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Crajubar em Ação > Blog > Internacionais > Dúzia de ovos a R$ 4 na China e até R$ 50 nos EUA: veja contraste nos preços de alimentos e comparação com o Brasil
Internacionais

Dúzia de ovos a R$ 4 na China e até R$ 50 nos EUA: veja contraste nos preços de alimentos e comparação com o Brasil

g1
Ultima atualização: 2026/05/04 at 12:02 PM
Por g1
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Segurança alimentar: um desafio de estratégia e sobrevivência entre EUA e China
A série “Entre Dois Mundos”, do Fantástico, revela um contraste profundo entre China, Estados Unidos e Brasil quando o assunto é alimentação — especialmente no bolso do consumidor.
Uma comparação de itens básicos mostra o contraste. Na China, uma dúzia de ovos custa cerca de R$ 4,75. No Brasil, o mesmo produto sai por aproximadamente R$ 12. Já nos Estados Unidos, o preço pode chegar a R$ 50.
A diferença se repete em outros alimentos:
Arroz: o quilo na China está R$ 5, valor semelhante ao Brasil, e até R$ 14 nos EUA
Tomate: R$ 5 na China, R$ 10 no Brasil e R$ 14 nos EUA
Peixe: R$ 18 na China, R$ 40 no Brasil e R$ 60 nos EUA
O impacto desses preços aparece também no prato. Cada chinês consome, em média, mais de 400 quilos de vegetais frescos por ano. Nos Estados Unidos, o número cai para cerca de 130 quilos.
Além disso, em um almoço farto para várias pessoas em Xangai, a conta surpreende: cerca de R$ 50 por pessoa, com sobra de comida.
Por que a China tem comida fresca e barata, e os EUA cara e ultraprocessada?
Segurança alimentar: um desafio de estratégia e sobrevivência entre EUA e China
Reprodução/TV Globo
Modelo chinês: comida fresca, barata e próxima
O modelo chinês combina forte atuação do Estado com incentivo à produção local. Em grandes cidades como Xangai, alimentos frescos são vendidos em feiras e pequenas barracas próximas às casas — muitas vezes com aluguel subsidiado pelo governo para manter os preços baixos.
Além disso, há investimento pesado em tecnologia agrícola, subsídios à produção e controle indireto de preços. O país também mantém estoques estratégicos de alimentos e políticas para equilibrar oferta e demanda, o que ajuda a evitar oscilações bruscas.
Outro fator é a logística: a cadeia é mais curta, com menos intermediários. A margem de lucro de atacadistas gira em torno de 3%, bem abaixo dos cerca de 15% nos Estados Unidos.
Estados Unidos: comida cara e mais industrializada
Do outro lado, os Estados Unidos enfrentam um cenário oposto. Milhões de pessoas vivem nos chamados “desertos alimentares”, áreas onde é preciso dirigir pelo menos meia hora para encontrar comida fresca. O que sobra, muitas vezes, são produtos ultraprocessados.
A preocupação com o custo de vida domina o debate político. Programas como o SNAP (os “vales-alimentação”) ajudam cerca de 40 milhões de americanos, mas consomem cifras muito maiores do que programas similares no Brasil — e ainda assim não impedem a escalada dos preços.
O Brasil no meio do caminho
O Brasil aparece como um ponto de equilíbrio nessa comparação. Em vários itens básicos, os preços brasileiros ficam entre China e Estados Unidos. O país é um dos maiores produtores de alimentos do mundo, mas enfrenta gargalos históricos de logística, desigualdade e renda.
Enquanto a China atua fortemente na origem — produção, transporte e oferta —, Brasil e EUA concentram esforços no consumo, com programas de transferência de renda para garantir acesso à comida. No Brasil, o Bolsa Família atende cerca de 50 milhões de pessoas.
Ao mesmo tempo, o país ganha espaço no tabuleiro global: com a guerra comercial entre China e Estados Unidos, a soja brasileira avançou, tornando-se ainda mais estratégica para alimentar o mercado chinês.
Segurança alimentar: um desafio de estratégia e sobrevivência entre EUA e Chin
Reprodução/TV Globo
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