{"id":63070,"date":"2025-12-21T06:08:45","date_gmt":"2025-12-21T09:08:45","guid":{"rendered":"https:\/\/crajubaremacao.com.br\/?p=63070"},"modified":"2025-12-21T06:08:45","modified_gmt":"2025-12-21T09:08:45","slug":"vasco-x-corinthians-qual-o-melhor-enredo-na-final-da-copa-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crajubaremacao.com.br\/?p=63070","title":{"rendered":"Vasco x Corinthians: qual o melhor enredo na final da Copa do Brasil?"},"content":{"rendered":"<div>\n<div style=\"margin-bottom: 15px;\"><img decoding=\"async\" class=\"type:primaryImage\" src=\"https:\/\/jpimg.com.br\/uploads\/2025\/12\/odr20251218026-750x500.jpg\"><\/div>\n<p><?xml encoding=\"UTF-8\"><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O que \u00e9 enredo? No samba, \u00e9 a hist\u00f3ria que a escola conta na avenida, por meio de seus componentes, alegorias, fantasias, puxador e outros elementos que Milton Cunha saberia explicar muito melhor do que eu. Em 1994, por exemplo, a Gavi\u00f5es da Fiel levou ao samb\u00f3dromo a hist\u00f3ria do tabaco, levantou o Anhembi e foi injustamente lesada no quesito letra do samba, ficando com o vice-campeonato. Eternizado nos cora\u00e7\u00f5es corinthianos*, \u201cA Saliva do Santo e o Veneno da Serpente\u201d \u00e9 cantado at\u00e9 hoje nas arquibancadas alvinegras. Os vasca\u00ednos n\u00e3o t\u00eam uma escola para chamar de sua \u2014 algo que a cultura carioca dificilmente permitiria \u2014, mas a Unidos da Tijuca homenageou o Gigante da Colina em 1998, ano do centen\u00e1rio do clube. Hoje, a partir das 18h30, esses dois gigantes do futebol brasileiro defender\u00e3o em campo qual o melhor enredo da Copa do Brasil.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Sim, por mais que os torcedores-clientes de hoje em dia s\u00f3 pensem em colecionar trof\u00e9us para ir \u00e0s redes sociais e esfreg\u00e1-los na cara de rivais que mal conhecem, a epopeia importa. A Libertadores do Gr\u00eamio de 2017 tem o mesmo peso que a do Atl\u00e9tico-MG, em 2013, mas n\u00e3o \u00e9 o mesmo t\u00edtulo. Um apresentou her\u00f3is como Grohe e Luan, \u00e9 verdade, mas uma insossa final contra o Lan\u00fas. O outro? Viradas improv\u00e1veis, a ressurrei\u00e7\u00e3o de Ronaldinho Ga\u00facho e o p\u00e9 salvador de Victor. Se competissem pelo Estandarte de Ouro, o Galo certamente levaria a melhor.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nesta Copa do Brasil, mosqueteiros e cruzmaltinos capricharam. O enredo do Vasco \u00e9 nota 10! Gigante adormecido, cuja hist\u00f3ria se confunde com a do futebol brasileiro, o clube carioca n\u00e3o celebra uma conquista nacional h\u00e1 14 anos. De l\u00e1 para c\u00e1, amargou tr\u00eas rebaixamentos e viu a festa de todos os rivais, sobretudo o maior deles. A fase iluminada do Flamengo deixa ainda mais enfermo o machucado torcedor vasca\u00edno. O clube virou piada nacional. O respeito voltou? Que nada, at\u00e9 o Ibis se d\u00e1 ao direito de ca\u00e7oar de quem j\u00e1 teve em suas fileiras o Expresso da Vit\u00f3ria nos anos 1950.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A forra pode vir diante de um de seus maiores algozes. O Vasco \u00e9 fregu\u00eas do Corinthians desde 1930, quando o ra\u00e7udo conjunto liderado por Del Debbio trouxe de S\u00e3o Janu\u00e1rio o t\u00edtulo de \u201ccampe\u00e3o dos campe\u00f5es\u201d, que foi parar at\u00e9 no hino corinthiano. O Tim\u00e3o tamb\u00e9m tirou de seu rival carioca o Mundial de 2000 (que voltar\u00e1 \u00e0 tona em breve neste texto), as Copas do Brasil de 1995 e 2009, o Brasileiro de 2011 e, para a tristeza de Diego Souza, lembrado mais uma vez devido a este confronto, a Libertadores de 2012.