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Saúde

Estudo comprova efeito neuroprotetor do açaí em cérebros adolescentes

g1
Ultima atualização: 2026/05/13 at 12:04 PM
Por g1
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Estudo comprova efeito neuroprotetor do açaí em cérebros adolescentes
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A Euterpe oleracea, popularmente conhecida como açaí, é uma fruta amazônica amplamente consumida pelas populações locais do estado do Pará. Em razão do seu alto teor de compostos bioativos, o açaí tem ganhado atenção nacional e internacional como alimento funcional e nutracêutico.
Isso porque a ciência tem comprovado diversas das propriedades tradicionalmente relatadas pelos povos da Amazônia: o açaí possui atividade anti-inflamatória, antioxidante, anticancerígena, cardioprotetora e neuroprotetora. Esses benefícios estão diretamente ligados aos compostos fenólicos presentes na fruta, especialmente as antocianinas (cianina-3-glucosídeo e cianidina-3-rutinosídeo), responsáveis pela cor roxa do açaí.
Nas comunidades ribeirinhas, o consumo de açaí é comumente praticado desde os primeiros anos de vida e é associado a uma sensação de “relaxamento”. A curiosidade sobre esse efeito amplamente conhecido pela população local deu luz a uma parceria científica que tem mostrado como o fruto pode atuar como um importante neuroprotetor, com ação contra ansiedade e depressão em adolescentes.
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Da Bélgica ao Pará
Esse fruto tão saboroso e único encantou o professor Hervé Rogez, um cientista belga que reside há 32 anos no Pará. Atualmente, ele coordena o Centro de Valorização de Compostos Bioativos da Amazônia (CVACBA), na Universidade Federal do Pará (UFPA). Motivado a conhecer melhor as propriedades do açaí, o professor Hervé e seus alunos percorrem as áreas de várzea das ilhas ribeirinhas que cercam Belém (PA) para coletar frutos de açaí.
A ideia era tentar entender se essa sensação de relaxamento estaria também ligada aos compostos fenólicos do fruto. Ele então me procurou, por minha expertise em avaliação neurocomportamental associada ao uso de substâncias psicoativas, como coordenadora da área de comportamento do Laboratório de Farmacologia da Inflamação e do Comportamento (LAFICO).
O professor Hervé liderou o desenvolvimento do suco de açaí clarificado, um produto biotecnológico obtido através da centrifugação e microfiltração da polpa do açaí, representando uma fração aquosa, rica em polifenóis e sem fibras, proteínas, carboidratos e lipídios. Desta forma, qualquer resultado apontado em pesquisa pode ser associado aos compostos fenólicos, e não aos demais constituintes do açaí.
E esse suco de açaí clarificado foi então avaliado num projeto liderado pela doutoranda Taiana Simas, orientada pelo professor Hervé e por mim e que também assina esse texto, como um possível fator neuroprotetor contra ansiedade e depressão.
A pesquisa
A adolescência é marcada por um período de vasta maturação cerebral, onde se tem o refinamento das sinapses, intensa remodelação estrutural e funcional, reorganização de circuitos neurais e elevada plasticidade sináptica. Por conta disso, o cérebro adolescente tem maior sensibilidade a fatores ambientais e estressores — como, por exemplo, o uso de drogas ou álcool.
Por isso, nos interessava investigar como esse suco de açaí clarificado poderia proteger cérebros adolescentes em desenvolvimento. E, como em todas as pesquisas científicas dessa natureza, começamos com os testes preliminares. Investigamos, assim, a ação do suco em ratos do sexo masculino, com idades equivalentes ao início da adolescência humana (aproximadamente 10-18 anos).
Um estudo anterior do professor Hervé constatou que as comunidades do entorno de Belém consomem por volta de 500mL de açaí por dia e que o teor de antocianinas na polpa do açaí está em torno de 865mg/L. Para mimetizar o consumo da população ribeirinha da Amazônia, calculamos a dose para os animais: 5,85mL de suco clarificado de açaí.
Os ratos recebiam o suco através de pequenos bebedouros posicionados nas gaiolas, e podiam tomar livremente o açaí clarificado durante um período de 12 horas por dia, entre 18h e 6h.
Após 10 dias de ingestão do suco de açaí clarificado, os animais foram submetidos a uma bateria de testes comportamentais a fim de investigar os comportamentos do tipo ansioso, depressivo, além de efeitos sobre a cognição.
