{"id":64827,"date":"2026-01-31T18:05:50","date_gmt":"2026-01-31T21:05:50","guid":{"rendered":"https:\/\/crajubaremacao.com.br\/?p=64827"},"modified":"2026-01-31T18:05:50","modified_gmt":"2026-01-31T21:05:50","slug":"como-mulheres-pelo-mundo-lidam-com-a-menopausa-da-segunda-primavera-no-japao-ao-habito-de-mascarar-sintomas-na-inglaterra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crajubaremacao.com.br\/?p=64827","title":{"rendered":"Como mulheres pelo mundo lidam com a menopausa, da &#8216;segunda primavera&#8217; no Jap\u00e3o ao h\u00e1bito de mascarar sintomas na Inglaterra"},"content":{"rendered":"<div><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2-g1.glbimg.com\/WFV8nmd86-ZoPAp0rrI_7IkfHLs=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2026\/k\/H\/GKcnjoQAGaRTfPvE4c3Q\/290b1410-fa8d-11f0-b5f7-49f0357294ff.jpg.webp\"><br \/>     Muitas outras mulheres compartilharam suas pr\u00f3prias estrat\u00e9gias de enfrentamento: algumas mant\u00eam ventiladores sobre as mesas no trabalho para lidar com as ondas de calor, outras escrevem lembretes para si mesmas, como eu fiz, para contornar a n\u00e9voa mental durante reuni\u00f5es e apresenta\u00e7\u00f5es.<br \/>\nTara Moore \/ Getty Images via BBC<br \/>\nPor Zoe Kleinman, editora de tecnologia, BBC News<br \/>\nEm novembro de 2025, publiquei uma nota no LinkedIn sobre n\u00e9voa mental (brain fog, em ingl\u00eas). Escrevi rapidamente, em cerca de dez minutos, relatando que, pela primeira vez em 20 anos de carreira, precisei recorrer a anota\u00e7\u00f5es durante uma transmiss\u00e3o de not\u00edcias ao vivo por causa da n\u00e9voa mental da perimenopausa. Eu n\u00e3o esperava muitas respostas.<br \/>\nPara minha surpresa, a postagem gerou uma conversa nacional. Eu fiquei impressionada  com a quantidade de mensagens de apoio que recebi, quase 400 coment\u00e1rios no LinkedIn, dezenas de mensagens privadas e centenas de intera\u00e7\u00f5es em uma mat\u00e9ria sobre o tema no site da BBC News. Muitas seguiam a mesma linha, me chamando de &#8220;corajosa&#8221; por falar sobre o assunto ou agradecendo por &#8220;normalizar&#8221; a n\u00e9voa mental.<br \/>\nNa \u00e9poca, eu n\u00e3o me senti particularmente corajosa (ou normal!), mas aquilo deixou claro o quanto a vergonha e o estigma ainda cercam alguns sintomas da perimenopausa e da menopausa, mesmo que eles afetem praticamente metade da popula\u00e7\u00e3o em algum momento da vida.<br \/>\nEstrelas de Hollywood, como Oprah Winfrey e Halle Berry, falaram sobre suas pr\u00f3prias experi\u00eancias com a menopausa e seu impacto, assim como as apresentadoras de TV Davina McCall e Lorraine Kelly. Em 2018, a atriz Gwyneth Paltrow defendeu um &#8220;rebranding&#8221; da menopausa.<br \/>\nE algumas mudan\u00e7as j\u00e1 ocorreram. Por exemplo, os exames de rastreamento da menopausa ser\u00e3o oficialmente incorporados \u00e0s consultas de sa\u00fade do NHS (Servi\u00e7o Nacional de Sa\u00fade do Reino Unido) para mulheres com mais de 40 anos a partir deste ano.<br \/>\nAl\u00e9m disso, o Employment Relations Bill (projeto de lei sobre direitos trabalhistas) determina  que os empregadores do Reino Unido com 250 ou mais funcion\u00e1rios devem ter &#8220;planos de a\u00e7\u00e3o sobre menopausa&#8221;. A medida entra em vigor em abril de 2027 (e de forma volunt\u00e1ria a partir de abril deste ano).<br \/>\nAinda assim, uma pesquisa com autorrelato de cerca de 1.600 mulheres, publicada em outubro de 2025 pela University College London (Reino Unido), apontou que mais de 75% delas se sentem pouco informadas sobre a menopausa. O dado sugere que algo n\u00e3o vai bem.