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Dar a volta ol\u00edmpica no Maracan\u00e3 lotado simbolizaria a reden\u00e7\u00e3o da apaixonada e sofrida torcida cruzmaltina. Que at\u00e9 saboreou raros momentos de alegria no Brasileiro \u2014 o maior deles um hist\u00f3rico 6 a 0 contra o Santos \u2014, mesmo terminando a competi\u00e7\u00e3o em um nada honroso 14\u00ba lugar. E que acreditou nos duelos contra Botafogo, nas quartas de final, e Fluminense, nas s\u00eamis, rivais que atualmente navegam em \u00e1guas mais tranquilas do que quem leva o nome do famoso almirante portugu\u00eas. Contudo, o dinheiro da SAF botafoguense e a boa fase tricolor n\u00e3o foram p\u00e1reos para Philippe Coutinho, Rayan e os demais comandados do ora amado, ora odiado Fernando Diniz.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mas se o vasca\u00edno quer falar em agruras, o que dir\u00e1 o corinthiano, que fez do sofrimento parte indel\u00e9vel de sua identidade (at\u00e9 mesmo nos per\u00edodos de abonan\u00e7a)? Outra palavra inerente ao dicion\u00e1rio alvinegro \u00e9 a supera\u00e7\u00e3o, o que levou \u00e0 idolatria jogadores como Bas\u00edlio, Ezequiel, Jorge Henrique e Romero. Se campe\u00e3o for, o Tim\u00e3o atropelar\u00e1 a matem\u00e1tica, que no ano passado dava menos de 0,004% de chance de a equipe conseguir se classificar para a Copa do Brasil deste ano via Brasileir\u00e3o. Os estat\u00edsticos desprezavam a hip\u00f3tese de Memphis Depay e Yuri Alberto brilharem em uma arrancada com nove vit\u00f3rias consecutivas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m disso, sonha em terminar o ano com dois t\u00edtulos, tendo em ambos superado o abastado maior rival, que gastou mais de R$ 700 milh\u00f5es em contrata\u00e7\u00f5es. Nada mal para quem, por uma surreal incompet\u00eancia de seus dirigentes \u2014 os atuais e os antecessores \u2014, s\u00f3 p\u00f4de contratar dois jogadores, o mediano Angileri e o habilidoso Vitinho, ambos reservas.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na falta de dinheiro para investir, o jeito foi apostar no santo de casa, como fez a Gavi\u00f5es da Fiel em 2019, ao reeditar o samba \u201cA Saliva do Santo e o Veneno da Serpente\u201d. Memphis brilhou contra Palmeiras e Cruzeiro, a despeito do aparente toque de m\u00e3o \u00e0 Lucas 2023, interpretado por alguns alvinegros como o sinal definitivo de que Dorival J\u00fanior conquistar\u00e1 a Copa do Brasil pela quarta vez. J\u00e1 Hugo, em uma esp\u00e9cie de passagem de bast\u00e3o, superou C\u00e1ssio na emblem\u00e1tica decis\u00e3o por p\u00eanaltis contra a Raposa.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por\u00e9m, a parte do enredo que mais faz brilhar os olhos do corinthiano \u00e9 a s\u00e9rie de coincid\u00eancias com o Mundial de 2000. Vinte e cinco anos depois de pintar a Terra de preto e branco pela primeira vez, o Tim\u00e3o voltar\u00e1 ao Maracan\u00e3 para medir for\u00e7as com o mesmo rival. O uniforme, gra\u00e7as a uma homenagem da fornecedora de material esportivo, ser\u00e1 igualzinho, a menos que um supersticioso assessor do presidente Pedrinho leia esta coluna \u2014 ou, o que \u00e9 mais prov\u00e1vel, um post na rede social de algu\u00e9m com as iniciais sccp, ou ainda de algum perfil com o nome do tipo Gustavo Henrique Bolado.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Aqueles que usam at\u00e9 \u201ccueca da sorte\u201d em jogo decisivo lembram que o \u00eddolo Neto (o Craque Neto) comentar\u00e1 a partida, a exemplo do que fez naquela noite de 14 de janeiro, ao lado de Luciano do Valle. Como diz o samba da Gavi\u00f5es de 1994, \u201c\u00e9 a for\u00e7a da magia, que me arrepia e se espalha pelo ar\u201d.<\/span><\/p>\n<hr>\n<h5><span style=\"font-weight: 400;\">*O autor desta coluna sabe que corintiano se escreve sem H, mas, com a anu\u00eancia do editor-chefe do site da Jovem Pan, preferiu n\u00e3o irritar seu pai, a quem dedica este texto<\/span><\/h5>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O que \u00e9 enredo? No samba, \u00e9 a hist\u00f3ria que a escola conta na avenida, por meio de seus componentes, alegorias, fantasias, puxador e outros elementos que Milton Cunha saberia explicar muito melhor do que eu. 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