{"id":66492,"date":"2026-03-09T05:04:38","date_gmt":"2026-03-09T08:04:38","guid":{"rendered":"https:\/\/crajubaremacao.com.br\/?p=66492"},"modified":"2026-03-09T05:04:38","modified_gmt":"2026-03-09T08:04:38","slug":"8m-mulheres-das-forcas-de-seguranca-vencem-tabus-e-destacam-conquistas-na-luta-pela-equidade-de-genero","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crajubaremacao.com.br\/?p=66492","title":{"rendered":"8M: Mulheres das For\u00e7as de Seguran\u00e7a vencem tabus e destacam conquistas na luta pela equidade de g\u00eanero"},"content":{"rendered":"<div>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Dia Internacional da Mulher: o futuro da seguran\u00e7a p\u00fablica tamb\u00e9m \u00e9 delas\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Wh1xak4Yp8E?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Provavelmente, voc\u00ea abriu as redes sociais hoje e se deparou com incont\u00e1veis mensagens comparando as mulheres com rosas vermelhas ou guerreiras. Neste Dia Internacional da Mulher, a Secretaria da Seguran\u00e7a P\u00fablica e Defesa Social do Cear\u00e1 (SSPDS-CE) pede licen\u00e7a \u00e0s cearenses para superar uma antiga dicotomia. Desde 8 de mar\u00e7o de 1975, quando a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) instituiu o Dia da Mulher, muita coisa mudou. Elas conquistaram direitos, venceram tabus e seguem avan\u00e7ando para mais conquistas. Hoje, as mulheres das For\u00e7as de Seguran\u00e7a aprenderam a apoiar-se uma nas outras, almejando voos cada vez mais altos, com \u00e9tica, profissionalismo e compet\u00eancia em tudo que se prop\u00f5em em fazer.<\/p>\n<p>\u201cO 8 de mar\u00e7o \u00e9 uma data para lembrar que n\u00e3o se pode matar a mulher, que n\u00e3o se pode assediar e que temos condi\u00e7\u00f5es de trabalhar em qualquer fun\u00e7\u00e3o. E, no resto do ano, (homens) lembrem-se que n\u00e3o \u00e9 apenas nesta data que queremos ser respeitadas. Hoje, \u00e9 constru\u00edda toda essa \u00b4lua-de-mel\u00b4 e no resto do ano precisamos ser guerreiras para n\u00e3o sofrermos qualquer tipo de viol\u00eancia. \u00c9 uma luta que eu n\u00e3o gostaria de lutar, \u00e9 uma guerra que eu entro para sobreviver\u201d, provoca a soci\u00f3loga da Superintend\u00eancia de Pesquisa e Estrat\u00e9gia de Seguran\u00e7a P\u00fablica (Supesp) da SSPDS, Paula Vieira, ao citar o padr\u00e3o m\u00ednimo que \u00e9 um marco civilizat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Como pesquisadora, Paula destaca que os relacionamentos entre homens e mulheres, mesmo aqueles estabelecidos no ambiente de trabalho, n\u00e3o come\u00e7am de forma agressiva. \u201cPelo contr\u00e1rio, eles tentam agrad\u00e1-las \u2013 e \u00e9 justamente nesse momento que as mulheres costumam se encantar\u201d, desvenda. Por outro lado, olhares inapropriados para a imagem das mulheres, a surpresa com a presen\u00e7a delas em ambientes predominantemente masculinos e uma tend\u00eancia em ter as opini\u00f5es desconsideradas, mesmo quando se baseiam em crit\u00e9rios eminentemente t\u00e9cnicos, s\u00e3o outras barreiras que persistem silenciosas.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-232229 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.sspds.ce.gov.br\/wp-content\/uploads\/sites\/24\/2026\/03\/FOTO-1-Cap-Maria-CPChoque-PM-600x600.jpeg\" alt=\"\" width=\"539\" height=\"539\"><\/p>\n<p>\u201cHistoricamente\u201d, reflete a comandante da Companhia de Policiamento com C\u00e3es (CPC\u00e3es) da PMCE, capit\u00e3 Maria Freitas, \u201cser uma mulher nas For\u00e7as de Seguran\u00e7a \u00e9 desafiador e exige uma vigil\u00e2ncia constante para que n\u00e3o haja confus\u00e3o entre g\u00eanero e conduta\u201d. A reflex\u00e3o \u00e9 compartilhada pela tenente-coronel Roberta Barbosa, da Companhia de Socorro e Urg\u00eancia (CSU) do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Cear\u00e1 (CBMCE): \u201cEm ambientes onde somos minoria, sabemos que erros individuais podem ser generalizados. Por isso, muitas mulheres desenvolvem um n\u00edvel elevado de preparo t\u00e9cnico e disciplina. N\u00e3o por fragilidade, mas por consci\u00eancia de que n\u00f3s representamos mais do que a n\u00f3s mesmas\u201d, complementa.