
A Justiça da Itália emitiu nesta quinta-feira (16) mais um pedido para a extradição da ex-deputada Carla Zambelli. Desta vez, a solicitação faz referência ao caso do porte ilegal de arma da ex-parlamentar.
O caso refere-se a um episódio ocorrido em outubro de 2022, na véspera do segundo turno das eleições, quando Zambelli discutiu com um apoiador do então candidato Lula (PT) em uma rua, no bairro Jardins, em São Paulo, e o perseguiu com uma arma em punho.
O Supremo Tribunal Federal (STF) abriu investigação sobre o episódio. No dia 22 de agosto do ano passado, a Corte condenou Zambelli a 5 anos e 3 meses de prisão pelos crimes de porte ilegal de arma e constrangimento ilegal com uso de arma de fogo.
Esse é o segundo pedido da Justiça da Itália para a saída da ex-deputada do país europeu. No último dia 26, a Justiça da Itália havia emitido uma outra solicitação para a extradição de Zambelli. À época, a defesa informou à Jovem Pan que recorreria da decisão.
O pedido do mês passado é sobre o caso da invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em 2023, em que Zambelli foi condenada pelo STF a 10 anos de prisão. De acordo com as investigações, ela foi a autora intelectual da invasão para emissão de um mandato falso de prisão contra Alexandre de Moraes. O hackeamento foi executado por Walter Delgatti, que também foi condenado e confirmou ter realizado o trabalho a mando da parlamentar.
Após a fuga para a Itália, o governo brasileiro chegou a pedir a extradição da deputada para o Brasil.
*Matéria em atualização







