{"id":64722,"date":"2026-01-29T06:02:28","date_gmt":"2026-01-29T09:02:28","guid":{"rendered":"https:\/\/crajubaremacao.com.br\/?p=64722"},"modified":"2026-01-29T06:02:28","modified_gmt":"2026-01-29T09:02:28","slug":"estudo-feito-no-parana-e-o-primeiro-a-indicar-recuperacao-da-memoria-de-pacientes-com-alzheimer-apos-tratamento-com-cannabis-medicinal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crajubaremacao.com.br\/?p=64722","title":{"rendered":"Estudo feito no Paran\u00e1 \u00e9 o primeiro a indicar recupera\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria de pacientes com Alzheimer ap\u00f3s tratamento com cannabis medicinal"},"content":{"rendered":"<div><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2-g1.glbimg.com\/odwvTJwCUOZfVlhfswxfOA-aj80=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2025\/4\/r\/2np99JRJKuOtgVSgYAww\/whatsapp-image-2025-12-11-at-09.46.07-1-.jpeg\"><br \/>     Estudo feito no Paran\u00e1 \u00e9 o primeiro a indicar recupera\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria de pacientes com Alzh<br \/>\nUm estudo liderado por pesquisadores da Universidade Federal da Integra\u00e7\u00e3o Latino-Americana (Unila), em Foz do Igua\u00e7u, no oeste do Paran\u00e1, indicou que a cannabis medicinal pode ajudar no tratamento do Alzheimer em pessoas idosas.<br \/>\nA pesquisa foi realizada com 28 volunt\u00e1rios com idades entre 60 e 80 anos e durou cerca de seis meses. Os resultados apontaram que a aplica\u00e7\u00e3o do extrato com 0,350 mg de tetraidrocanabinol (THC) e 0,245 mg de canabidiol (CBD) \u2014 dois compostos qu\u00edmicos presentes na cannabis \u2014 trouxe resultados significativos no tratamento de sintomas da degenera\u00e7\u00e3o causada pela doen\u00e7a.<br \/>\nSegundo os cientistas envolvidos, os pacientes que receberam o tratamento com as subst\u00e2ncias n\u00e3o s\u00f3 tiveram redu\u00e7\u00e3o nos sintomas, como tamb\u00e9m apresentaram um avan\u00e7o mais lento da doen\u00e7a e melhores resultados em um teste de mem\u00f3ria, quando comparados aos pacientes que n\u00e3o receberam o tratamento. Os pesquisadores acreditam que isso pode indicar uma restaura\u00e7\u00e3o de parte das c\u00e9lulas prejudicadas.<br \/>\n&#x2705; Siga o g1 Foz do Igua\u00e7u no WhatsApp<br \/>\nDe acordo com os cientistas, esse \u00e9 o primeiro ensaio cl\u00ednico do mundo a comprovar que os compostos qu\u00edmicos da planta s\u00e3o eficazes para melhorar a mem\u00f3ria em pacientes com a doen\u00e7a. Isso foi poss\u00edvel por meio de um teste de mem\u00f3ria feito tanto pelos pacientes que receberam o tratamento, quanto pelos que receberam o placebo.<br \/>\n&#8220;Como universidade e como academia, nosso objetivo principal e fun\u00e7\u00e3o \u00e9 buscar e gerar conhecimento para a sociedade. N\u00f3s estamos demonstrando que a cannabis tem potencial e pode tratar o Alzheimer&#8221;, afirma o professor Francisney do Nascimento, que coordenou o estudo e lidera o Laborat\u00f3rio de Cannabis e Psicod\u00e9licos (LCP) da Unila.