{"id":62823,"date":"2025-12-15T18:01:41","date_gmt":"2025-12-15T21:01:41","guid":{"rendered":"https:\/\/crajubaremacao.com.br\/?p=62823"},"modified":"2025-12-15T18:01:41","modified_gmt":"2025-12-15T21:01:41","slug":"a-nova-gripe-que-gerou-alerta-da-oms-para-2026","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crajubaremacao.com.br\/?p=62823","title":{"rendered":"A nova gripe que gerou alerta da OMS para 2026"},"content":{"rendered":"<div><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2-g1.glbimg.com\/QqI9SAAgIq0TcMCOByzpBm3o5LE=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2025\/8\/k\/1oB9wrQHWEwpcX8pN6Yg\/a-nova-gripe-que-gerou-alerta-da-oms-para-2026.jpeg\"><br \/>     A nova gripe que gerou alerta da OMS para 2026<br \/>\nOlga Pankova\/Getty Images<br \/>\nA Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) emitiu um alerta para a pr\u00f3xima temporada de gripe, prevista para o fim de 2025 e come\u00e7o de 2026, ap\u00f3s identificar um aumento da circula\u00e7\u00e3o do v\u00edrus influenza em v\u00e1rias partes do mundo.<br \/>\nO crescimento vem sendo impulsionado sobretudo por uma variante do influenza A (H3N2), que come\u00e7ou a se espalhar mais rapidamente a partir de agosto de 2025 e passou a chamar a aten\u00e7\u00e3o de autoridades de sa\u00fade.<br \/>\nSegundo a OMS, trata-se do chamado subclado (ou variante gen\u00e9tica) &#8216;K&#8217; \u2014 tamb\u00e9m identificado como J.2.4.1 \u2014, uma nova ramifica\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica do v\u00edrus da gripe sazonal.<br \/>\nApesar do avan\u00e7o em diferentes pa\u00edses, os dados dispon\u00edveis at\u00e9 agora n\u00e3o indicam que essa variante cause quadros mais graves da doen\u00e7a.<br \/>\nVeja os v\u00eddeos que est\u00e3o em alta no g1<br \/>\nAinda assim, o momento preocupa porque coincide com a chegada do inverno no Hemisf\u00e9rio Norte, per\u00edodo em que aumentam os casos de gripe e de outras infec\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias, o que pode pressionar os sistemas de sa\u00fade.<br \/>\nO termo &#8220;gripe K&#8221; tem ganhado espa\u00e7o em redes sociais e manchetes, mas a OMS ressalta que n\u00e3o se trata de um v\u00edrus novo.<br \/>\nNa pr\u00e1tica, trata-se da evolu\u00e7\u00e3o esperada do influenza A, um v\u00edrus conhecido por sofrer mudan\u00e7as constantes.<br \/>\nA ramifica\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica K tem algumas altera\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas em rela\u00e7\u00e3o a variantes anteriores e vem sendo identificado com mais frequ\u00eancia em amostras analisadas ao redor do mundo.<br \/>\nNo comunicado, a OMS faz uma ressalva importante: a atividade global de gripe ainda est\u00e1, em termos gerais, dentro do esperado para a esta\u00e7\u00e3o. Ao mesmo tempo, por\u00e9m, alguns pa\u00edses registraram aumentos mais cedo e mais intensos do que o habitual \u2014 um sinal de alerta num cen\u00e1rio em que hospitais j\u00e1 costumam operar sob maior press\u00e3o durante o inverno.<br \/>\nO que a OMS confirma (e o que ainda n\u00e3o)<br \/>\nA OMS descreve o cen\u00e1rio atual como o da gripe sazonal, uma infec\u00e7\u00e3o respirat\u00f3ria causada por v\u00edrus influenza que circulam globalmente e podem provocar desde sintomas leves at\u00e9 quadros graves, com risco de hospitaliza\u00e7\u00e3o e morte, sobretudo entre os mais vulner\u00e1veis.<br \/>\nSegundo a organiza\u00e7\u00e3o, os dados epidemiol\u00f3gicos dispon\u00edveis at\u00e9 o momento n\u00e3o apontam aumento na gravidade dos casos ligados \u00e0 variante K. Ainda assim, a OMS classifica o avan\u00e7o dessa variante como uma &#8220;evolu\u00e7\u00e3o not\u00e1vel&#8221;, j\u00e1 que ela vem se espalhando rapidamente em diferentes regi\u00f5es.<br \/>\nEsse tipo de mudan\u00e7a \u00e9 acompanhado de perto porque o influenza A (H3N2), assim como outros v\u00edrus da gripe, passa por altera\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas frequentes. Essas transforma\u00e7\u00f5es podem influenciar tanto como o v\u00edrus se espalha quanto o n\u00edvel de prote\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o, constru\u00edda a partir de infec\u00e7\u00f5es anteriores ou da vacina\u00e7\u00e3o.