{"id":60735,"date":"2025-12-01T18:10:34","date_gmt":"2025-12-01T21:10:34","guid":{"rendered":"https:\/\/crajubaremacao.com.br\/?p=60735"},"modified":"2025-12-01T18:10:34","modified_gmt":"2025-12-01T21:10:34","slug":"brasil-elimina-transmissao-vertical-do-hiv-e-registra-queda-na-aids-e-na-mortalidade-mas-novos-casos-do-virus-tem-leve-alta-aponta-boletim-de-2025","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crajubaremacao.com.br\/?p=60735","title":{"rendered":"Brasil elimina transmiss\u00e3o vertical do HIV e registra queda na Aids e na mortalidade, mas novos casos do v\u00edrus t\u00eam leve alta, aponta boletim de 2025"},"content":{"rendered":"<div><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2-g1.glbimg.com\/w3fdwR_c-qdhpo5CKPLIYzc_ajk=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2025\/f\/v\/qjuKR1RRu5bz53j5If4w\/adobestock-147203353.jpeg\"><br \/>     Brasil registra queda na aids e na mortalidade, mas tem estabilidade com leve alta em novos casos de HIV, aponta boletim de 2025<br \/>\nAdobe Stock<br \/>\nO Brasil registrou redu\u00e7\u00e3o nos casos de aids e na mortalidade pela doen\u00e7a em 2024, ao mesmo tempo em que teve uma leve alta no n\u00famero de novas infec\u00e7\u00f5es por HIV.  Os dados s\u00e3o do Boletim Epidemiol\u00f3gico HIV e Aids 2025, divulgado pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e que marca os 40 anos da resposta nacional ao v\u00edrus.<br \/>\nSegundo o documento, o pa\u00eds contabilizou 39.216 detec\u00e7\u00f5es de HIV em 2024, o equivalente a 18,4 casos por 100 mil habitantes, um pouco acima dos 38.222 registros de 2023. J\u00e1 os casos de aids tiveram queda de 1,5%, passando de 37.527 para 36.955. A mortalidade caiu ainda mais: 12,8%, chegando a 9.157 \u00f3bitos, o menor valor da s\u00e9rie hist\u00f3rica, com taxa de 3,4 mortes por 100 mil habitantes.<br \/>\nOs dados s\u00e3o resultado, segundo o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, da amplia\u00e7\u00e3o da testagem, do in\u00edcio precoce da terapia antirretroviral, da supress\u00e3o viral e da maior reten\u00e7\u00e3o em cuidado. Mas o boletim alerta: persistem desigualdades \u2014 regionais, raciais, de g\u00eanero e de faixa et\u00e1ria \u2014 al\u00e9m de falhas no diagn\u00f3stico oportuno e na linha de cuidado materno-infantil.<br \/>\nO Minist\u00e9rio da Sa\u00fade aponta que o pa\u00eds vive um momento de avan\u00e7os, sustentado tamb\u00e9m pela preven\u00e7\u00e3o combinada \u2014 incluindo PrEP (profilaxia-pr\u00e9-exposi\u00e7\u00e3o), que segue em expans\u00e3o. O boletim tamb\u00e9m evidencia que a melhora dos indicadores nacionais n\u00e3o se distribui de forma igual entre as regi\u00f5es, faixas et\u00e1rias e grupos sociais.<br \/>\nPara especialistas, o desafio agora \u00e9 ampliar o diagn\u00f3stico precoce, garantir v\u00ednculo e reten\u00e7\u00e3o no cuidado e reduzir as perdas em etapas cr\u00edticas \u2014 especialmente no pr\u00e9-natal e no acompanhamento de crian\u00e7as expostas.<br \/>\nEnquanto mira a certifica\u00e7\u00e3o da elimina\u00e7\u00e3o da transmiss\u00e3o vertical, o Brasil tenta consolidar os resultados e superar desigualdades hist\u00f3ricas na resposta ao HIV.<br \/>\n\u2018Pior do que viver com HIV \u00e9 n\u00e3o saber que vive com o v\u00edrus\u2019, alerta infectologista<br \/>\n40 anos de resposta e nova estimativa hist\u00f3rica<br \/>\nPela primeira vez, o governo apresenta uma estimativa cumulativa de pessoas vivendo com HIV e aids desde o in\u00edcio da epidemia: 1.679.622 brasileiros entre 1980 e setembro de 2025.