<\/p>\n<p>Uma mulher que prefere ficar de fora do estere\u00f3tipo de mulher-guerreira \u00e9 a delegada do Departamento de Homic\u00eddios e Prote\u00e7\u00e3o \u00e0 Pessoa (DHPP), Fabiana Perez. \u201cN\u00e3o gosto dessa nomenclatura, n\u00e3o fomos criadas para sermos guerreiras e, sim, seres humanos. Temos falhas, limita\u00e7\u00f5es, ang\u00fastias, tristezas e inseguran\u00e7as. Exercemos a nossa fun\u00e7\u00e3o da melhor forma poss\u00edvel, com falhas e acertos, assim como os homens. Ent\u00e3o, existe esse dualismo, sim, mas particularmente n\u00e3o concordo, n\u00e3o me sinto uma guerreira, me sinto uma profissional da Seguran\u00e7a P\u00fablica como qualquer outra\u201d, argumenta.<\/p>\n<h2>A caminho para a igualdade de g\u00eanero<\/h2>\n<p>Se a realidade ainda \u00e9 dura sob muitos aspectos, servir a popula\u00e7\u00e3o cearense \u00e9 motivo de muito orgulho para essas mulheres. \u201cPara mim, fazer parte desse quadro seleto de mulheres na Seguran\u00e7a P\u00fablica \u00e9 a realiza\u00e7\u00e3o de um sonho. Hoje, me sinto profissionalmente realizada e fico feliz com a possibilidade de mais mulheres se sentirem assim\u201d, testemunha a cabo policial militar J\u00e9ssica Oliveira. Ela integra uma nova gera\u00e7\u00e3o de mulheres na Coordenadoria Integrada de Opera\u00e7\u00f5es A\u00e9reas (Ciopaer) da SSPDS, que tem como principal referencial a major L\u00edvia Marinho, a primeira cearense a se tornar comandante de uma aeronave da Ciopaer.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-232230 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.sspds.ce.gov.br\/wp-content\/uploads\/sites\/24\/2026\/03\/FOTO-2-Elidiane-Aesp-600x450.jpg\" alt=\"\" width=\"686\" height=\"515\"><\/p>\n<p>Ocupar espa\u00e7os \u00e9 importante para a promo\u00e7\u00e3o da equidade de g\u00eanero e as mulheres aprendem cedo essa m\u00e1xima. \u201cDesde crian\u00e7a, minha m\u00e3e sempre me incentivou a estudar para ter minha profiss\u00e3o, ter meu dinheiro e n\u00e3o depender de ningu\u00e9m. As palavras dela ecoam em mim at\u00e9 hoje\u201d, reflete a policial militar rec\u00e9m-formada pelo Curso de Forma\u00e7\u00e3o de Oficiais (CFO) da Academia Estadual de Seguran\u00e7a P\u00fablica (Aesp), Elidiane Alves, hoje m\u00e3e de uma garotinha de tr\u00eas anos. \u201cPosso dizer que cheguei at\u00e9 aqui com muito estudo e com o incentivo da minha m\u00e3e, que sempre me d\u00e1 todo o suporte que preciso\u201d, reconhece Elidiane.<\/p>\n<p>Quando uma mulher p\u00f5e os p\u00e9s em um espa\u00e7o predominantemente masculino, ela abre espa\u00e7o para in\u00fameras outras e as guia a como alcan\u00e7ar crescimento nas carreiras. Tanto \u00e9 assim que, em 26 de agosto de 1994, a Pol\u00edcia Militar do Cear\u00e1 (PMCE) implementou a Companhia de Pol\u00edcia Feminina e, em 12 de dezembro de 1994, foi a vez de duas cadetes iniciarem a pr\u00f3pria trajet\u00f3ria no Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Cear\u00e1 (CBMCE). Por fim, as primeiras mulheres chegaram na Ciopaer\/SSPDS, em 2002, na atividade de apoio de solo. Hoje, essa coordenadoria da SSPDS conta com o trabalho de 27 mulheres, sendo 15 policiais militares, 10 profissionais da sa\u00fade e duas policiais civis.