{"id":64015,"date":"2026-01-13T18:14:09","date_gmt":"2026-01-13T21:14:09","guid":{"rendered":"https:\/\/crajubaremacao.com.br\/?p=64015"},"modified":"2026-01-13T18:14:09","modified_gmt":"2026-01-13T21:14:09","slug":"por-que-cabecear-a-bola-em-esportes-como-futebol-pode-ser-tao-perigoso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crajubaremacao.com.br\/?p=64015","title":{"rendered":"Por que cabecear a bola em esportes como futebol pode ser t\u00e3o perigoso"},"content":{"rendered":"<div><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2-g1.glbimg.com\/hKS5lUVldSJcZDqKYdGUpSqVz8A=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2026\/Q\/e\/ehc4iHR9qCvRaq5SCf7w\/b087d420-ec17-11f0-b5f7-49f0357294ff.jpg.webp\"><br \/>     Os jogadores de futebol profissional e futebol americano correm muito mais risco de desenvolver dem\u00eancia<br \/>\nFoto: Getty Images<br \/>\nPara o jogador de futebol, n\u00e3o h\u00e1 nada como saltar em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 bola lan\u00e7ada na sua dire\u00e7\u00e3o em grande velocidade, cabece\u00e1-la para as redes e marcar um gol para o seu time.<br \/>\nMas est\u00e3o surgindo cada vez mais evid\u00eancias de que cabeceios frequentes podem gerar danos ao c\u00e9rebro que se manifestam d\u00e9cadas depois, na forma de mal de Alzheimer, Parkinson e doen\u00e7a do neur\u00f4nio motor.<br \/>\nOs riscos dos esportes de contato, na verdade, s\u00e3o conhecidos h\u00e1 quase 100 anos.<br \/>\nEm 1928, o patologista americano Harrison Martland (1883-1954) publicou um artigo cient\u00edfico, defendendo que, &#8220;h\u00e1 algum tempo, os f\u00e3s e promotores de lutas reconheceram a ocorr\u00eancia de uma condi\u00e7\u00e3o peculiar entre os lutadores profissionais que, na linguagem do ringue, \u00e9 conhecida como punch drunk&#8221;, um termo em ingl\u00eas usado para designar o atordoamento causado pelos golpes na cabe\u00e7a.<br \/>\nOs sintomas incluem andar cambaleante e confus\u00e3o mental. Eles eram mais comuns entre &#8220;lutadores do tipo violento, que normalmente s\u00e3o maus boxeadores e sofrem muitos golpes na cabe\u00e7a&#8221;.<br \/>\nVeja os v\u00eddeos que est\u00e3o em alta no g1<br \/>\nEm alguns casos, o atordoamento progrediu para um tipo de dem\u00eancia, classificada posteriormente como &#8220;dem\u00eancia pugil\u00edstica&#8221;. Ela ocorre em boxeadores que sofreram repetidos golpes na cabe\u00e7a.<br \/>\nInicialmente, acreditava-se que este problema fosse restrito ao pugilismo. Mas, nas \u00faltimas d\u00e9cadas, o conhecimento se expandiu.<br \/>\nO jogador de futebol Jeff Astle (1942-2002), do time West Bromwich Albion e da sele\u00e7\u00e3o da Inglaterra, morreu aos 59 anos de idade, ap\u00f3s o diagn\u00f3stico de dem\u00eancia precoce.<br \/>\nE, nos Estados Unidos, o jogador de futebol americano Mike Webster (1952-2002) morreu subitamente com 50 anos, depois de sofrer decl\u00ednio cognitivo e outros sintomas similares ao mal de Parkinson.<br \/>\nNos dois casos, o exame do c\u00e9rebro dos astros demonstrou que eles morreram de encefalopatia traum\u00e1tica cr\u00f4nica (ETC), uma designa\u00e7\u00e3o mais moderna que substituiu o diagn\u00f3stico de dem\u00eancia pugil\u00edstica.<br \/>\nSurgiram outros casos entre esportistas conhecidos nos anos seguintes.<br \/>\nNo dia 17 de fevereiro de 2011, o ex-jogador do Chicago Bears David Duerson (1960-2011) cometeu suic\u00eddio. Ele sofria de depress\u00e3o e an\u00e1lises subsequentes do c\u00e9rebro mostraram que ele tamb\u00e9m tinha ETC.