<br \/>\nEm 2018, a atriz Gwyneth Paltrow defendeu um &#8220;rebranding&#8221; da menopausa.<br \/>\nGetty Images for BAFTA via BBC<br \/>\nAl\u00e9m disso, muitas mulheres afirmam que ainda existe estigma em torno da menopausa e relatam n\u00e3o se sentir \u00e0 vontade para falar abertamente sobre o tema.<br \/>\nUma mulher na casa dos 60 anos, acad\u00eamica especializada em pol\u00edticas sociais, me enviou uma mensagem dizendo que passou a brincar sobre seus &#8220;momentos da menopausa&#8221; com colegas mulheres. Ainda assim, destacou, era &#8220;constrangedor&#8221;, especialmente quando esquecia termos espec\u00edficos de pol\u00edticas em sua \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o.<br \/>\nNo entanto, esconder os sintomas ou mascarar a menopausa pode ser desgastante.<br \/>\n&#8220;A energia gasta em mascarar ou compensar os desafios enfrentados pelas mulheres frequentemente esgota ainda mais suas reservas e reduz os limites para o esgotamento&#8221;, afirma Fionnuala Barton, m\u00e9dica generalista (GP, na sigla em ingl\u00eas) e especialista certificada em menopausa pela British Menopause Society (Sociedade Brit\u00e2nica de Menopausa, em tradu\u00e7\u00e3o livre).<br \/>\nSegundo Barton, isso pode aumentar o risco de burnout e levanta uma quest\u00e3o importante: ser\u00e1 que o pr\u00f3prio ato de ocultar os sintomas pode afetar a vida das mulheres?<br \/>\nMascaramento da menopausa e burnout<br \/>\nO sistema p\u00fablico de sa\u00fade do Reino Unido lista 34 sintomas poss\u00edveis da menopausa (leia mais abaixo), alguns s\u00e3o mais comuns que outros. E muitos podem ser debilitantes.<br \/>\nUma mulher que me procurou ap\u00f3s ver minha publica\u00e7\u00e3o no LinkedIn relatou que a queda de estrog\u00eanio havia provocado ressecamento vaginal, o que tornava doloroso caminhar.<br \/>\nUma amiga revelou que desenvolveu fraqueza na bexiga. &#8220;Foi quase da noite para o dia&#8221;, disse, e agora nem sempre consegue chegar ao banheiro a tempo.<br \/>\n&#8220;\u00c9 mais inc\u00f4modo do que qualquer outra coisa&#8221;, admitiu, mas afirmou que n\u00e3o gostaria de voltar a um escrit\u00f3rio por causa disso e prefere trabalhar em casa.<br \/>\nOutra mulher contou que evita socializar porque se sente incapaz de acompanhar conversas quando est\u00e1 tomada pela n\u00e9voa mental.<br \/>\nMuitas outras mulheres compartilharam suas pr\u00f3prias estrat\u00e9gias de enfrentamento: algumas mant\u00eam ventiladores sobre as mesas no trabalho para lidar com as ondas de calor, outras escrevem lembretes para si mesmas, como eu fiz, para contornar a n\u00e9voa mental durante reuni\u00f5es e apresenta\u00e7\u00f5es.<br \/>\nO Servi\u00e7o Nacional de Sa\u00fade do Reino Unido (NHS) lista 34 sintomas da menopausa; ainda assim, esconder os sintomas ou mascarar a menopausa torna tudo ainda mais desgastante.<br \/>\nBloomberg via Getty Images<br \/>\nPor um lado, tudo isso mostra a criatividade e a resili\u00eancia dessas mulheres, que conseguem lidar com sintomas, em alguns casos debilitantes, e ainda seguir com a vida.<br \/>\nFiona Clark, jornalista e autora do livro Menowars (Guerras da Menopausa, em tradu\u00e7\u00e3o livre), afirma que muitas mulheres passam por uma jornada ao come\u00e7ar a notar os sintomas: &#8220;No come\u00e7o, h\u00e1 confus\u00e3o e nega\u00e7\u00e3o, depois vem o luto e, depois, a aceita\u00e7\u00e3o&#8221;.<br \/>\n&#8220;Mas, se voc\u00ea est\u00e1 escondendo ou mascarando, voc\u00ea n\u00e3o est\u00e1 buscando a ajuda de que precisa.