<br \/>\nComo a variante K tem se espalhado pelo mundo<br \/>\nO alerta da OMS se apoia, sobretudo, na velocidade com que a variante K passou a circular em diferentes regi\u00f5es.<br \/>\nSegundo a organiza\u00e7\u00e3o, desde agosto de 2025 houve um aumento r\u00e1pido na detec\u00e7\u00e3o dessa ramifica\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica em v\u00e1rios pa\u00edses, com base em dados de sequenciamento dispon\u00edveis.<br \/>\nEsse avan\u00e7o ocorre ao mesmo tempo em que o Hemisf\u00e9rio Norte entra no inverno, per\u00edodo em que tradicionalmente cresce o n\u00famero de infec\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias.<br \/>\nO resultado, segundo a OMS, \u00e9 um cen\u00e1rio em que a temporada de gripe come\u00e7ou mais cedo em alguns lugares e pode seguir pressionando hospitais na virada do ano \u2014 n\u00e3o como um evento futuro distante, mas como algo j\u00e1 em curso.<br \/>\nNa Am\u00e9rica do Sul, at\u00e9 o momento, n\u00e3o h\u00e1 registro da circula\u00e7\u00e3o da variante K. Ainda assim, especialistas avaliam que a chegada ao Brasil \u00e9 uma possibilidade concreta.<br \/>\n&#8220;A gente s\u00f3 pode imaginar que esse subclado v\u00e1 chegar ao pa\u00eds. Neste momento em que come\u00e7am as f\u00e9rias e aumenta a circula\u00e7\u00e3o de pessoas entre continentes, a chance de esse clado entrar no Brasil e se espalhar rapidamente \u00e9 muito grande&#8221;, afirma Rosana Richtmann, chefe do departamento de infectologia do Grupo Santa Joana.<br \/>\nNa Europa, a OMS identificou um in\u00edcio antecipado da temporada de gripe em rela\u00e7\u00e3o ao per\u00edodo em que essas infec\u00e7\u00f5es costumam ocorrer. O movimento foi medido pelo aumento da positividade dos testes e pela predomin\u00e2ncia do influenza A(H3N2) tanto na aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria quanto em hospitais \u2014 um cen\u00e1rio que ajudou a colocar o tema no radar das autoridades sanit\u00e1rias.<br \/>\nEm outras regi\u00f5es do mundo, o padr\u00e3o \u00e9 mais heterog\u00eaneo. Em partes do Hemisf\u00e9rio Sul, algumas temporadas de gripe foram mais longas do que o habitual, enquanto em \u00e1reas tropicais a circula\u00e7\u00e3o do v\u00edrus tende a ocorrer de forma mais cont\u00ednua ao longo do ano<br \/>\nGrande parte desse acompanhamento s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel gra\u00e7as ao Global Influenza Surveillance and Response System (GISRS), rede coordenada pela OMS que re\u00fane mais de 160 institui\u00e7\u00f5es em 131 pa\u00edses. O sistema monitora a circula\u00e7\u00e3o do v\u00edrus influenza ao longo de todo o ano e funciona como um mecanismo global de alerta para mudan\u00e7as relevantes nos v\u00edrus respirat\u00f3rios.<br \/>\nEsse trabalho combina dados cl\u00ednicos e epidemiol\u00f3gicos com an\u00e1lises laboratoriais e sequenciamento gen\u00e9tico, incluindo informa\u00e7\u00f5es compartilhadas em bases internacionais como o GISAID. \u00c9 a partir desse conjunto que a OMS consegue identificar padr\u00f5es de expans\u00e3o e avaliar riscos potenciais.<br \/>\nApesar da aten\u00e7\u00e3o voltada para a variante K, a OMS refor\u00e7a que a vacina\u00e7\u00e3o continua sendo uma ferramenta central.<br \/>\nMesmo com incertezas sobre a prote\u00e7\u00e3o contra a doen\u00e7a cl\u00ednica nesta temporada, estimativas iniciais indicam que a vacina segue reduzindo a necessidade de atendimento hospitalar, tanto entre crian\u00e7as quanto entre adultos.<br \/>\nA organiza\u00e7\u00e3o cita dados preliminares que apontam uma efetividade de cerca de 70% a 75% na preven\u00e7\u00e3o de hospitaliza\u00e7\u00f5es em crian\u00e7as de 2 a 17 anos e de 30% a 40% em adultos, ainda que esses percentuais possam variar conforme o grupo e a regi\u00e3o.