{"id":64483,"date":"2026-01-23T18:02:06","date_gmt":"2026-01-23T21:02:06","guid":{"rendered":"https:\/\/crajubaremacao.com.br\/?p=64483"},"modified":"2026-01-23T18:02:06","modified_gmt":"2026-01-23T21:02:06","slug":"o-misterioso-cogumelo-que-faz-as-pessoas-verem-pessoinhas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crajubaremacao.com.br\/?p=64483","title":{"rendered":"O misterioso cogumelo que faz as pessoas verem &#8216;pessoinhas&#8217;"},"content":{"rendered":"<div><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2-g1.glbimg.com\/DHuNaL-RloPnGM1mtErNv-Dm_d8=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2026\/d\/8\/3GZ3bpQQA3fWQAZ5G73A\/cogumelos.png\"><br \/>     O hospital atende centenas desses casos todos os anos. Todos t\u00eam um mesmo respons\u00e1vel: Lanmaoa asiatica, um tipo de cogumelo que forma rela\u00e7\u00f5es simbi\u00f3ticas com pinheiros nas florestas da regi\u00e3o e \u00e9 um alimento popular naquela regi\u00e3o<br \/>\nColin Domnauer\/BBC<br \/>\nTodo ano, os m\u00e9dicos de um hospital na prov\u00edncia de Yunnan, na China, se preparam para a chegada de um grande n\u00famero de pacientes com uma queixa at\u00edpica. Eles apresentam um sintoma marcante e estranho: vis\u00f5es de figuras min\u00fasculas, semelhantes a elfos, que passam por baixo de portas, sobem paredes e se penduram em m\u00f3veis.<br \/>\nO hospital atende centenas desses casos todos os anos. Todos t\u00eam um mesmo respons\u00e1vel: Lanmaoa asiatica, um tipo de cogumelo que forma rela\u00e7\u00f5es simbi\u00f3ticas com pinheiros nas florestas da regi\u00e3o e \u00e9 um alimento popular localmente, conhecido pelo sabor intenso e rico em umami (um dos cinco gostos b\u00e1sicos percebidos pelo paladar humano, ao lado de doce, salgado, azedo e amargo).<br \/>\nEm Yunnan, o L. asiatica \u00e9 vendido em mercados, aparece em card\u00e1pios de restaurantes e \u00e9 servido em casa durante o auge da temporada de cogumelos, entre junho e agosto.<br \/>\nMas \u00e9 preciso que se cozinhe bem eles, pois, caso contr\u00e1rio, podem provocar alucina\u00e7\u00f5es.<br \/>\nVeja os v\u00eddeos que est\u00e3o em alta no g1<br \/>\n&#8220;Em um restaurante de hot pot de cogumelos de l\u00e1, o atendente acionou um cron\u00f4metro de 15 minutos e nos alertou: &#8216;N\u00e3o comam antes de o tempo acabar ou voc\u00eas podem ver pessoinhas'&#8221;, diz Colin Domnauer, doutorando em Biologia na Universidade de Utah (EUA) e no Museu de Hist\u00f3ria Natural de Utah, que estuda L. asiatica. &#8220;Parece ser um conhecimento bastante difundido na cultura local.&#8221;<br \/>\nMas fora de Yunnan e de poucos outros lugares, o estranho cogumelo permanece um enigma.<br \/>\n&#8220;H\u00e1 muitos relatos sobre a exist\u00eancia desse psicod\u00e9lico [cogumelo], e muitas pessoas procuram por ele, mas nunca conseguiram encontrar a esp\u00e9cie&#8221;, afirma Giuliana Furci, micologista (especialista em fungos) e fundadora e diretora-executiva da Fungi Foundation, organiza\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos dedicada \u00e0 descoberta, documenta\u00e7\u00e3o e conserva\u00e7\u00e3o de fungos.