<br \/>\nEstudo liderado pela Unila aponta que extrato com THC e CBD teve resultados significativos no tratamento de pacientes com Alzheimer<br \/>\nLCP<br \/>\nLEIA MAIS SOBRE SA\u00daDE:<br \/>\nTEA: Enquanto trabalhava em livro infantil sobre autismo, ilustrador se identifica com protagonista e procura diagn\u00f3stico<br \/>\n&#8216;Que ela possa voltar a sorrir&#8217;: Menina com paralisia facial passa por t\u00e9cnica inovadora para transplante de nervo<br \/>\n&#8216;Revolu\u00e7\u00e3o&#8217;: M\u00e3e que perdeu filha ap\u00f3s falhas de atendimento luta por progresso na seguran\u00e7a de pacientes<br \/>\nMelhora dos pacientes facilita rotina das fam\u00edlias<br \/>\nNestor ao lado da m\u00e3e, Nair, que passou pelo tratamento com cannabis medicinal<br \/>\nArquivo pessoal<br \/>\nNair Kalb Benites, de 76 anos, foi uma das pacientes tratadas pelos pesquisadores da Unila. Segundo o filho, Nestor, de 54 anos, houve grande melhora. &#8220;Ela era agitada, nervosa, irritada. Qualquer coisa estava brigando, gritando. Hoje n\u00e3o, ela \u00e9 bem tranquila, sossegada&#8221;, diz.<br \/>\nNair foi diagnosticada com Alzheimer em meados de 2017. At\u00e9 ent\u00e3o, segundo o filho, ela era conhecida pelo feij\u00e3o que fazia no restaurante da fam\u00edlia em Foz do Igua\u00e7u.<br \/>\nHoje, com o avan\u00e7o da doen\u00e7a, o filho divide a vida entre os cuidados com a m\u00e3e e o trabalho em uma marmitaria.<br \/>\nOs primeiros sintomas do Alzheimer em Nair, segundo ele, foram percebidos por mudan\u00e7as sutis em atividades cotidianas.<br \/>\n&#8220;A gente foi percebendo que ela come\u00e7ava a salgar mais a comida, esquecia e botava o sal de novo. Detalhes pequenos. Ela come\u00e7ava a ter menos paci\u00eancia, gritava mais&#8221;, conta Nestor.<br \/>\nO Alzheimer \u00e9 uma doen\u00e7a degenerativa que causa a morte progressiva dos neur\u00f4nios \u2014 c\u00e9lulas do sistema nervoso que levam sinais que permitem ao corpo controlar fun\u00e7\u00f5es como racioc\u00ednio, movimentos e sensa\u00e7\u00f5es. Dados divulgados pelo Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) em 2024 apontam que 1,2 milh\u00e3o de pessoas vivem com a doen\u00e7a no Brasil.<br \/>\nA morte celular leva \u00e0 perda gradual de mem\u00f3ria, racioc\u00ednio e autonomia dos pacientes. &#8220;\u00c9 uma doen\u00e7a progressiva, tem uma piora cognitiva, comportamental, do sono. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a perda da mem\u00f3ria&#8221;, explica o m\u00e9dico neurologista Elton Gomes da Silva, professor da Unila e respons\u00e1vel t\u00e9cnico pelo estudo.<br \/>\nDe acordo com o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, o mal de Alzheimer representa at\u00e9 70% dos casos de dem\u00eancia \u2014 grupo de sintomas que afetam o sistema cognitivo. A organiza\u00e7\u00e3o Alzheimer&#8217;s Disease International (ADI) aponta que, at\u00e9 2030, a dem\u00eancia vai afetar cerca de 78 milh\u00f5es de pessoas em todo o mundo.<br \/>\nA doen\u00e7a n\u00e3o afeta s\u00f3 os pacientes, mas tamb\u00e9m a rede de cuidado ao redor dele.<br \/>\nAp\u00f3s a progress\u00e3o da doen\u00e7a da m\u00e3e, Nestor viu a rotina dos dois mudar completamente. Por muito tempo, ele assumiu sozinho os cuidados da m\u00e3e, como banho, rem\u00e9dio, alimenta\u00e7\u00e3o e sono. Hoje, ele conta com a ajuda de uma cuidadora profissional. Para o filho, o maior desafio \u00e9 psicol\u00f3gico.