
Ao lado do chanceler alemão, Friedrich Merz, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu o pionerismo do Brasil no biocombutíviel e enfatizou que o País não pode se transformar em uma “espécie de Arábia Saudita do biocombustível”. “Nosso etanol, de cana-de-açúcar, produz mais energia por hectare plantado, tem uma das menores pegadas de carbono do mundo e reduz emissões de até 90% em relação à gasolina”, disse.
O presidente ainda destacou que quer provar que “é possível, mesmo utilizando petróleo, como os biocombustíveis, que o efeito é menos nocivo”. “Não jogaremos fora as oportunidades da transição energética que estão colocadas para o mundo. Quem quiser produzir com energia mais barata e com energia verdadeiramente limpa, procure o Brasil, que nós temos espaço e oportunidade para quem quiser apostar no futuro”, concluiu Lula, que também criticou barreiras impostas pela União Europeira para uso do recurso.
A UE tem intenção de reclassificar o biodiesel feito de soja, que poderia perder a partir de 2030 o status de recurso renovável na UE, medida que impactaria diretamente o Brasil e a Energia.
Lula também destacou que os planos da UE para chegar a 50% de renováveis em sua matriz até 2050 já é uma realidade no Brasil, que cumpriu essa meta em 2025. “O nosso combustível já emite menos. Então, é preciso apenas que a gente possa trocar essa experiência para que vocês percebam que, quando o Brasil fala que será uma potência mundial na transição energética e que será uma potência mundial na oferta de combustível renovável ao mundo, nós não estamos falando pouca coisa”, disse Lula.