&#8221;<br \/>\nO mascaramento da menopausa pode ser um desafio particular no trabalho. Se estima que haja 4 milh\u00f5es de mulheres com idades entre 45 e 55 anos empregadas no Reino Unido, segundo um relat\u00f3rio do governo publicado em 2024, e esta \u00e9 a faixa et\u00e1ria mais comum para a menopausa.<br \/>\nJo Brewis, professora de pessoas e organiza\u00e7\u00f5es na The Open University Business School (Reino Unido), afirma que, quando as pessoas mascaram os sintomas no trabalho, isso pode gerar o que economistas chamam de custos na margem intensiva. &#8220;Em outras palavras, o esfor\u00e7o envolvido cria um peso extra para as pessoas afetadas.&#8221;<br \/>\nAlgumas mulheres chegam a deixar seus empregos. Estima-se que 1 em cada 10 mulheres com idades entre 40 e 55 anos que trabalham durante a menopausa tenha deixado um emprego por causa dos sintomas, segundo um relat\u00f3rio da organiza\u00e7\u00e3o que luta pela igualdade de g\u00eanero e pelos direitos das mulheres The Fawcett Society (Reino Unido), divulgado em 2022, que analisou dados de uma pesquisa com cerca de 4.000 mulheres brit\u00e2nicas realizada pela consultoria de pesquisa Savanta ComRes.<br \/>\nEstrelas de Hollywood, incluindo a atriz Halle Berry, falaram sobre suas pr\u00f3prias experi\u00eancias com a menopausa e seu impacto.<br \/>\nFilmMagic via Getty Images<br \/>\n&#8220;Esse peso pode se manifestar na forma de se tornarem menos vis\u00edveis, como n\u00e3o se candidatarem a promo\u00e7\u00f5es ou at\u00e9 mesmo migrarem para cargos de menor status, geralmente com menor sal\u00e1rio, para conseguir lidar com a situa\u00e7\u00e3o&#8221;, diz Brewis, da The Open University Business School.<br \/>\n&#8220;As pessoas tamb\u00e9m podem investir esfor\u00e7o extra para evitar qualquer percep\u00e7\u00e3o de que est\u00e3o descuidadas ou que seu desempenho est\u00e1 caindo. Por exemplo, podem trabalhar horas extras para garantir que revisaram seu trabalho caso estejam vivenciando sintomas comuns, como perda de foco ou fadiga.&#8221;<br \/>\nMulheres japonesas e a &#8216;segunda primavera&#8217;<br \/>\n\u00c9 claro que algumas mulheres t\u00eam experi\u00eancias positivas com a menopausa, e \u00e9 importante n\u00e3o generalizar.<br \/>\nE algumas culturas tamb\u00e9m apresentam atitudes diferentes em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 menopausa enquanto sociedade. Por exemplo, a palavra japonesa para menopausa, konenki, significa renova\u00e7\u00e3o e energia.<br \/>\nL\u00e1, a menopausa \u00e0s vezes \u00e9 descrita como uma &#8220;segunda primavera&#8221;, uma refer\u00eancia a uma transi\u00e7\u00e3o positiva para uma fase diferente da vida.<br \/>\nMegan Arnot, pesquisadora honor\u00e1ria em Antropologia Evolutiva na University College London (Reino Unido), afirma: &#8220;Muitos pa\u00edses ainda carregam um estigma em torno da menopausa, semelhante ao do Reino Unido, embora pare\u00e7a que as atitudes aqui come\u00e7aram a mudar nos \u00faltimos anos.&#8221;<br \/>\nNo entanto, ela sugere que existem culturas e pa\u00edses em que a menopausa \u00e9 enquadrada de forma mais positiva.<br \/>\n&#8220;Em muitas comunidades ind\u00edgenas, incluindo culturas nativo-americanas e maias, a menopausa \u00e9 vista como uma transi\u00e7\u00e3o para a sabedoria e a lideran\u00e7a, conferindo \u00e0s mulheres maior respeito e influ\u00eancia [\u2026] Da mesma forma, entre comunidades ind\u00edgenas australianas, mulheres p\u00f3s-menop\u00e1usicas frequentemente se tornam educadoras culturais e guias espirituais.&#8221;<br \/>\nA palavra japonesa para menopausa, konenki, significa renova\u00e7\u00e3o e energia.