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-232231 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.sspds.ce.gov.br\/wp-content\/uploads\/sites\/24\/2026\/03\/FOTO-3-TC-Roberta-CBM-600x400.jpg\" alt=\"\" width=\"671\" height=\"447\"><br \/>\nCom o tempo, a rea\u00e7\u00e3o de curiosidade da popula\u00e7\u00e3o, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 presen\u00e7a feminina nas ruas, acaba se transformando em admira\u00e7\u00e3o. \u201cAs atividades operacionais modernas n\u00e3o se baseiam apenas em for\u00e7a. Elas envolvem t\u00e9cnica, estrat\u00e9gia, resist\u00eancia, intelig\u00eancia situacional e trabalho em equipe\u201d, descreve a tenente-coronel BM Roberta. \u201cQuando a popula\u00e7\u00e3o percebe seguran\u00e7a na voz, dom\u00ednio t\u00e9cnico e postura firma, a autoridade se estabelece. A farda representa o Estado e a postura sustenta essa representa\u00e7\u00e3o\u201d, complementa a bombeira militar, que tamb\u00e9m \u00e9 a autora do livro \u201cMulheres Militares do Cear\u00e1 x Rela\u00e7\u00f5es de Poder\u201d.<\/p>\n<h2>Juntas elas voam cada vez mais longe<\/h2>\n<p><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-232232 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.sspds.ce.gov.br\/wp-content\/uploads\/sites\/24\/2026\/03\/FOTO-4-Amanda-Linhares-Abips-600x400.jpg\" alt=\"\" width=\"692\" height=\"461\"><\/p>\n<p>Uma das fun\u00e7\u00f5es de celebrarmos o Dia Internacional da Mulher \u00e9 inspirar cada vez mais mulheres, refor\u00e7ando a coopera\u00e7\u00e3o m\u00fatua. \u201cAcho muito inspirador ter uma mulher como gestora da Abips (a psic\u00f3loga e coordenadora da Assessoria de Assist\u00eancia Biopsicocial, da SSPDS, Bruna Gadelha), especialmente porque admiro o lema que ela trouxe para n\u00f3s: \u00b4o cuidado com as vidas que protegem (a popula\u00e7\u00e3o cearense)\u00b4. Al\u00e9m disso, ela encara essa fun\u00e7\u00e3o n\u00e3o apenas como um emprego, mas como uma miss\u00e3o de vida\u201d, elogia a assistente social da Abips, Amanda Linhares.<\/p>\n<p>N\u00e3o apenas na Abips, ou na Ciopaer, na Supesp, na Pol\u00edcia Civil, e mesmo na Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o da SSPDS tamb\u00e9m encontramos outras mulheres em fun\u00e7\u00e3o de destaque na Seguran\u00e7a P\u00fablica. \u201cHoje, temos uma representante que \u00e9 a delegada geral adjunta (Teresa Cruz), que \u00e9 uma mulher que nos ap\u00f3ia, nos representa e \u00e9 motivo de muito orgulho para a Pol\u00edcia Civil\u201d, demonstra a delegada Fabiana como as mulheres t\u00eam ocupado cada vez mais destaque na Seguran\u00e7a P\u00fablica.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-232233 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.sspds.ce.gov.br\/wp-content\/uploads\/sites\/24\/2026\/03\/FOTO-5-Leopoldina-Pefoce-600x418.jpg\" alt=\"\" width=\"574\" height=\"400\"><\/p>\n<p>Ter suporte e vivenciar rela\u00e7\u00f5es equilibradas s\u00e3o outras formas did\u00e1ticas de demonstrar esse novo passo civilizat\u00f3rio at\u00e9 a equidade de g\u00eanero. A cabo J\u00e9ssica da Ciopaer cita o apoio e a confian\u00e7a dentro de casa como fundamentais, mas \u00e9 a coordenadora de Medicina Legal da Per\u00edcia Forense do Estado do Cear\u00e1 (Pefoce), Ana Leopoldina Nogueira Rocha, que nos fala sobre uma educa\u00e7\u00e3o ainda mais profunda. \u201cQuando crescem em ambientes onde existe respeito, di\u00e1logo e coopera\u00e7\u00e3o entre homens e mulheres, elas tendem a reproduzir rela\u00e7\u00f5es mais equilibradas no futuro. No fim das contas, construir uma sociedade mais justa come\u00e7a nessas atitudes cotidianas\u201d, ensina a coordenadora da Comel.