{"id":63074,"date":"2025-12-21T06:09:04","date_gmt":"2025-12-21T09:09:04","guid":{"rendered":"https:\/\/crajubaremacao.com.br\/?p=63074"},"modified":"2025-12-21T06:09:04","modified_gmt":"2025-12-21T09:09:04","slug":"como-a-geracao-z-enxerga-as-liderancas-mais-velhas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crajubaremacao.com.br\/?p=63074","title":{"rendered":"Como a gera\u00e7\u00e3o Z enxerga as lideran\u00e7as mais velhas"},"content":{"rendered":"<div><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2-g1.glbimg.com\/9vCCqFEf-Abedt475q4sd5lpUAI=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2025\/C\/B\/e79M0XTiqOGw3pw5ZNwQ\/intergeracionalidadegeracaoz.jpg\"><br \/>     Uma parcela significativa da gera\u00e7\u00e3o Z \u2013 os nascidos entre 1997 e 2012 \u2013 est\u00e1 no mercado de trabalho e os mais novinhos t\u00eam opini\u00e3o formada sobre diversos assuntos. Principalmente, \u00e9 um grupo bastante heterog\u00eaneo que n\u00e3o pode ser visto como um monolito. A organiza\u00e7\u00e3o norte-americana CoGenerate, que trabalha em a\u00e7\u00f5es para facilitar a intergeracionalidade, acaba de divulgar um estudo valioso sobre como esses jovens enxergam as lideran\u00e7as maduras; de que forma desejam ser tratados; e como acreditam em uma verdadeira parceria com os mais velhos.<br \/>\nJovens da gera\u00e7\u00e3o Z querem aproveitar o talento e as experi\u00eancias dos aliados mais velhos, mas muitas vezes n\u00e3o sabem por onde come\u00e7ar<br \/>\nghcassel para Pixabay<br \/>\nA CoGenerate reuniu 26 jovens l\u00edderes, com idades que variavam entre 12 e 19 anos, que atuam em diferentes \u00e1reas nos Estados Unidos. Se os adolescentes de ontem n\u00e3o esperavam ter uma voz, hoje eles t\u00eam um celular com c\u00e2mera, acesso ao conhecimento e uma plataforma global de comunica\u00e7\u00e3o que lhes permite falar com dezenas de pessoas que conhecem e milh\u00f5es que n\u00e3o conhecem.<br \/>\n\u00c9 o caso de Leena Albinali, que tinha 14 anos quando criou um acampamento de ver\u00e3o intergeracional, na Calif\u00f3rnia. Ou Molly McAlvanah, que, aos 16 anos, se tornou mes\u00e1ria eleitoral e fez campanha de porta em porta para apoiar candidatos e causas em que acreditava. Ou ainda Elijah Lee, um ativista comunit\u00e1rio que, aos 10 anos, liderou sua primeira marcha de conscientiza\u00e7\u00e3o sobre abuso infantil. Aos 17 anos, ajudou a redigir mais de 40 pe\u00e7as legislativas na Virg\u00ednia, destinadas a apoiar sobreviventes de abuso infantil.<br \/>\nO estudo deu origem a cinco eixos para nortear o relacionamento entre as gera\u00e7\u00f5es, com foco em parcerias genu\u00ednas, nas quais adolescentes e aliados mais velhos trabalham lado a lado por mudan\u00e7as. Vamos a eles:<br \/>\nN\u00e3o somos seus filhos: adultos tendem a s\u00f3 saber se relacionar com os jovens atrav\u00e9s da lente dos seus pr\u00f3prios filhos. Apesar de poderem ter a idade deles, todos querem ser tratados como parceiros s\u00e9rios e capazes de contribuir. A colabora\u00e7\u00e3o intergeracional deve ser constru\u00edda a partir de respeito e aprendizado de m\u00e3o dupla. Um recado: quando tiver d\u00favidas sobre como interagir, considere como gostaria que os aliados mais velhos tivessem falado contigo quando tinha essa idade.<br \/>\nOu\u00e7a. Simples assim: adultos se apressam em dar conselhos quando tudo de que os jovens precisam \u00e9 de algu\u00e9m para ouvi-los. Como deve agir uma lideran\u00e7a madura:<br \/>\nN\u00e3o se apresse em preencher o espa\u00e7o. D\u00ea tempo para compartilharem seus pensamentos.