<br \/>\nA maior parte deles reside no Sudeste (47,3%), seguido por Sul (19%), Nordeste (18,5%), Norte (8,3%) e Centro-Oeste (6,8%). S\u00e3o Paulo concentra sozinho 433 mil registros, o equivalente a 25,8% do total.<br \/>\nA publica\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m traz uma inova\u00e7\u00e3o metodol\u00f3gica: a integra\u00e7\u00e3o das bases Sinan, Siscel, Siclom e SIM, filtrada pelo Censo 2022. O cruzamento permitiu reprocessar a s\u00e9rie hist\u00f3rica, reduzir duplicidades e reconstruir tend\u00eancias com maior precis\u00e3o.<br \/>\nNovas infec\u00e7\u00f5es por HIV: jovens, homens e desigualdade racial<br \/>\nEm 2024, homens representaram a maioria dos novos diagn\u00f3sticos, especialmente entre 20 e 29 anos, que concentraram 44,7% dos casos masculinos. O levantamento aponta que 66% das infec\u00e7\u00f5es entre jovens de 15 a 24 anos atingiram homens \u2014 faixa que tem registrado vulnerabilidade crescente na \u00faltima d\u00e9cada.<br \/>\nOutro dado marcante \u00e9 o envelhecimento da epidemia: pessoas com 50 anos ou mais registraram aumento proporcional nas infec\u00e7\u00f5es, sobretudo mulheres, cujo percentual passou de 10,9% em 2014 para 17% em 2024.<br \/>\nA desigualdade racial tamb\u00e9m se evidencia. Negros (pretos e pardos) correspondem a 59,7% das novas infec\u00e7\u00f5es no pa\u00eds, enquanto brancos somam 36,8%. Entre mulheres, o recorte \u00e9 ainda mais acentuado: 62,5% dos casos ocorreram em negras.<br \/>\nAs maiores taxas de detec\u00e7\u00e3o (casos por 100 mil habitantes) foram registradas nas regi\u00f5es:<br \/>\nNorte (25,3)<br \/>\nCentro-Oeste (20,2)<br \/>\nSul (19,6)<br \/>\nEntre as capitais, os \u00edndices mais altos foram:<br \/>\nFlorian\u00f3polis (49,4)<br \/>\nManaus (49,2)<br \/>\nBoa Vista (47,6)<br \/>\nNatal (46,9)<br \/>\nBel\u00e9m (44,8)<br \/>\nGestantes e transmiss\u00e3o vertical: redu\u00e7\u00e3o, mas com alerta<br \/>\nO documento aponta uma redu\u00e7\u00e3o de 7,9% no n\u00famero de gestantes com HIV em 2024, que totalizaram 7.523 casos. A taxa nacional permaneceu est\u00e1vel em 3,2 por 1.000 nascidos vivos.<br \/>\nA queda refor\u00e7a o pleito do Brasil para obter certifica\u00e7\u00e3o internacional de elimina\u00e7\u00e3o da transmiss\u00e3o vertical do HIV como problema de sa\u00fade p\u00fablica. Contudo, as desigualdades persistem.<br \/>\nOnde est\u00e3o as maiores taxas<br \/>\nEstados com \u00edndices acima da m\u00e9dia nacional em 2024 incluem:<br \/>\nRio Grande do Sul (7,4\/1.000 NV)<br \/>\nRoraima (6,1)<br \/>\nRio de Janeiro (5,8)<br \/>\nSanta Catarina (5,0)<br \/>\nCapitais com piores indicadores:<br \/>\nPorto Alegre (14,9)<br \/>\nFlorian\u00f3polis (10,0)<br \/>\nDesigualdade racial dupla<br \/>\nA taxa entre gestantes pretas (5,6 por 1.000 NV) foi 108% maior que a observada entre brancas (2,7). Entre pardas, foi 14% maior.<br \/>\nDiagn\u00f3stico tardio e falhas no cuidado<br \/>\nEmbora 90% das gestantes tenham feito pr\u00e9-natal, apenas 72,4% usaram antirretrovirais \u2014 abaixo da meta de 95% para elimina\u00e7\u00e3o da transmiss\u00e3o vertical.<br \/>\nE 6% s\u00f3 descobriram o HIV durante ou depois do parto, etapa cr\u00edtica para preven\u00e7\u00e3o.<br \/>\nO boletim tamb\u00e9m mostra falhas no preenchimento e atualiza\u00e7\u00e3o das fichas de notifica\u00e7\u00e3o, com mais de 2.500 gestantes sem registro do desfecho da gravidez \u2014 o que afeta o monitoramento das crian\u00e7as expostas.