<br \/>\nAnvisa pro\u00edbe venda de suplemento alimentar que promete controle da glicemia<br \/>\nDomnauer, da Universidade de Utah, est\u00e1 em uma busca para solucionar mist\u00e9rios que cercam essa esp\u00e9cie de fungo h\u00e1 d\u00e9cadas e identificar o composto ainda desconhecido respons\u00e1vel por suas alucina\u00e7\u00f5es de not\u00e1vel semelhan\u00e7a, al\u00e9m de entender o que ele pode ensinar sobre o c\u00e9rebro humano.<br \/>\nDomnauer ainda era estudante de gradua\u00e7\u00e3o quando ouviu falar pela primeira vez do L. asiatica por meio de seu professor de micologia.<br \/>\n&#8220;Parecia algo t\u00e3o bizarro, a ideia de que possa existir um cogumelo capaz de provocar alucina\u00e7\u00f5es dignas de contos de fadas, relatadas em diferentes culturas e \u00e9pocas&#8221;, diz Domnauer. &#8220;Eu fiquei intrigado e movido pela curiosidade para entender melhor&#8221;.<br \/>\nA literatura acad\u00eamica oferecia poucas pistas sobre o assunto. Em um estudo publicado em 1991, dois pesquisadores da Academia Chinesa de Ci\u00eancias descreveram casos de pessoas na prov\u00edncia de Yunnan que haviam ingerido determinado cogumelo e passaram a apresentar &#8220;alucina\u00e7\u00f5es liliputianas&#8221;, termo psiqui\u00e1trico usado para designar a percep\u00e7\u00e3o de figuras humanas, animais ou fant\u00e1sticas em tamanho diminuto.<br \/>\nA express\u00e3o faz refer\u00eancia aos pequenos habitantes da ilha fict\u00edcia de Lilliput, no romance de 1726 chamado As Viagens de Gulliver, de Jonathan Swift.<br \/>\nSegundo os pesquisadores, os pacientes viam essas figuras &#8220;se movendo por todos os lados&#8221;, em geral, havia mais de dez seres min\u00fasculos na cena. &#8220;Eles os viam sobre as roupas ao se vestir e sobre seus pratos enquanto comiam&#8221;, acrescentaram. As vis\u00f5es, relataram, &#8220;eram ainda mais v\u00edvidas quando os olhos estavam fechados&#8221;.<br \/>\nJ\u00e1 na d\u00e9cada de 1960, o escritor americano Gordon Wasson e o bot\u00e2nico franc\u00eas Roger Heim, que levaram ao p\u00fablico ocidental a exist\u00eancia dos cogumelos com psilocibina, se depararam com algo semelhante na Papua Nova Guin\u00e9.<br \/>\nEles procuravam um cogumelo que, segundo uma equipe de mission\u00e1rios que havia visitado a regi\u00e3o 30 anos antes, fazia os moradores locais &#8220;enlouquecerem&#8221;, condi\u00e7\u00e3o que um antrop\u00f3logo mais tarde batizou de &#8220;mushroom madness&#8221; (loucura do cogumelo, em tradu\u00e7\u00e3o livre)<br \/>\nSem saber, o que encontraram soa hoje de forma surpreendentemente semelhante aos relatos atuais da China. Eles coletaram exemplares da esp\u00e9cie suspeita e os enviaram para testes a Albert Hofmann, o qu\u00edmico su\u00ed\u00e7o que descobriu o LSD. Hofmann, no entanto, n\u00e3o conseguiu identificar nenhuma mol\u00e9cula de interesse.<br \/>\nA equipe concluiu que as hist\u00f3rias ouvidas em campo deveriam ser relatos culturais, sem base farmacol\u00f3gica, e nenhuma pesquisa adicional foi realizada.<br \/>\nS\u00f3 em 2015 pesquisadores finalmente descreveram formalmente e nomearam L. asiatica, ainda sem muitos detalhes sobre suas propriedades psicoativas.<br \/>\nAssim, o primeiro objetivo de Domnauer, da Universidade de Utah, foi estabelecer com precis\u00e3o a identidade da esp\u00e9cie. Em 2023, ele viajou a Yunnan durante o auge da temporada de cogumelos no ver\u00e3o. Ele percorreu os extensos mercados de fungos da prov\u00edncia e perguntou aos vendedores quais cogumelos &#8220;fazem voc\u00ea ver gente pequena&#8221;. Comprou aqueles para os quais os comerciantes, rindo, apontaram e levou os exemplares ao laborat\u00f3rio para sequenciar os genomas.