<br \/>\nFa\u00e7a perguntas abertas: &#8220;Como voc\u00ea se sente sobre isso?&#8221;, ou &#8220;Como posso te apoiar?&#8221;.<br \/>\nJovens valorizam os conselhos dos adultos, mas querem a chance de pedi-los por conta pr\u00f3pria. Nem sempre est\u00e3o procurando mentoria.<br \/>\nQuando pedirem conselhos, coaching ou mentoria, explique as coisas sem ser condescendente. Permita que encontrem suas pr\u00f3prias respostas.<br \/>\nEsteja disposto a compartilhar seus processos de tomada de decis\u00e3o e seu \u201cmanual\u201d, sem tentar controlar a situa\u00e7\u00e3o.<br \/>\nSe voc\u00ea se pegar falando mais da metade do tempo, pare e convide os outros a participar.<br \/>\nN\u00e3o nos chame s\u00f3 para fazer figura\u00e7\u00e3o: os jovens sabem quando est\u00e3o sendo usados apenas por uma quest\u00e3o de imagem ou de marketing e n\u00e3o t\u00eam medo de expor esse tipo de comportamento. Querem lidar com situa\u00e7\u00f5es reais e complexas, e n\u00e3o simula\u00e7\u00f5es ou problemas te\u00f3ricos. Portanto, algumas recomenda\u00e7\u00f5es:<br \/>\nN\u00e3o pe\u00e7a a indiv\u00edduos para falarem em nome de todos. As pessoas mais velhas tentam agrupar os jovens em uma caixa e presumir que todos vivem as mesmas experi\u00eancias \u2013 por exemplo, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 tecnologia \u2013 o que n\u00e3o \u00e9 verdade.<br \/>\nJuventude n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica coisa que eles trazem para a mesa, ent\u00e3o n\u00e3o h\u00e1 necessidade de mencion\u00e1-la constantemente. Na maioria das vezes, tal postura os afasta.<br \/>\nPermita que os jovens participem de maneiras significativas: como moderadores, painelistas, organizadores e membros de conselho.<br \/>\nPergunte quem est\u00e1 faltando na conversa e os incentive a projetar solu\u00e7\u00f5es para trazer essas vozes para a mesa.<br \/>\nN\u00f3s corresponderemos: se os aliados mais velhos lideram com abertura, autenticidade e curiosidade, \u00e9 prov\u00e1vel que os jovens sigam o exemplo. Dada a din\u00e2mica de poder existente, muitos dizem que \u00e9 papel dos l\u00edderes estabelecer a cultura para as colabora\u00e7\u00f5es intergeracionais. Isso significa criar oportunidades para aprender, experimentar, cometer erros e falhar. No entanto, eles tamb\u00e9m querem a oportunidade de co-criar a cultura. Portanto, convide-os a colaborar efetivamente na cria\u00e7\u00e3o de normas e pr\u00e1ticas, e celebre o aprendizado e a experimenta\u00e7\u00e3o, n\u00e3o apenas o sucesso.<br \/>\nQueremos o poder de mudar as coisas: os jovens entendem o valor do trabalho entre gera\u00e7\u00f5es. A maioria deseja aproveitar o talento e a experi\u00eancia dos mais velhos, mas muitas vezes n\u00e3o sabe por onde come\u00e7ar, nem como colaborar. As lideran\u00e7as podem promover uma colabora\u00e7\u00e3o significativa, lhes dando poder real: compartilhando decis\u00f5es, responsabilidades e cr\u00e9dito. O desconforto faz parte do processo, mas leva a uma conex\u00e3o aut\u00eantica e a transforma\u00e7\u00f5es.<br \/>\nGera\u00e7\u00e3o Z no Mercado de Trabalho: jovens buscam reconhecimento e preferem a internet<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma parcela significativa da gera\u00e7\u00e3o Z \u2013 os nascidos entre 1997 e 2012 \u2013 est\u00e1 no mercado de trabalho e os mais novinhos t\u00eam opini\u00e3o formada sobre diversos assuntos. Principalmente, \u00e9 um grupo bastante heterog\u00eaneo que n\u00e3o pode ser visto como um monolito. 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