{"id":63271,"date":"2025-12-26T06:09:41","date_gmt":"2025-12-26T09:09:41","guid":{"rendered":"https:\/\/crajubaremacao.com.br\/?p=63271"},"modified":"2025-12-26T06:09:41","modified_gmt":"2025-12-26T09:09:41","slug":"masturbacao-faz-mal-a-saude-o-que-estudos-cientificos-realmente-mostram","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crajubaremacao.com.br\/?p=63271","title":{"rendered":"Masturba\u00e7\u00e3o faz mal \u00e0 sa\u00fade? O que estudos cient\u00edficos realmente mostram"},"content":{"rendered":"<div><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2-g1.glbimg.com\/y2GZhtia96jTQvyzo0zmteK_GQc=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2025\/f\/D\/ycmNeFRdaxWesVXtdHzg\/pexels-deon-black-3867281-5915410.jpg\"><br \/>     V\u00edcio em masturba\u00e7\u00e3o: como identificar e quais s\u00e3o os efeitos negativos<br \/>\nAo longo das \u00faltimas d\u00e9cadas, a masturba\u00e7\u00e3o deixou de ser tratada apenas como tabu e passou a ser investigada pela ci\u00eancia. Pesquisas observacionais e revis\u00f5es publicadas na revista cient\u00edfica Archives of Sexual Behavior analisaram seus efeitos sobre o corpo, bem-estar e ajudam a entender em que situa\u00e7\u00f5es a pr\u00e1tica \u00e9 neutra, ben\u00e9fica ou merece aten\u00e7\u00e3o.<br \/>\nOs estudos mostram que os poss\u00edveis impactos n\u00e3o est\u00e3o ligados \u00e0 frequ\u00eancia em si, mas ao contexto em que a masturba\u00e7\u00e3o acontece \u2014especialmente quando aparece associada a sofrimento psicol\u00f3gico, culpa intensa ou comportamento compulsivo.<br \/>\nNa pr\u00e1tica cl\u00ednica, essa leitura \u00e9 compartilhada por especialistas. \u201cA masturba\u00e7\u00e3o \u00e9 uma resposta fisiol\u00f3gica do corpo e faz parte da sexualidade humana\u201d, explica Lilian Fiorelli, ginecologista e especialista em Sexualidade Feminina e Uroginecologia.<br \/>\n\u201cDo ponto de vista m\u00e9dico, n\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancia de que ela fa\u00e7a mal \u00e0 sa\u00fade, ao contr\u00e1rio. O que precisa ser avaliado \u00e9 o contexto em que acontece.\u201d<br \/>\nEssa distin\u00e7\u00e3o aparece de forma consistente na literatura cient\u00edfica. Estudos publicados em 2019 e 2022 no Archives of Sexual Behavior apontam que eventuais associa\u00e7\u00f5es negativas \u2014como pior satisfa\u00e7\u00e3o sexual ou desconforto emocional\u2014 surgem principalmente quando a masturba\u00e7\u00e3o est\u00e1 ligada \u00e0 ansiedade, conflitos internos ou imagem corporal negativa, e n\u00e3o ao ato em si.<br \/>\nOrgasmo e resposta hormonal<br \/>\nDo ponto de vista fisiol\u00f3gico, o orgasmo \u2014seja por meio da masturba\u00e7\u00e3o ou da rela\u00e7\u00e3o sexual\u2014 desencadeia uma resposta neuroend\u00f3crina bem documentada. Pesquisas experimentais mostram libera\u00e7\u00e3o de neurotransmissores como dopamina, serotonina e ocitocina, al\u00e9m da redu\u00e7\u00e3o do cortisol, o horm\u00f4nio relacionado ao estresse.<br \/>\n\u201cEssa resposta ajuda a explicar por que muitas pessoas relatam sensa\u00e7\u00e3o de relaxamento, melhora do humor e at\u00e9 facilidade para dormir ap\u00f3s o orgasmo\u201d, explica Lilian Fiorelli.<br \/>\nEstudos que analisaram essa resposta indicam que os efeitos s\u00e3o transit\u00f3rios, mas reais, sem evid\u00eancia de danos ao organismo.<br \/>\nA resposta hormonal associada ao orgasmo ajuda a entender por que a masturba\u00e7\u00e3o costuma ser relacionada \u00e0 redu\u00e7\u00e3o de estresse e tens\u00e3o. A literatura cient\u00edfica aponta que o aumento de endorfinas ap\u00f3s o cl\u00edmax pode contribuir para al\u00edvio moment\u00e2neo de dores, como cefaleia e c\u00f3licas menstruais, al\u00e9m de favorecer um estado geral de relaxamento.<br \/>\n\u201cN\u00e3o se trata de um tratamento m\u00e9dico\u201d, ressalta Lilian. \u201cMas a masturba\u00e7\u00e3o pode funcionar como um modulador natural do estresse, assim como outras atividades que promovem bem-estar.\u201d<br \/>\nEsse efeito tamb\u00e9m ajuda a explicar relatos frequentes de melhora do sono. A queda do cortisol e a libera\u00e7\u00e3o de ocitocina ap\u00f3s o orgasmo criam um ambiente fisiol\u00f3gico mais favor\u00e1vel ao descanso, embora especialistas ressaltem que isso n\u00e3o substitui cuidados estruturais com o sono.<br \/>\nEstudo aponta que masturba\u00e7\u00e3o pode ajudar a aliviar sintomas da menopausa.