no diálogo como peça essencial para mediar os conflitos… Me apresento como candidato fora de questões ideológicas e sou capaz de dialogar com esquerda, direita e centro”.
Já Odair Cunha (PT-MG) começou seu discurso lembrando os 23 anos de vida pública dedicados ao Parlamento e o fato de ter recebido apoio de 12 partidos políticos. “Quero reafirmar que continuarei sendo o mesmo homem de palavra… O respeito, o diálogo e a transparência seguem sendo sagrados. Sempre honrei a palavra empenhada, por isso peço um voto de confiança; serei um representante fiel”, afirmou.
Soraya Santos (PL-RJ) defendeu que o olhar humano é importante para o cargo: “A justiça foi feita para reparar injustiças… Será que nós estamos olhando para o meio ou, de fato, para o fim? Será que o recurso público está chegando na ponta?”. Soraya ainda pontuou que os serviços essenciais exigem alinhamento com tecnologia e inovação, e que o TCU deve estar atento às transições.
Adriana Ventura (Novo-SP) não esteve presente, mas, por videochamada, disse que o Tribunal não deve ser apenas um órgão punitivo, mas orientativo e de fiscalização. “Tem muito debate a ser feito. Tenho perfil técnico, de quem trabalha muito em busca de fiscalizar, esclarecer e dar transparência. A gente precisa continuar indagando a situação em que o país está hoje… O TCU precisa de pessoa preparada e que faça esse trabalho há muito tempo; desde o primeiro dia, meu norte tem sido a fiscalização”, completou.
Após a deliberação sobre as indicações, os nomes confirmados pela comissão serão encaminhados para votação no Plenário da Câmara. A votação, que é secreta, está marcada para esta terça-feira (14). O nome aprovado segue para o Senado, que deve confirmar ou vetar a indicação.
O TCU é formado por nove ministros. Desses, seis são indicados pelo Congresso Nacional e três pelo presidente da República. Os nomes indicados precisam passar por sabatina e aprovação no Senado Federal. O TCU tem, entre suas atribuições, analisar as contas prestadas anualmente pelo presidente da República e fiscalizar a aplicação de recursos públicos federais.