<br \/>\n&#8220;Quando voc\u00ea cuida de um doente, voc\u00ea passa a ser paciente tamb\u00e9m. Voc\u00ea fica vulner\u00e1vel, porque est\u00e1 fazendo o seu m\u00e1ximo e n\u00e3o consegue mudar a situa\u00e7\u00e3o dela&#8221;, desabafa.<br \/>\nCom a contrata\u00e7\u00e3o da cuidadora, ele consegue usar parte do tempo para trabalhar na marmitaria, onde faz entregas. Foi durante uma dessas entregas, na Unila, que Nestor conheceu o estudo com os canabin\u00f3ides [compostos qu\u00edmicos da cannabis] e decidiu inscrever m\u00e3e como volunt\u00e1ria no projeto de pesquisa.<br \/>\nDepois do in\u00edcio do tratamento, Nair ficou mais tranquila, menos agitada, mais paciente, dorme melhor e colabora com a rotina. Atualmente, o extrato usado para o tratamento dela \u00e9 garantido pela universidade.<br \/>\n&#8220;Eu s\u00f3 sinto muito de a gente n\u00e3o ter conseguido isso antes. Eu acredito que, se a gente tivesse feito com mais anteced\u00eancia, hoje ela n\u00e3o estaria nessa situa\u00e7\u00e3o&#8221;, afirma.<br \/>\nPesquisa in\u00e9dita<br \/>\nEquipe do Laborat\u00f3rio de Cannabis Medicinal e Ci\u00eancia Psicod\u00e9lica (LCP), na Unila<br \/>\nLCP<br \/>\nO estudo publicado em 2025 foi realizado em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Apoio Cannabis Esperan\u00e7a (Abrace), e a Johns Hopkins University School of Medicine, nos Estados Unidos.<br \/>\nOs resultados publicados pelos pesquisadores foram obtidos por meio de um ensaio cl\u00ednico do tipo duplo-cego, randomizado e com placebo. Ou seja, por seis meses, 14 pacientes tomaram o composto da cannabis e 14 usaram o placebo &#8212; subst\u00e2ncia qualquer efeito.<br \/>\nEm um estudo duplo-cego, nem os volunt\u00e1rios, nem os pesquisadores sabem quem est\u00e1 recebendo o medicamento verdadeiro ou o placebo. Isso impede que expectativas dos pacientes influenciem as respostas e que os cientistas interpretem os resultados de forma enviesada. A &#8220;cegueira&#8221; s\u00f3 \u00e9 quebrada ao final do estudo, depois que os dados s\u00e3o coletados.<br \/>\nUm dos diferenciais do tratamento da Unila foi a longa dura\u00e7\u00e3o: 26 semanas, quase seis meses. Segundo os cientistas, estudos anteriores falharam ao avaliar os pacientes por menos tempo ou por usarem doses muito altas ou muito baixas dos canabin\u00f3ides.<br \/>\n&#8220;De forma in\u00e9dita, \u00e9 o primeiro estudo que mostra que, ao longo do tempo, os pacientes que recebem a cannabis recuperam mem\u00f3ria, ganham pontos na escala cognitiva, enquanto os pacientes com placebo seguem o decl\u00ednio natural da doen\u00e7a&#8221;, afirma o coordenador do LCP.<br \/>\nNascimento aponta para um fator em especial que pode influenciar o resultado das pesquisas de menor dura\u00e7\u00e3o: a esperan\u00e7a. &#8220;O paciente demente, mas moderado, tem esperan\u00e7a. Ele se cuida mais, se protege mais, a fam\u00edlia cuida mais&#8221;, afirma.<br \/>\nSegundo o pesquisador, essa pode ser uma das explica\u00e7\u00f5es para o fato de que, at\u00e9 a d\u00e9cima segunda semana do estudo, tanto pacientes sob uso da cannabis quanto os que receberam o placebo apresentaram melhora.