<br \/>\nNo Brasil, o pugilista Adilson &#8220;Maguila&#8221; Rodrigues (1958-2024) tamb\u00e9m conviveu com a ETC. O ex-campe\u00e3o mundial na categoria peso-pesado pela Federa\u00e7\u00e3o Mundial de Boxe morreu aos 66 anos de idade.<br \/>\nOs jogadores de futebol profissional e futebol americano correm muito mais risco de desenvolver dem\u00eancia<br \/>\nFoto: Getty Images<br \/>\n&#8220;A ETC \u00e9 uma forma muito espec\u00edfica de patologia cerebral degenerativa, que s\u00f3 observamos em pessoas com hist\u00f3rico de les\u00f5es ou impactos na cabe\u00e7a&#8221;, segundo o consultor em neuropatologia Willie Stewart, da Universidade de Glasgow, no Reino Unido.<br \/>\nEsta condi\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 singular porque, se olharmos ao microsc\u00f3pio, veremos um padr\u00e3o espec\u00edfico de dep\u00f3sitos anormais de prote\u00edna no c\u00e9rebro, denominados tau.<br \/>\n&#8220;A melhor forma de saber se algu\u00e9m sofre de ETC \u00e9 perguntar &#8216;voc\u00ea j\u00e1 jogou futebol?&#8217; ou &#8216;voc\u00ea j\u00e1 jogou rugby?'&#8221;, segundo Stewart.<br \/>\n&#8220;Porque, se voc\u00ea for jogador de futebol profissional e tiver dem\u00eancia, suas chances de ter ETC no c\u00e9rebro s\u00e3o muito altas.&#8221;<br \/>\nO que dizem as pesquisas<br \/>\nDesde 2008, a professora de neurologia e patologia Ann McKee, da Faculdade de Medicina da Universidade de Boston, nos Estados Unidos, vem convidando ex-atletas a participar de estudos para saber como diagnosticar e tratar a ETC.<br \/>\nEm 2023, McKee e seus colegas analisaram c\u00e9rebros doados de 376 ex-jogadores de futebol americano da liga nacional dos Estados Unidos (NFL). Eles descobriram que 91,7% deles tiveram ETC.<br \/>\nOs jogadores examinados inclu\u00edram o ex-quarterback do Philadelphia Eagles Rick Arrington (1947-2021). Ele jogou pela equipe do Estado americano da Pensilv\u00e2nia entre 1970 e 1973.<br \/>\nTamb\u00e9m foi estudado o c\u00e9rebro do ex-defensor do Kansas City Chiefs Ed Lothamer (1942-2022), que disputou a primeira edi\u00e7\u00e3o do Super Bowl.<br \/>\nO resultado do estudo n\u00e3o representa o risco real de desenvolver ETC entre os jogadores de futebol americano, j\u00e1 que as pessoas que suspeitam que podem ter a condi\u00e7\u00e3o podem ser mais propensas a doar seu c\u00e9rebro para a ci\u00eancia.<br \/>\nMas, para dar uma ideia, calcula-se que a incid\u00eancia de ETC na popula\u00e7\u00e3o em geral seja de menos de 1%.<br \/>\nMcKee tamb\u00e9m diagnosticou ex-jogadores de baseball, ciclistas e astros do h\u00f3quei sobre o gelo com ETC. Em todos os casos, o denominador comum foram os golpes repetidos na cabe\u00e7a.<br \/>\nMas n\u00e3o se trata apenas desta condi\u00e7\u00e3o. O cabeceio tamb\u00e9m est\u00e1 relacionado a outras doen\u00e7as degenerativas do c\u00e9rebro.<br \/>\nStewart conduz um estudo em andamento chamado Influ\u00eancia do Futebol sobre a Sa\u00fade ao Longo da Vida e o Risco de Dem\u00eancia (Field, na sigla em ingl\u00eas).<br \/>\nEm 2019, ele e sua equipe examinaram o hist\u00f3rico de sa\u00fade de cerca de 8 mil ex-jogadores de futebol profissional escoceses e os compararam com 23 mil membros da popula\u00e7\u00e3o em geral.<br \/>\n&#8220;Pegamos nossos futebolistas e os comparamos com pessoas da comunidade que nasceram no mesmo ano e viveram aproximadamente na mesma regi\u00e3o&#8221;, explica Stewart.<br \/>\n&#8220;Para cada jogador de futebol, tivemos tr\u00eas controles coincidentes. Com isso, formamos uma boa ideia de como deve ser o envelhecimento e a sa\u00fade normal.