<br \/>\nA mensagem \u00e9 direta: mesmo em um ano marcado por mudan\u00e7as gen\u00e9ticas do v\u00edrus, a vacina\u00e7\u00e3o permanece como uma das medidas de sa\u00fade p\u00fablica mais eficazes, especialmente para pessoas com maior risco de complica\u00e7\u00f5es e para quem cuida delas.<br \/>\nQuem est\u00e1 em maior risco<br \/>\nA OMS lembra que a maioria das pessoas se recupera em cerca de uma semana sem necessidade de atendimento m\u00e9dico, mas que influenza pode levar a complica\u00e7\u00f5es s\u00e9rias \u2014 com maior risco para crian\u00e7as pequenas, idosos, gestantes e pessoas com condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade subjacentes. Profissionais de sa\u00fade tamb\u00e9m aparecem como grupo relevante, tanto pelo risco de adquirir a infec\u00e7\u00e3o quanto de transmiti-la a pessoas vulner\u00e1veis.<br \/>\n&#8220;Os principais grupos de risco, independentemente do tipo de v\u00edrus influenza \u2014 e especialmente no caso do H3N2 \u2014 s\u00e3o, em primeiro lugar, os idosos. Acima dos 60 ou 65 anos, e principalmente acima dos 80, o risco de desenvolver doen\u00e7a grave, precisar de hospitaliza\u00e7\u00e3o, evoluir para insufici\u00eancia respirat\u00f3ria e at\u00e9 morrer \u00e9 significativamente maior. Esse \u00e9, sem d\u00favida, o grupo priorit\u00e1rio&#8221;, aponta Richtmann.<br \/>\nOutro grupo importante, segundo a m\u00e9dica, s\u00e3o as gestantes, que podem apresentar quadros mais graves de influenza e, em alguns casos, evoluir para complica\u00e7\u00f5es como parto prematuro ou abortamento. &#8220;As crian\u00e7as tamb\u00e9m merecem aten\u00e7\u00e3o especial: elas s\u00e3o sempre um grupo que preocupa quando surgem novas variantes de v\u00edrus respirat\u00f3rios.&#8221;<br \/>\nEm orienta\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas, a OMS detalha ainda que antivirais podem beneficiar especialmente pessoas com maior risco de evolu\u00e7\u00e3o para doen\u00e7a grave (como idosos e pessoas com comorbidades), e descreve crit\u00e9rios de maior vulnerabilidade.&#8221;&#8221;<br \/>\nO que fazer agora: recomenda\u00e7\u00f5es principais da OMS<br \/>\nA OMS n\u00e3o est\u00e1 recomendando restri\u00e7\u00f5es de viagem ou com\u00e9rcio com pa\u00edses citados no alerta.<br \/>\nO foco est\u00e1 em medidas cl\u00e1ssicas, com \u00eanfase em duas frentes:Vigil\u00e2ncia e prepara\u00e7\u00e3o dos sistemas de sa\u00fade, com monitoramento cont\u00ednuo de v\u00edrus e padr\u00f5es incomuns, e fortalecimento de capacidade laboratorial;<br \/>\nProte\u00e7\u00e3o individual e coletiva, com vacina\u00e7\u00e3o anual para grupos de risco e profissionais de sa\u00fade, e medidas proporcionais para reduzir transmiss\u00e3o (higiene das m\u00e3os, etiqueta respirat\u00f3ria e, quando sintom\u00e1tico, evitar contato pr\u00f3ximo e considerar m\u00e1scara em ambientes sens\u00edveis).<br \/>\n&#8220;\u00c9 importante lembrar que, infelizmente, a cobertura vacinal no Brasil \u2014 especialmente entre idosos \u2014 n\u00e3o foi boa em 2025, uma das piores que j\u00e1 tivemos. Por isso, \u00e9 fundamental manter vigil\u00e2ncia e garantir que, assim que a vacina atualizada para 2026 estiver dispon\u00edvel, a popula\u00e7\u00e3o-alvo da imuniza\u00e7\u00e3o fa\u00e7a sua parte e se vacine&#8221;, acrescenta a infectologista.<br \/>\nLEIA TAMB\u00c9M:<br \/>\nGripe pode chegar mais cedo e com maior impacto em 2026, alerta Opas<br \/>\nAnvisa define quais v\u00edrus v\u00e3o compor as vacinas da gripe usadas no Brasil em 2026; veja o que muda e por que importa<br \/>\nGripe, resfriado, covid-19 ou dengue: entenda diferen\u00e7as e sintomas<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A nova gripe que gerou alerta da OMS para 2026 Olga Pankova\/Getty Images A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) emitiu um alerta para a pr\u00f3xima temporada de gripe, prevista para o fim de 2025 e come\u00e7o de 2026, ap\u00f3s identificar um aumento da circula\u00e7\u00e3o do v\u00edrus influenza em v\u00e1rias partes do mundo. 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