<br \/>\n&#8220;Ao longo do tempo, a gente v\u00ea que esse &#8216;efeito de esperan\u00e7a&#8217; n\u00e3o se sustenta. O paciente [com placebo] segue declinando e com seis meses ele est\u00e1 bem pior nos testes&#8221;, ressalta.<br \/>\n&#8220;Se [o estudo] fosse at\u00e9 12 semanas, o resultado ia ser todo mundo melhor, inclusive com placebo. Por isso que outros estudos falharam, que utilizaram apenas oito, doze semanas&#8221;, explica.<br \/>\nAl\u00e9m do per\u00edodo de testes, os pesquisadores da Unila continuam avaliando os pacientes ap\u00f3s os seis meses de tratamento.<br \/>\nLEIA TAMB\u00c9M:<br \/>\nEntenda: Pesca e com\u00e9rcio de esp\u00e9cies de camar\u00e3o ficam proibidos at\u00e9 abril no Paran\u00e1<br \/>\nVeja orienta\u00e7\u00f5es: Interrup\u00e7\u00e3o nacional para atualiza\u00e7\u00e3o de sistemas do INSS fecha ag\u00eancias e suspende servi\u00e7os no Paran\u00e1<br \/>\nInvestiga\u00e7\u00e3o: Jovem morre de pneumonia ap\u00f3s ir tr\u00eas vezes a UPA e receber diagn\u00f3stico de ansiedade; pol\u00edcia investiga neglig\u00eancia m\u00e9dica<br \/>\nRecupera\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria<br \/>\nDe acordo com Nascimento, existem hoje quatro principais medicamentos para o tratamento do Alzheimer. Todos eles focam nos sintomas e no aumento da produ\u00e7\u00e3o da acetilcolina, um neurotransmissor (mensageiro qu\u00edmico produzido pelas c\u00e9lulas nervosas) ligado \u00e0 forma\u00e7\u00e3o das mem\u00f3rias.<br \/>\n&#8220;S\u00e3o medicamentos com efic\u00e1cia muito limitada. Em muitos pacientes n\u00e3o funcionam nada, ou quase nada, ou funcionam por alguns meses, mas a doen\u00e7a segue progredindo&#8221;, aponta.<br \/>\nOs tratamentos que incluem compostos da cannabis ainda s\u00e3o considerados experimentais, com pesquisas em diferentes fases de testes pelo mundo.<br \/>\nO estudo com cannabis conduzido por Nascimento e Gomes da Silva parte de outra pesquisa, de 2022, que usou o \u00f3leo da planta em um \u00fanico volunt\u00e1rio. O professor Francisney do Nascimento afirma que o extrato recuperou a mem\u00f3ria do paciente &#8220;de forma espetacular&#8221;.<br \/>\n&#8220;Ele [paciente] ganhou pontos no teste Mini-Exame do Estado Mental (MMSE), que \u00e9 um teste de performance cognitiva, e se manteve por mais de dois anos&#8221;, explica.<br \/>\nApesar dos resultados positivos, a efic\u00e1cia do tratamento ainda precisa de novos estudos \u2013 com grupos maiores de pacientes e acompanhados por mais tempo \u2013 para ser confirmada.<br \/>\nSeguran\u00e7a<br \/>\nVolunt\u00e1rios foram avaliados por seis meses e demonstram desacelera\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a e melhora na mem\u00f3ria<br \/>\nLCP<br \/>\nSegundo o professor, o estudo de 2022 foi o primeiro na literatura mundial a mostrar que a cannabis poderia melhorar a mem\u00f3ria de um paciente com Alzheimer. A pesquisa anterior, conforme ele, foi importante para o alcance dos resultados da pesquisa publicada em 2025.<br \/>\n&#8220;A gente praticamente estabeleceu [em 2022] qual era a dose que a gente ia utilizar e o ponto onde ele melhorava: era uma dose min\u00fascula de cannabis e com redu\u00e7\u00e3o muito grande de efeito colateral&#8221;, explica o neurologista Elton Gomes.