<br \/>\nIsso confirmou a identidade de L. asiatica, segundo ele. Em uma pesquisa que ele prepara para a publica\u00e7\u00e3o, extratos qu\u00edmicos obtidos de esp\u00e9cimes cultivadas em laborat\u00f3rio produziram em camundongos mudan\u00e7as comportamentais semelhantes \u00e0s relatadas em humanos. Ap\u00f3s a administra\u00e7\u00e3o dos extratos do cogumelo, os animais passaram por um per\u00edodo de hiperatividade seguido de um longo estado de torpor, no qual os roedores quase n\u00e3o se movimentaram.<br \/>\nDomnauer tamb\u00e9m visitou as Filipinas, onde ouviu relatos sobre um cogumelo que causaria sintomas semelhantes aos descritos em registros hist\u00f3ricos da China e de Papua Nova Guin\u00e9. Os exemplares coletados ali tinham apar\u00eancia um pouco diferente dos chineses, eram menores e de tom rosa-claro, em contraste com os cogumelos chineses, maiores e mais avermelhados, afirma. No entanto, testes gen\u00e9ticos mostraram que se tratava da mesma esp\u00e9cie.<br \/>\nEm dezembro de 2025, a orientadora de Domnauer esteve em Papua Nova Guin\u00e9 em busca dos cogumelos mencionados nos registros de Wasson e Heim, cuja identidade, segundo ele, &#8220;ainda \u00e9 uma grande inc\u00f3gnita&#8221;. A equipe n\u00e3o encontrou nenhum exemplar, e o mist\u00e9rio permanece.<br \/>\n&#8220;Pode ser a mesma esp\u00e9cie, o que seria surpreendente, j\u00e1 que a Papua Nova Guin\u00e9 normalmente n\u00e3o compartilha esp\u00e9cies encontradas na China e nas Filipinas&#8221;, diz Domnauer. Ou pode se tratar de outra esp\u00e9cie, o que seria ainda &#8220;mais interessante do ponto de vista evolutivo&#8221;, acrescenta.<br \/>\nIsso significaria que os mesmos efeitos liliputianos teriam evolu\u00eddo de forma independente em diferentes esp\u00e9cies de cogumelos, em partes completamente distintas do mundo.<br \/>\nH\u00e1 precedentes desse tipo de fen\u00f4meno na natureza. Cientistas, entre eles alguns que trabalham no mesmo laborat\u00f3rio de Domnauer, descobriram recentemente que a psilocibina, mol\u00e9cula psicod\u00e9lica encontrada em &#8220;cogumelos m\u00e1gicos&#8221;, evoluiu de forma independente em dois tipos de cogumelos com parentesco distante.<br \/>\nMas n\u00e3o \u00e9 a psilocibina que confere aos cogumelos L. asiatica o efeito lilliputiano, afirma Domnauer.<br \/>\nDomnauer e sua equipe ainda tentam identificar o composto qu\u00edmico respons\u00e1vel pelas alucina\u00e7\u00f5es provocadas pelo L. asiatica. Testes atuais indicam que a subst\u00e2ncia provavelmente n\u00e3o est\u00e1 relacionada a nenhum outro composto psicod\u00e9lico conhecido.<br \/>\nEntre os ind\u00edcios est\u00e1 a dura\u00e7\u00e3o incomum das experi\u00eancias, que geralmente se estendem por 12 a 24 horas e, em alguns casos, chegam a provocar interna\u00e7\u00f5es hospitalares de at\u00e9 uma semana. Por causa desse tempo extraordinariamente longo e do risco de efeitos colaterais prolongados, como del\u00edrio e tontura, Domnauer ainda n\u00e3o experimentou os cogumelos em estado bruto.