Foram realizados os seguintes testes nos animais:
Teste do campo aberto: os animais são colocados numa arena de livre locomoção. Em geral, animais apresentam uma clara aversão ao centro do equipamento, visto que as paredes são consideradas locais seguros para os ratos. Assim, foram avaliados o quanto os animais deambularam nos espaços do aparato, e o aumento de locomoção na área central reflete um comportamento menos ansiogênico do animal.
Teste do labirinto em cruz elevado: tem-se um aparato em formato de cruz, com duas extremidades opostas fechada e duas opostas abertas, em que se avalia a emocionalidade relacionada a um comportamento ansioso do animal, analisando o conflito entre a tendência natural de roedores de explorar novos ambientes e a aversão às áreas abertas. É considerado um teste padrão-ouro para esse tipo de comportamento.
Teste do labirinto em Y: num equipamento constituído por três braços idênticos, um dos braços é fechado durante a fase de treinamento e posteriormente aberto para investigação. Com isso, analisa-se o índice de novidade versus familiaridade do animal, que está relacionado à capacidade do animal de reconhecer um espaço anteriormente já visitado, e assim, é considerado um teste para avaliação de memória.
Teste do nado forçado: em um cilindro com água à profundidade de 40cm, avalia-se o tempo de imobilidade do animal. Esse teste é utilizado como um indicador do comportamento do tipo depressivo.
O estudo mostrou que a introdução do suco clarificado do açaí na rotina alimentar dos animais não promoveu nenhuma alteração em sua locomoção. Por outro lado, induziu um comportamento ansiolítico, demonstrado pela maior exploração da área central do campo aberto pelos animais que consumiram o açaí.
O efeito de redução do comportamento do tipo ansioso foi confirmado pelo teste do labirinto em cruz elevado, cujos resultados mostraram aumento da porcentagem de entrada e tempo nos braços abertos, além da diminuição do índice de ansiedade e da porcentagem de tempo no braço fechado, indicando um comportamento ansiolítico nos animais que consumiram a bebida.
Diminuição de estresse oxidativo
Outro importante resultado comportamental foi o efeito do tipo antidepressivo, observado através da diminuição do tempo de imobilidade no teste do nado e aumento do tempo de escalada dos animais que consumiram o suco clarificado.
O estudo também realizou a avaliação de possíveis benefícios na diminuição do estresse oxidativo ocasionados pela suplementação da bebida clarificada. O açaí exibiu uma resposta antioxidante através do aumento da glutationa peroxidase (uma enzima antioxidante que protege as células contra o estresse oxidativo) no córtex pré-frontal, que é uma área cerebral importante para a emocionalidade e tomada de decisão.
O aumento da glutationa peroxidase significa o menor acúmulo de espécies reativas de oxigênio, menor dano oxidativo a lipídios, proteínas e DNA, além de maior proteção celular e manutenção da função neuronal.
Em outra região importante do Sistema Nervoso Central para os comportamentos emocionais — a amígdala —, o açaí apresentou uma redução do dano oxidativo, que parece ter contribuído para os efeitos comportamentais observados.
Na região do hipocampo, outra importante região encefálica para o comportamento, o açaí aumentou a atividade enzimática da catalase, o que reforça a regulação das defesas antioxidantes centrais.
O estudo, portanto, demonstrou que, por ser rica em antocianinas, a suplementação de açaí clarificado atua modulando a capacidade neuroprotetora, promovendo efeitos do tipo ansiolítico e antidepressivo em animais adolescentes, ou seja, em fase de neurodesenvolvimento.
Claro que o estudo possui limitações: ainda estamos na fase dos testes em animais e precisamos de mais pesquisas para elucidarmos completamente as vias relacionadas aos efeitos ansiolíticos e antidepressivos do açaí. Mas nossos resultados se mostram promissores rumo a mais uma comprovação científica de benefícios do açaí há tempos conhecidos das comunidades ribeirinhas.
Este artigo é fruto de uma nova parceria do The Conversation Brasil com o Amazônia Vox
Cristiane do Socorro Ferraz Maia recebe financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, através de bolsa produtividade em pesquisa.
Eneas de Andrade Fontes Junior recebe financiamento da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas.
Marta Eduarda Oliveira Barbosa recebe financiamento da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).
Hervé Rogez, Jofre Jacob da Silva Freitas e Taiana Cristina Vilhena Carvalheiro-Simas não prestam consultoria, trabalham, possuem ações ou recebem financiamento de qualquer empresa ou organização que poderiam se beneficiar com a publicação deste artigo e não revelaram nenhum vínculo relevante além de seus cargos acadêmicos.
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