<br \/>\nO tetrahidrocanabinol (THC), presente no extrato usado pelos volunt\u00e1rios do estudo da Unila, \u00e9 o canabin\u00f3ide respons\u00e1vel pelo efeito inebriante da maconha.<br \/>\nA dose usada pelo estudo \u00e9 de cerca de 0,3 mg. De acordo com Francisney Nascimento, ela precisaria ser 50 vezes maior para causar qualquer efeito psicoativo em um ser humano.<br \/>\n&#8220;A gente j\u00e1 trabalhou com centenas de pacientes e ningu\u00e9m ficou com efeito psicoativo inebriante. S\u00e3o doses muito baixas, muito seguras&#8221;, diz.<br \/>\nOs pesquisadores detalham ainda que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel o v\u00edcio por meio do consumo de via oral, com gotas.<br \/>\nAl\u00e9m disso, o professor afirma que as doses reduzidas tornam o tratamento mais barato. Conforme ele, um frasco varia entre R$ 200 e R$ 300, mas dura cerca de um ano.  &#8220;Al\u00e9m de ser funcional, pode ser muito barato, com acesso universal aos pacientes&#8221;, diz.<br \/>\n&#8220;Ter algo muito bom, que quase ningu\u00e9m tem acesso, n\u00e3o serve para nada ou quase nada&#8221;, afirma Nascimento.<br \/>\nPara Nestor Benites, que sentiu no dia a dia de cuidado com a m\u00e3e os resultados do tratamento experimental, o preconceito com a cannabis tamb\u00e9m \u00e9 um desafio a ser superado e pode impedir a ajuda a pessoas diagnosticadas com o Alzheimer e outras doen\u00e7as.<br \/>\n&#8220;Esse preconceito tem que ser quebrado. &#8216;Ah, \u00e9 droga&#8217;. Todo medicamento \u00e9 droga. Ela \u00e9 uma droga que vem pelo bem, faz a diferen\u00e7a, ajuda muito as pessoas&#8221;, diz.<br \/>\nCaminho at\u00e9 a farm\u00e1cia<br \/>\n Antes de chegar ao consumidor, o extrato da cannabis desenvolvido pela Unila precisa se tornar um medicamento<br \/>\nReprodu\u00e7\u00e3o\/ RBS TV<br \/>\nHoje, Nestor tem acesso ao extrato da cannabis para o tratamento da m\u00e3e por meio da Unila, o que n\u00e3o \u00e9 o caso da maioria dos pacientes com Alzheimer e outras doen\u00e7as degenerativas.<br \/>\n&#8220;S\u00f3 quem tem algu\u00e9m com Alzheimer sabe o valor que tem a pessoa perto de voc\u00ea e voc\u00ea ver que ela est\u00e1 bem. Sem a Cannabis, hoje eu j\u00e1 n\u00e3o estaria mais com a minha m\u00e3e&#8221;, diz.<br \/>\nPor\u00e9m, o caminho para o tratamento chegar at\u00e9 \u00e0s farm\u00e1cias ou ao Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS), \u00e9 longo. Antes de chegar ao consumidor, o extrato da cannabis desenvolvido pela Unila precisa se tornar um medicamento.<br \/>\nPara isso, uma empresa privada ou p\u00fablica precisa solicitar \u00e0 Anvisa a autoriza\u00e7\u00e3o para venda. &#8220;Nossos estudos refor\u00e7am ou reduzem a chance de erro dessas empresas&#8221;, aponta Francisney.<br \/>\nNesta quarta-feira, a Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa) aprovou uma resolu\u00e7\u00e3o que, segundo especialistas, \u00e9 um passo importante para a amplia\u00e7\u00e3o do mercado de cannabis medicinal no pa\u00eds. A nova determina\u00e7\u00e3o estabelece regras restritas que permitem que empresas, universidades e associa\u00e7\u00f5es de pacientes (pessoas jur\u00eddicas) fa\u00e7am o cultivo da cannabis medicinal no Brasil.