<br \/>\nEssas viagens psicod\u00e9licas intensas podem ajudar a explicar por que pessoas na China, nas Filipinas e em Papua Nova Guin\u00e9 n\u00e3o parecem ter uma tradi\u00e7\u00e3o de buscar deliberadamente L. asiatica por seus efeitos psicoativos, segundo as conclus\u00f5es de Domnauer. &#8220;Ele sempre foi consumido apenas como alimento&#8221;, diz Domnauer, com as alucina\u00e7\u00f5es surgindo como um efeito colateral inesperado.<br \/>\nH\u00e1 ainda outro fator curioso: outros compostos psicod\u00e9licos conhecidos costumam produzir experi\u00eancias idiossincr\u00e1ticas, que variam n\u00e3o apenas de pessoa para pessoa, mas tamb\u00e9m de uma viv\u00eancia para outra no mesmo indiv\u00edduo. No caso do L. asiatica, por\u00e9m, &#8220;a percep\u00e7\u00e3o de pequenas pessoas \u00e9 relatada de forma muito confi\u00e1vel e repetida&#8221;, afirma Domnauer. &#8220;N\u00e3o conhe\u00e7o nada que produza alucina\u00e7\u00f5es t\u00e3o consistentes.<br \/>\nCompreender esse cogumelo n\u00e3o ser\u00e1 tarefa simples, afirma Domnauer, mas, assim como ocorre em estudos sobre outros compostos psicod\u00e9licos, a pesquisa cient\u00edfica resultante pode acabar tocando em algumas das maiores quest\u00f5es sobre a consci\u00eancia e a rela\u00e7\u00e3o entre a mente e a realidade.<br \/>\nO estudo tamb\u00e9m pode fornecer pistas importantes sobre o que provoca alucina\u00e7\u00f5es liliputianas espont\u00e2neas em indiv\u00edduos que n\u00e3o consomem L. asiatica. A condi\u00e7\u00e3o \u00e9 rara e, at\u00e9 2021, apenas 226 casos n\u00e3o relacionados ao consumo de cogumelos haviam sido registrados desde que as alucina\u00e7\u00f5es liliputianas foram descritas pela primeira vez, em 1909.<br \/>\nPara esse grupo relativamente pequeno de pessoas, por\u00e9m, o desfecho pode ser grave: um ter\u00e7o dos pacientes com casos n\u00e3o relacionados a cogumelos n\u00e3o se recuperou completamente.<br \/>\nO estudo do L. asiatica pode ajudar os cientistas a compreender melhor os mecanismos cerebrais por tr\u00e1s dessas vis\u00f5es liliputianas que surgem de forma natural, talvez at\u00e9 levando ao desenvolvimento de novos tratamentos para pessoas que desenvolvem a condi\u00e7\u00e3o neurol\u00f3gica, diz Domnauer.<br \/>\n&#8220;Agora, talvez possamos entender onde [as alucina\u00e7\u00f5es liliputianas] se originam no c\u00e9rebro&#8221;, afirma Dennis McKenna, etnofarmacologista e diretor da McKenna Academy of Natural Philosophy, centro educacional sem fins lucrativos na Calif\u00f3rnia (EUA).<br \/>\nEle concorda que compreender os compostos do cogumelo pode levar \u00e0 descoberta de novos medicamentos. &#8220;H\u00e1 uma aplica\u00e7\u00e3o terap\u00eautica? Ainda \u00e9 cedo para dizer&#8221;, afirma McKenna.<br \/>\nPesquisadores estimam que menos de 5% das esp\u00e9cies de fungos do mundo tenham sido descritas, de modo que os achados tamb\u00e9m destacam o &#8220;enorme potencial&#8221; para descobertas nos ecossistemas globais, que v\u00eam encolhendo rapidamente, diz Furci, da Fungi Foundation, cujo trabalho se concentra na explora\u00e7\u00e3o do reino dos fungos.<br \/>\n&#8220;Os fungos abrigam uma biblioteca bioqu\u00edmica e farmacol\u00f3gica muito ampla, que estamos apenas come\u00e7ando a acessar&#8221;, afirma Furci. &#8220;Ainda h\u00e1 um mundo de descobertas a ser feito.&#8221;<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O hospital atende centenas desses casos todos os anos. 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