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o de gostar, ou n\u00e3o, de bombons, elogios ou rosas vermelhas. \u201cUma mulher pode ser feminina e guerreira ao mesmo tempo, uma (coisa) n\u00e3o se distancia da outra\u201d, sinaliza a capit\u00e3 Maria Freitas. O problema \u00e9 quando esse tipo de agrado surge bem no meio dos ciclos de viol\u00eancia. \u201cAssim como outras minorias, seguimos trabalhando para garantir os nossos direitos\u201d, complementa a comandante da CPC\u00e3es, capit\u00e3 Maria Freitas, ao mencionar que n\u00e3o est\u00e1 disposta a abrir m\u00e3o das muitas conquistas femininas.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 apenas sobre direitos fundamentais, como o voto (1932), o direito de trabalhar (1962), a legaliza\u00e7\u00e3o do div\u00f3rcio (1877) e a igualdade de direitos e obriga\u00e7\u00f5es garantidas pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988. \u00c9 tamb\u00e9m sobre os at\u00e9 120 dias de licen\u00e7a-maternidade e a estabilidade no emprego, desde a confirma\u00e7\u00e3o da gravidez at\u00e9 o fim do quarto m\u00eas ap\u00f3s o nascimento, garantidos pela Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho (CLT\/ 1943); as quotas de g\u00eanero de candidaturas femininas nos partidos pol\u00edticos (1997); a Lei Maria da Penha (2006); a igualdade salarial (2023) e a garantia legal de acesso aos m\u00e9todos contraceptivos (2023).<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-232234 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.sspds.ce.gov.br\/wp-content\/uploads\/sites\/24\/2026\/03\/Captura-de-tela-2026-03-08-090738-600x391.png\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"417\"><\/p>\n<p>Nenhuma dessas conquistas retirou direitos de ningu\u00e9m. \u201cN\u00e3o d\u00e1 para tirar os homens da sala de estar, n\u00e3o \u00e9 disso que se trata\u201d, retorna a pesquisadora Paula Vieira para provocar os homens a lutar pela amplia\u00e7\u00e3o do tempo da licen\u00e7a-paternidade, ou ter mais tempo para cuidar dos pais idosos, por exemplo. \u201cSe as refer\u00eancias masculinas s\u00e3o voltadas para fazer da mulher uma submissa, ele cresce violento e tende a buscar a submiss\u00e3o das mulheres\u201d, conclui a soci\u00f3loga refor\u00e7ando que uma sociedade machista coloca os homens como as maiores v\u00edtimas da viol\u00eancia.<\/p>\n<h2>Todos contra a viol\u00eancia contra a mulher<\/h2>\n<p>Embora sejam muitas conquistas at\u00e9 aqui, temos consci\u00eancia que a viol\u00eancia contra as mulheres persiste. Neste momento, o mais importante \u00e9 que as v\u00edtimas saibam que n\u00e3o est\u00e3o s\u00f3s. Se voc\u00ea \u00e9 v\u00edtima de viol\u00eancia dom\u00e9stica, ou conhece alguma v\u00edtima, a SSPDS lhe orienta a discar 181, o Disque-Den\u00fancia da SSPDS, ou pelo WhatsApp (85) 3101-0181, que recebe mensagens, \u00e1udios, v\u00eddeos e fotografias. Outra op\u00e7\u00e3o \u00e9 a \u201ce-den\u00fancia\u201d, dispon\u00edvel no site do servi\u00e7o 181 (disquedenuncia181.sspds.ce.gov.br). Al\u00e9m disso, est\u00e1 dispon\u00edvel o telefone 180, da Central de Atendimento \u00e0 Mulher em Situa\u00e7\u00e3o de Viol\u00eancia, do Minist\u00e9rio da Mulher. Em caso de emerg\u00eancia, ligar para o 190.