&#8221;<br \/>\nEm 2023, um estudo com c\u00e9rebros doados por antigos jogadores de futebol americano da liga NFL concluiu que mais de 90% deles mostravam sinais de encefalopatia traum\u00e1tica cr\u00f4nica, uma condi\u00e7\u00e3o relacionada \u00e0 dem\u00eancia<br \/>\nGetty Images\/ via BBC<br \/>\nO estudo concluiu que ex-jogadores de futebol profissional apresentam propens\u00e3o cinco vezes maior a desenvolver mal de Alzheimer; quatro vez maior a sofrer de doen\u00e7a do neur\u00f4nio motor; e duas vezes mais probabilidade de desenvolver mal de Parkinson, em compara\u00e7\u00e3o com pessoas da mesma idade na popula\u00e7\u00e3o em geral.<br \/>\nAo todo, ex-jogadores de futebol profissional apresentaram 3,5 vezes mais chance de morrer por doen\u00e7as neurodegenerativas que o esperado.<br \/>\n&#8220;O risco \u00e9 maior nas posi\u00e7\u00f5es em que ocorre a maior parte das cabe\u00e7adas&#8221;, segundo Stewart.<br \/>\n&#8220;Por isso, os defensores correm risco muito mais alto que os demais jogadores. E, se voc\u00ea for goleiro, seu risco \u00e9 mais ou menos o mesmo da popula\u00e7\u00e3o em geral.&#8221;<br \/>\nA pesquisa de Stewart tamb\u00e9m demonstrou que, quanto mais tempo uma pessoa jogar futebol profissional, maior \u00e9 o risco. Ele varia de cerca do dobro para os jogadores com carreira mais curta at\u00e9 cerca de cinco vezes nas carreiras mais longas.<br \/>\nEx-jogadores de rugby tamb\u00e9m apresentam maior risco de desenvolver doen\u00e7as neurodegenerativas.<br \/>\nOs motivos<br \/>\nMas por que cabecear uma bola causa tantos danos ao c\u00e9rebro?<br \/>\nA ETC s\u00f3 costuma ser diagnosticada ap\u00f3s a morte, pois ela deixa emaranhados denunciadores de uma prote\u00edna anormal chamada tau no c\u00f3rtex cerebral das pessoas afetadas.<br \/>\nMas o professor de radiologia Michael Lipton, do Centro M\u00e9dico Irving da Universidade Columbia, nos Estados Unidos (CUIMC), utilizou resson\u00e2ncia magn\u00e9tica do c\u00e9rebro para detectar os primeiros sinais da condi\u00e7\u00e3o em jovens jogadores de futebol amador.<br \/>\n&#8220;Selecionamos pessoas com mais de 18 anos, que jogam em algum tipo de grupo organizado&#8221;, explica Lipton. &#8220;Pode ser um time universit\u00e1rio, mas normalmente uma liga recreativa.&#8221;<br \/>\n&#8220;Temos muitas pessoas que n\u00e3o cabeceiam a bola e outras que cabeceiam milhares de vezes por ano.&#8221;<br \/>\nA pesquisa demonstrou que os jogadores que cabeceiam a bola com mais frequ\u00eancia apresentam resultados inferiores em testes de mem\u00f3ria e aprendizado, al\u00e9m de demonstrarem sinais claros de les\u00f5es na parte do c\u00e9rebro pouco atr\u00e1s da testa, conhecida como c\u00f3rtex orbitofrontal.<br \/>\nA camada externa do c\u00f3rtex orbitofrontal parece ser particularmente vulner\u00e1vel a impactos<br \/>\nGetty Images\/ via BBC<br \/>\n&#8220;\u00c9 a parte do c\u00e9rebro logo acima da \u00f3rbita ocular&#8221;, segundo Lipton.<br \/>\nA camada exterior do c\u00f3rtex orbitofrontal, composta de massa branca, parece ser particularmente vulner\u00e1vel.<br \/>\n&#8220;A massa branca \u00e9 como o cabeamento em rede do c\u00e9rebro humano&#8221;, explica ele. &#8220;Ela \u00e9 composta de filamentos muito finos chamados \u00e1xons, que transmitem informa\u00e7\u00f5es.&#8221;<br \/>\nEstes filamentos finos s\u00e3o muito vulner\u00e1veis \u00e0 acelera\u00e7\u00e3o r\u00e1pida por uma for\u00e7a s\u00fabita.<br \/>\nA mudan\u00e7a brusca da velocidade da cabe\u00e7a durante o impacto faz com que o c\u00e9rebro ricocheteie dentro do cr\u00e2nio, estirando os \u00e1xons e prejudicando sua conectividade.