<br \/>\nGetty Images via BBC<br \/>\nMelissa Melby, professora de Antropologia na Universidade de Delaware (EUA), concorda que, no Ocidente, &#8220;h\u00e1 a percep\u00e7\u00e3o de que a menopausa ser\u00e1 horr\u00edvel, dif\u00edcil de enfrentar e que a vida vai s\u00f3 ladeira abaixo a partir da\u00ed&#8221;.<br \/>\n&#8220;Geralmente, damos \u00e0s mulheres listas de sintomas negativos. Problemas. N\u00f3s nunca as perguntamos: houve alguma mudan\u00e7a durante esse per\u00edodo que tenha sido positiva para voc\u00ea? Se voc\u00ea s\u00f3 faz perguntas sobre aspectos negativos, vai acabar tendo percep\u00e7\u00f5es muito negativas&#8221;, diz Melby.<br \/>\nEla passou dez anos vivendo e trabalhando no Jap\u00e3o, e conversar com mulheres locais a deixou com &#8220;uma sensa\u00e7\u00e3o de potencial e esperan\u00e7a para a pr\u00f3xima fase da [sua] vida&#8221;.<br \/>\nAdmito que, atualmente, n\u00e3o compartilho dessa vis\u00e3o, e se meu marido me dissesse isso agora, eu n\u00e3o poderia garantir sua seguran\u00e7a. Mas talvez haja algo na ideia de, em vez de se fixar na montanha-russa de sintomas, considerar o quadro mais amplo.<br \/>\nN\u00e3o h\u00e1 solu\u00e7\u00e3o \u00fanica<br \/>\nA menopausa h\u00e1 muito tempo \u00e9 um grande neg\u00f3cio: h\u00e1 suplementos alimentares, rastreadores de sintomas, faixas terap\u00eauticas para a cabe\u00e7a e coaches de vida especializados no tema. Meus feeds direcionados nas redes sociais est\u00e3o cheios de an\u00fancios de rem\u00e9dios naturais para a meia-idade.<br \/>\nO mercado de menopausa foi estimado em mais de US$ 17 bilh\u00f5es (cerca de R$ 85 bilh\u00f5es) em 2024, e projeta-se que alcance mais de US$ 24 bilh\u00f5es (aproximadamente R$ 120 bilh\u00f5es) at\u00e9 2030.<br \/>\nMas, frequentemente, nada disso \u00e9 suficiente por si s\u00f3.<br \/>\nNo ambiente de trabalho, Brewis, da The Open University Business School, ressalta que os empregadores precisam ter cuidado na forma como oferecem suporte. Em sua vis\u00e3o, os gerentes precisam de treinamento espec\u00edfico para apoiar suas equipes, por exemplo, conduzindo conversas sens\u00edveis e definindo ajustes razo\u00e1veis para indiv\u00edduos. Ela acrescenta que identificar claramente a menopausa como um motivo leg\u00edtimo de aus\u00eancia tamb\u00e9m \u00e9 importante.<br \/>\n&#8220;Algumas pessoas nunca v\u00e3o querer revelar seu status menopausal no trabalho, n\u00e3o importa qu\u00e3o compassiva ou apoiadora seja a organiza\u00e7\u00e3o, e isso \u00e9 absolutamente prerrogativa delas&#8221;, acrescenta. &#8220;Mas iniciativas eficazes sobre menopausa podem e devem facilitar a divulga\u00e7\u00e3o e reduzir esse estigma.&#8221;<br \/>\nMargaret Mead, antrop\u00f3loga dos Estados Unidos conhecida por seus estudos sobre pap\u00e9is de g\u00eanero, cunhou o termo post-menopausal zest (entusiasmo p\u00f3s-menopausa, em tradu\u00e7\u00e3o livre).<br \/>\nUniversal Images Group via Getty Images<br \/>\nNo fim das contas, descobri que a atitude desempenha um papel crucial.<br \/>\nFoi Margaret Mead (1901-1978), uma antrop\u00f3loga pioneira dos Estados Unidos, quem cunhou o termo post-menopausal zest (entusiasmo p\u00f3s-menopausa, em tradu\u00e7\u00e3o livre) h\u00e1 mais de 70 anos.<br \/>\nNa d\u00e9cada de 1950, ela disse: &#8220;N\u00e3o h\u00e1 poder maior no mundo do que o entusiasmo de uma mulher p\u00f3s-menopausa.&#8221;<br \/>\nPor enquanto, esse pensamento positivo \u00e9 ao que muitas de n\u00f3s precisamos nos apegar.<br \/>\nQuanto a mim, vou me agarrar a ele enquanto isso durar, tamb\u00e9m canalizar o konenki, e fazer reposi\u00e7\u00e3o hormonal.<br \/>\nMas a onda de apoio e as conversas provocadas pelo meu epis\u00f3dio de n\u00e9voa mental me mostraram outro fato, ainda mais reconfortante: que definitivamente n\u00e3o estou sozinha.