<br \/>\nAl\u00e9m da legisla\u00e7\u00e3o e da burocracia para a pesquisa, os cientistas enxergam outro obst\u00e1culo para o amplo acesso aos derivados medicinais da cannabis: como s\u00e3o mol\u00e9culas, os canabin\u00f3ides n\u00e3o podem ser patenteados.<br \/>\n&#8220;N\u00e3o vale a pena uma ind\u00fastria privada investir milh\u00f5es em um ensaio cl\u00ednico para demonstrar que funciona, se qualquer um depois pode vender&#8221;, explica.<br \/>\nLEIA MAIS SOBRE AS NOVAS REGRAS APROVADAS PELA ANVISA<br \/>\nEntenda: Anvisa autoriza cultivo de cannabis medicinal, mas restringe plantio a empresas e pesquisas<br \/>\nVeja o que muda: Anvisa define regras para cultivo e amplia acesso ao uso de cannabis medicinal<br \/>\nPesquisa para as pr\u00f3ximas d\u00e9cadas<br \/>\nH\u00e1 outras pesquisas em andamento no Laborat\u00f3rio de Cannabis Medicinal e Ci\u00eancia Psicod\u00e9lica (LCP) da Unila.<br \/>\nAgora que j\u00e1 existem evid\u00eancias de que a cannabis medicinal pode n\u00e3o apenas tratar os sintomas do Alzheimer, mas tamb\u00e9m retardar sua evolu\u00e7\u00e3o e recompor neur\u00f4nios prejudicados, os pesquisadores querem entender se os canabin\u00f3ides podem ajudar a prevenir a doen\u00e7a.<br \/>\nSegundo os pesquisadores, o Alzheimer tem rela\u00e7\u00e3o com a gen\u00e9tica. Por isso, muitos pacientes com pais diagnosticados tamb\u00e9m acabam desenvolvendo a condi\u00e7\u00e3o. O pr\u00f3ximo passo do laborat\u00f3rio agora \u00e9 investigar se os compostos da cannabis podem ter tamb\u00e9m papel na preven\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a.<br \/>\n&#8220;Se esse paciente come\u00e7ar a tomar cannabis todo dia, j\u00e1 com 50 anos, quando chegar nos 60, 70, 80, vai retardar o aparecimento da doen\u00e7a? Ou talvez n\u00e3o vai chegar a ter?&#8221;, questiona Nascimento.<br \/>\nO estudo deve come\u00e7ar no ano que vem e pretende trabalhar com cerca de 100 volunt\u00e1rios. O objetivo \u00e9 selecionar filhos de pais com Alzheimer ou pessoas com probabilidade de ter a doen\u00e7a e tratar o grupo com os canabin\u00f3ides pelos pr\u00f3ximos 20 anos.<br \/>\nOutra pesquisa, iniciada em 2024, tamb\u00e9m analisa o tratamento do Alzheimer pela cannabis medicinal durante seis meses, mas com doses diferentes e, dessa vez, em 70 pacientes volunt\u00e1rios.<br \/>\n*Com colabora\u00e7\u00e3o de Rodrigo Matana, estagi\u00e1rio do g1, sob supervis\u00e3o de Mariah Colombo e Douglas Maia.<br \/>\nV\u00cdDEOS: Mais assistidos do g1 Paran\u00e1<br \/>\nLeia mais not\u00edcias no g1 Paran\u00e1.<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo feito no Paran\u00e1 \u00e9 o primeiro a indicar recupera\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria de pacientes com Alzh Um estudo liderado por pesquisadores da Universidade Federal da Integra\u00e7\u00e3o Latino-Americana (Unila), em Foz do Igua\u00e7u, no oeste do Paran\u00e1, indicou que a cannabis medicinal pode ajudar no tratamento do Alzheimer em pessoas idosas. 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