<br \/>\n&#8220;Se voc\u00ea pensar no cabeceio, o impacto \u00e0 cabe\u00e7a \u00e9 relativamente suave&#8221;, explica Lipton. &#8220;Ele n\u00e3o causa fraturas no cr\u00e2nio, nem sangramento no c\u00e9rebro, nem les\u00f5es \u00f3bvias, mas tem potencial de fazer com que as for\u00e7as trafeguem atrav\u00e9s do c\u00e9rebro.&#8221;<br \/>\n&#8220;Essas for\u00e7as fazem com que o c\u00e9rebro dentro do cr\u00e2nio se movimente para longe do local do impacto. E o c\u00e9rebro \u00e9 extremamente mole, quase com a consist\u00eancia de gelatina. Por isso, quando recebe um impacto como este, o c\u00e9rebro ir\u00e1 se comprimir, retorcer e deformar, causando tens\u00e3o sobre os \u00e1xons.&#8221;<br \/>\nPesquisas subsequentes de Lipton e seus colegas demonstraram que o espa\u00e7o entre a massa branca e a cinzenta no c\u00f3rtex orbitofrontal sustenta a maior parte das les\u00f5es causadas pelo cabeceio.<br \/>\nOs cabeceadores mais frequentes, com mais de 1 mil bolas tocadas de cabe\u00e7a por ano, apresentaram danos significativamente maiores naquela regi\u00e3o.<br \/>\nIsso provavelmente ocorre devido \u00e0 diferen\u00e7a de densidade entre a massa branca e cinzenta do c\u00e9rebro, que faz com que elas se movimentem em velocidades diferentes ao cabecear a bola.<br \/>\nEssa diferen\u00e7a cria for\u00e7as de cisalhamento entre os dois tipos de tecido. Mas ainda n\u00e3o sabemos o que acontece em seguida.<br \/>\nA mudan\u00e7a s\u00fabita da velocidade da cabe\u00e7a durante o impacto faz com que o c\u00e9rebro ricocheteie dentro do cr\u00e2nio, danificando redes delicadas de neur\u00f4nios<br \/>\nGetty Images\/ via BBC<br \/>\n&#8220;Nossas pesquisas indicam que, nessas pessoas relativamente jovens e saud\u00e1veis, existe algo acontecendo no seu c\u00e9rebro, mas que n\u00e3o causa doen\u00e7a naquele momento&#8221;, segundo Lipton.<br \/>\nAlguns desses indiv\u00edduos podem vir a desenvolver condi\u00e7\u00f5es como ETC, mal de Alzheimer, Parkinson ou doen\u00e7a do neur\u00f4nio motor. Outros, n\u00e3o.<br \/>\nAl\u00e9m do n\u00famero de cabeceios ao longo da vida, talvez algumas pessoas sejam mais vulner\u00e1veis que outras, devido a uma combina\u00e7\u00e3o de fatores gen\u00e9ticos ou de estilo de vida.<br \/>\nEntre as pessoas que desenvolvem doen\u00e7as neurodegenerativas, uma hip\u00f3tese \u00e9 que repetidos impactos ao c\u00e9rebro possam danificar os vasos sangu\u00edneos ou acionar um processo de inflama\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica, que leva \u00e0 doen\u00e7a com o passar do tempo.<br \/>\n&#8220;Em resposta \u00e0s les\u00f5es das fibras e dos vasos sangu\u00edneos, surge a inflama\u00e7\u00e3o como rea\u00e7\u00e3o de cura do c\u00e9rebro para tentar reparar a situa\u00e7\u00e3o&#8221;, explica Stewart.<br \/>\n&#8220;Pode ser que os vasos, na verdade, n\u00e3o sejam adequadamente reparados e, por isso, eles apresentem vazamentos cr\u00f4nicos que levam para o c\u00e9rebro subst\u00e2ncias que n\u00e3o deveriam estar ali. Ou, talvez, a inflama\u00e7\u00e3o nunca termine realmente como deveria e voc\u00ea acabe com um processo inflamat\u00f3rio cr\u00f4nico.&#8221;<br \/>\nAlternativamente, aquela les\u00e3o talvez cause a degenera\u00e7\u00e3o e a morte dos neur\u00f4nios, ocasionando cada vez mais problemas ao longo do tempo.<br \/>\n&#8220;Provavelmente se trata de uma mistura de todos esses fatores, gerando problemas de longo prazo, mas \u00e9 isso que estamos tentando identificar&#8221;, afirma Stewart.