<\/p>\n<p>O Governo do Cear\u00e1 anunciou, na \u00faltima sexta-feira (6), no Pal\u00e1cio da Aboli\u00e7\u00e3o, em Fortaleza, uma s\u00e9rie de medidas para apoiar o protagonismo feminino e fortalecer o enfrentamento \u00e0 viol\u00eancia contra as mulheres. Uma das a\u00e7\u00f5es \u00e9 o SOS Mulher, uma ferramenta digital gratuita que permite o acionamento das For\u00e7as de Seguran\u00e7a do estado para atendimento imediato \u00e0s mulheres em situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar. Durante o evento, tamb\u00e9m foi anunciada a cria\u00e7\u00e3o de Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) em Tau\u00e1 e Crate\u00fas, al\u00e9m da assinatura do Pacto Cear\u00e1 contra o Feminic\u00eddio.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-232235 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.sspds.ce.gov.br\/wp-content\/uploads\/sites\/24\/2026\/03\/FOTO-7-Fabiana-Perez-DHPP-600x900.jpeg\" alt=\"\" width=\"349\" height=\"525\"><\/p>\n<p>Na Pol\u00edcia Civil do Estado do Cear\u00e1 (PCCE), a popula\u00e7\u00e3o conta com 11 unidades da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), respons\u00e1veis por receber den\u00fancias e investigar crimes praticados no \u00e2mbito dom\u00e9stico e familiar, al\u00e9m de feminic\u00eddios e crimes sexuais. Na Capital, as especializadas funcionam na Casa da Mulher Brasileira, no bairro Couto Fernandes, e no bairro Papicu. No interior, h\u00e1 DDMs em Juazeiro do Norte, Sobral, Quixad\u00e1, Pacatuba, Caucaia, Maracana\u00fa, Crato, Iguatu e Ic\u00f3. Nas cidades onde n\u00e3o h\u00e1 unidade especializada, os casos podem ser registrados e investigados pelas delegacias municipais e regionais.<\/p>\n<p>No \u00e2mbito da Pol\u00edcia Militar do Cear\u00e1 (PMCE), o Grupo de Apoio \u00e0s V\u00edtimas de Viol\u00eancia (Gavv), do Comando de Preven\u00e7\u00e3o e Apoio \u00e0s Comunidades (Copac), presta suporte cont\u00ednuo \u00e0s mulheres e demais integrantes de grupos vulner\u00e1veis. Desde a cria\u00e7\u00e3o do Gavv, em 2013, nenhuma das mulheres assistidas pelos policiais militares do grupo foi v\u00edtima de feminic\u00eddio.<\/p>\n<h2>Origens do Dia das Mulheres<\/h2>\n<p>N\u00e3o existe consenso hist\u00f3rico sobre a origem do Dias das Mulheres. A men\u00e7\u00e3o mais frequente \u00e9 o inc\u00eandio da f\u00e1brica da Triangle Shirtwaist, nos Estados Unidos, em 25 de mar\u00e7o de 1911, quando 129 mulheres e 23 homens morreram. De fato, houve o fortalecimento do Sindicato Internacional de Trabalhadores na Confec\u00e7\u00e3o de Roupas de Senhoras (ILGWU, em ingl\u00eas), controlado majoritariamente por mulheres.<\/p>\n<p>Mas somente em 8 de mar\u00e7o de 1975, as Organiza\u00e7\u00f5es das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) instituiu aquele mesmo ano como o Ano Internacional da Mulher e adotou o dia 8 de mar\u00e7o como o Dia Internacional da Mulher. Em 1977, a Assembleia Geral da ONU aprovou uma resolu\u00e7\u00e3o convidando todos os pa\u00edses-membros a proclamarem, conforme calend\u00e1rio pr\u00f3prio, o Dia das Na\u00e7\u00f5es Unidas para os Direitos da Mulher e a Paz Internacional. \u201cConclama a todos os pa\u00edses-membros a manter suas contribui\u00e7\u00f5es para criar condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis para eliminar a discrimina\u00e7\u00e3o contra mulheres\u201d.<\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/www.ceara.gov.br\/2026\/03\/08\/8m-mulheres-das-forcas-de-seguranca-vencem-tabus-e-destacam-conquistas-na-luta-pela-equidade-de-genero\/\">8M: Mulheres das For\u00e7as de Seguran\u00e7a vencem tabus e destacam conquistas na luta pela equidade de g\u00eanero<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/www.ceara.gov.br\/\">Governo do Estado do Cear\u00e1<\/a>.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Provavelmente, voc\u00ea abriu as redes sociais hoje e se deparou com incont\u00e1veis mensagens comparando as mulheres com rosas vermelhas ou guerreiras. 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