<br \/>\nMenopausa e perimenopausa<br \/>\nSegundo o Servi\u00e7o Nacional de Sa\u00fade do Reino Unido (NHS), a menopausa ocorre quando a menstrua\u00e7\u00e3o cessa devido \u00e0 queda nos n\u00edveis hormonais. Geralmente afeta mulheres entre 45 e 55 anos, mas pode ocorrer mais cedo, e atinge qualquer pessoa que menstrue.<br \/>\nEla pode acontecer de forma natural ou por causas como cirurgia para remo\u00e7\u00e3o dos ov\u00e1rios ou do \u00fatero, tratamentos contra o c\u00e2ncer, como quimioterapia, ou fatores gen\u00e9ticos; \u00e0s vezes, a causa \u00e9 desconhecida.<br \/>\nA perimenopausa \u00e9 o per\u00edodo em que aparecem sintomas da menopausa, mas a menstrua\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o parou. A menopausa \u00e9 confirmada ap\u00f3s 12 meses sem menstrua\u00e7\u00e3o.<br \/>\nTanto a menopausa quanto a perimenopausa podem causar sintomas como ansiedade, altera\u00e7\u00f5es de humor, n\u00e9voa mental, ondas de calor e ciclos irregulares, que podem surgir anos antes do fim da menstrua\u00e7\u00e3o e persistir depois.<br \/>\nEsses sintomas podem afetar significativamente a vida di\u00e1ria, incluindo rela\u00e7\u00f5es pessoais e trabalho. H\u00e1 medidas e medicamentos que ajudam a aliviar os sintomas, incluindo a reposi\u00e7\u00e3o hormonal.<br \/>\nA experi\u00eancia varia de pessoa para pessoa: \u00e9 poss\u00edvel apresentar diversos sintomas ou nenhum. Eles geralmente come\u00e7am meses ou anos antes da interrup\u00e7\u00e3o da menstrua\u00e7\u00e3o, per\u00edodo conhecido como perimenopausa.<br \/>\nEntre os sintomas mais conhecidos, de acordo com o NHS, est\u00e3o:<br \/>\nMudan\u00e7as na dura\u00e7\u00e3o e frequ\u00eancia da menstrua\u00e7\u00e3o;<br \/>\nMudan\u00e7as na quantidade de sangramento (maior ou menor);<br \/>\nSecura vaginal e dor, coceira ou desconforto durante o sexo;<br \/>\nDiminui\u00e7\u00e3o do desejo sexual;<br \/>\nN\u00e9voa mental;<br \/>\nMudan\u00e7as de humor, ansiedade e baixa autoestima;<br \/>\nOndas de calor;<br \/>\nDificuldade para dormir;<br \/>\nPalpita\u00e7\u00f5es;<br \/>\nDor e rigidez das articula\u00e7\u00f5es;<br \/>\nDor de cabe\u00e7a e enxaqueca;<br \/>\nRedu\u00e7\u00e3o da massa muscular;<br \/>\nMudan\u00e7as na forma corporal e ganho de peso;<br \/>\nDentes sens\u00edveis, gengivas doloridas ou outros problemas bucais;<br \/>\nAltera\u00e7\u00f5es na pele, incluindo pele seca e com coceira;<br \/>\nInfec\u00e7\u00f5es do trato urin\u00e1rio recorrentes.<br \/>\nO NHS recomenda alimenta\u00e7\u00e3o equilibrada, exerc\u00edcios, cuidados com sono e bem-estar mental, atividades relaxantes e lubrificantes vaginais, al\u00e9m de evitar tabagismo e \u00e1lcool em excesso. O principal tratamento medicamentoso \u00e9 a terapia de reposi\u00e7\u00e3o hormonal (TRH), que rep\u00f5e estrog\u00eanio e, quando necess\u00e1rio, progesterona, aliviando os sintomas; gel ou creme de testosterona, medicamentos n\u00e3o hormonais e terapia podem ser usados em casos espec\u00edficos. Consultas regulares s\u00e3o essenciais para ajustar o tratamento e monitorar efeitos colaterais.<br \/>\nReportagem adicional: Harriet Whitehead<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Muitas outras mulheres compartilharam suas pr\u00f3prias estrat\u00e9gias de enfrentamento: algumas mant\u00eam ventiladores sobre as mesas no trabalho para lidar com as ondas de calor, outras escrevem lembretes para si mesmas, como eu fiz, para contornar a n\u00e9voa mental durante reuni\u00f5es e apresenta\u00e7\u00f5es. 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