<br \/>\nCrian\u00e7as expostas ao HIV: queda, mas inconsist\u00eancias preocupam<br \/>\nForam notificadas 6.819 crian\u00e7as expostas ao HIV em 2024, redu\u00e7\u00e3o de 4,2% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. Mas a compara\u00e7\u00e3o entre gestantes e beb\u00eas expostos revela inconsist\u00eancias importantes.<br \/>\nAlgumas unidades federativas registraram mais crian\u00e7as expostas que gestantes notificadas, como Tocantins e Amap\u00e1 \u2014 ind\u00edcio de falha no v\u00ednculo m\u00e3e-beb\u00ea e na vigil\u00e2ncia. Em outras, como Roraima, Amazonas e Bahia, o n\u00famero de beb\u00eas ficou abaixo do esperado.<br \/>\nA profilaxia com antirretrovirais no rec\u00e9m-nascido \u2014 recomendada logo ap\u00f3s o parto \u2014 atrasou em 63 casos e simplesmente n\u00e3o ocorreu em 170. Ainda assim, houve avan\u00e7o: o in\u00edcio tardio caiu 54% entre 2023 e 2024.<br \/>\nCasos de aids: tend\u00eancia de queda<br \/>\nDesde 1980, o Brasil registrou 1.165.533 casos de aids. Em 2024, a taxa nacional ficou em 17,4 por 100 mil habitantes, caindo 12,6% em uma d\u00e9cada.<br \/>\nAs maiores taxas foram observadas em:<br \/>\nRoraima (41,3)<br \/>\nAmazonas (35,2)<br \/>\nAmap\u00e1 (28,4)<br \/>\nPar\u00e1 (27,4)<br \/>\nEntre as capitais, Bel\u00e9m (57,5), Manaus (53,4) e Porto Alegre (52,6) lideraram os \u00edndices.<br \/>\nMortalidade: queda expressiva e menor taxa j\u00e1 registrada<br \/>\nCom 9.157 \u00f3bitos em 2024, a mortalidade por aids caiu 12,8% em um ano, alcan\u00e7ando a menor taxa da s\u00e9rie: 3,4 por 100 mil habitantes.<br \/>\nDesde 1980, j\u00e1 s\u00e3o 402.300 mortes pela doen\u00e7a no pa\u00eds.<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Brasil registra queda na aids e na mortalidade, mas tem estabilidade com leve alta em novos casos de HIV, aponta boletim de 2025 Adobe Stock O Brasil registrou redu\u00e7\u00e3o nos casos de aids e na mortalidade pela doen\u00e7a em 2024, ao mesmo tempo em que teve uma leve alta no n\u00famero de novas infec\u00e7\u00f5es por [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":261,"featured_media":60736,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[156],"class_list":{"0":"post-60735","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-saude"},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/crajubaremacao.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/adobestock-147203353-scaled.jpeg","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/crajubaremacao.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/60735","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/crajubaremacao.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/crajubaremacao.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crajubaremacao.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/261"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crajubaremacao.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=60735"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/crajubaremacao.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/60735\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crajubaremacao.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/60736"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/crajubaremacao.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=60735"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/crajubaremacao.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=60735"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/crajubaremacao.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=60735"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}