<br \/>\nReduzir os cabeceios<br \/>\nO que podemos fazer para proteger os atletas profissionais e esportistas amadores contra a dem\u00eancia na idade avan\u00e7ada? Bem, a tecnologia pode ajudar.<br \/>\nPesquisadores da Universidade de Stanford, no Estado americano da Calif\u00f3rnia, est\u00e3o projetando capacetes para futebol americano com absorventes de choque l\u00edquidos no seu interior. Afirma-se que eles reduzem os impactos \u00e0 cabe\u00e7a em cerca de 30%.<br \/>\nCabecear menos a bola tamb\u00e9m pode ajudar. No Reino Unido, devido \u00e0 pesquisa de Willie Stewart, as categorias inferiores de futebol eliminaram o cabeceio.<br \/>\nO grupo do pesquisador tamb\u00e9m defende com sucesso a redu\u00e7\u00e3o da quantidade de cabeceios durante os treinos.<br \/>\n&#8220;Quando conversamos com os jogadores de futebol, descobrimos que eles podem cabecear a bola 70 mil vezes durante sua carreira&#8221;, explica Stewart, &#8220;mas apenas 2 mil vezes durante os jogos.&#8221;<br \/>\n&#8220;Ou seja, s\u00e3o 68 mil impactos \u00e0 cabe\u00e7a durante os treinos, que ningu\u00e9m observa. Por isso, vamos elimin\u00e1-las ao m\u00e1ximo poss\u00edvel.&#8221;<br \/>\nMas, como sempre acontece, a preven\u00e7\u00e3o \u00e9 a melhor cura.<br \/>\n&#8220;Se simplesmente par\u00e1ssemos de bater nossas cabe\u00e7as contra as coisas, o risco cairia a zero&#8221;, segundo o pesquisador. &#8220;Mas, em termos pr\u00e1ticos, \u00e9 dif\u00edcil convencer as pessoas a fazer isso.&#8221;<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os jogadores de futebol profissional e futebol americano correm muito mais risco de desenvolver dem\u00eancia Foto: Getty Images Para o jogador de futebol, n\u00e3o h\u00e1 nada como saltar em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 bola lan\u00e7ada na sua dire\u00e7\u00e3o em grande velocidade, cabece\u00e1-la para as redes e marcar um gol para o seu time. Mas est\u00e3o surgindo cada [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":261,"featured_media":64016,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[156],"class_list":{"0":"post-64015","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-saude"},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/crajubaremacao.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/b087d420-ec17-11f0-b5f7-49f0357294ffjpg.webp","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/crajubaremacao.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/64015","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/crajubaremacao.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/crajubaremacao.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crajubaremacao.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/261"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crajubaremacao.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=64015"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/crajubaremacao.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/64015\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crajubaremacao.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/64016"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/crajubaremacao.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=64015"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/crajubaremacao.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=64015"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/crajubaremacao.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=64015"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}