<br \/>\nDeon Black\/Pexels<br \/>\nAutoconhecimento e sa\u00fade sexual<br \/>\nAl\u00e9m dos efeitos f\u00edsicos, a masturba\u00e7\u00e3o aparece associada ao autoconhecimento corporal, especialmente entre mulheres. Ainda segundo o estudo desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Oslo, publicado no Archives of Sexual Behavior, a pr\u00e1tica pode contribuir para maior consci\u00eancia do pr\u00f3prio corpo, facilitando a identifica\u00e7\u00e3o de est\u00edmulos prazerosos e de limites.<br \/>\n\u201cConhecer o pr\u00f3prio corpo ajuda a mulher a se comunicar melhor sobre prazer e desconforto\u201d, explica Lilian. \u201cIsso pode refletir positivamente na vida sexual com parceiros, embora essa rela\u00e7\u00e3o varie muito de pessoa para pessoa.\u201d<br \/>\nOutro estudo, esse desenvolvido por pesquisadores da Universidade Johannes Gutenberg de Mainz,  mostra que a masturba\u00e7\u00e3o pode coexistir com uma vida sexual satisfat\u00f3ria ou surgir como alternativa em per\u00edodos de menor desejo ou dificuldades na rela\u00e7\u00e3o \u2014sem que isso represente, por si s\u00f3, um problema de sa\u00fade.<br \/>\nMasturba\u00e7\u00e3o sexo<br \/>\nPexels<br \/>\nEm que situa\u00e7\u00f5es a pr\u00e1tica pode ser indicada<br \/>\nNa pr\u00e1tica cl\u00ednica, a masturba\u00e7\u00e3o pode ser orientada como parte do cuidado em sa\u00fade sexual em contextos espec\u00edficos, como na perimenopausa e na p\u00f3s-menopausa. Com a queda do estrog\u00eanio, a mucosa vaginal tende a ficar mais fina, menos el\u00e1stica e menos lubrificada, o que pode causar dor durante a rela\u00e7\u00e3o.<br \/>\n\u201cO est\u00edmulo local aumenta o fluxo sangu\u00edneo da regi\u00e3o e pode ajudar a manter a vitalidade dos tecidos\u201d, explica Lilian.<br \/>\nAo analisar a fun\u00e7\u00e3o sexual feminina, os documentos indicam que a estimula\u00e7\u00e3o genital regular pode contribuir para conforto e resposta sexual, especialmente quando associada a outras abordagens, como terapia hormonal ou uso de hidratantes vaginais.<br \/>\nA m\u00e9dica ressalta, no entanto, que a masturba\u00e7\u00e3o n\u00e3o substitui tratamento quando h\u00e1 queixas cl\u00ednicas. \u201cEla \u00e9 um recurso complementar, n\u00e3o uma solu\u00e7\u00e3o isolada.\u201d<br \/>\nQuando a masturba\u00e7\u00e3o merece aten\u00e7\u00e3o<br \/>\nApesar de ser considerada segura, a masturba\u00e7\u00e3o pode merecer aten\u00e7\u00e3o quando est\u00e1 associada a sofrimento psicol\u00f3gico. Pesquisas recentes indicam que frequ\u00eancias elevadas s\u00f3 se relacionam a pior satisfa\u00e7\u00e3o sexual quando v\u00eam acompanhadas de ansiedade, culpa intensa, comportamento compulsivo ou imagem corporal negativa.<br \/>\n\u201cSe a pessoa percebe que a masturba\u00e7\u00e3o gera ang\u00fastia, culpa ou interfere na rotina, o foco n\u00e3o deve ser proibir a pr\u00e1tica, mas entender o que est\u00e1 por tr\u00e1s desse sofrimento\u201d, orienta Lilian.<br \/>\nDo ponto de vista f\u00edsico, os cuidados envolvem principalmente o uso de produtos adequados. A literatura m\u00e9dica alerta que objetos improvisados ou brinquedos sem certifica\u00e7\u00e3o podem causar microles\u00f5es, alterar o pH da regi\u00e3o \u00edntima e aumentar o risco de infec\u00e7\u00f5es.<br \/>\nAbstin\u00eancia n\u00e3o traz benef\u00edcios comprovados<br \/>\nA ideia de que evitar a masturba\u00e7\u00e3o traria benef\u00edcios \u00e0 sa\u00fade tamb\u00e9m j\u00e1 foi investigada. Ainda segundo os estudos publicados no Archives of Sexual Behavior, n\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancia cient\u00edfica de ganhos f\u00edsicos ou emocionais associados \u00e0 abstin\u00eancia volunt\u00e1ria da masturba\u00e7\u00e3o.<br \/>\nSegundo os autores, decis\u00f5es de evitar a pr\u00e1tica costumam estar mais ligadas a cren\u00e7as morais, culturais ou religiosas do que a efeitos biol\u00f3gicos mensur\u00e1veis \u2014e n\u00e3o se associam, por si s\u00f3, a melhora do bem-estar.<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>V\u00edcio em masturba\u00e7\u00e3o: como identificar e quais s\u00e3o os efeitos negativos Ao longo das \u00faltimas d\u00e9cadas, a masturba\u00e7\u00e3o deixou de ser tratada apenas como tabu e passou a ser investigada pela ci\u00eancia. 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