{"id":66748,"date":"2026-03-14T06:09:01","date_gmt":"2026-03-14T09:09:01","guid":{"rendered":"https:\/\/crajubaremacao.com.br\/?p=66748"},"modified":"2026-03-14T06:09:01","modified_gmt":"2026-03-14T09:09:01","slug":"alcool-e-um-dos-principais-fatores-de-risco-para-cancer-aponta-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crajubaremacao.com.br\/?p=66748","title":{"rendered":"\u00c1lcool \u00e9 um dos principais fatores de risco para c\u00e2ncer, aponta estudo"},"content":{"rendered":"<div><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2-g1.glbimg.com\/5a_nlggBnVSfKTkbvq4woJfm2lU=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2025\/S\/B\/UeKbV1Q8aEnsB8f4xpxw\/adobestock-927736673-1-.jpeg\"><br \/>     A Ag\u00eancia Internacional de Pesquisa sobre o C\u00e2ncer classifica as bebidas alco\u00f3licas como carcin\u00f3geno do Grupo 1.<br \/>\nAdobe Stock<br \/>\nO consumo de bebidas alco\u00f3licas est\u00e1 associado ao aumento do risco de diversos tipos de c\u00e2ncer, segundo especialistas e estudos internacionais. Mesmo assim, a rela\u00e7\u00e3o entre \u00e1lcool e a doen\u00e7a ainda surpreende parte da popula\u00e7\u00e3o quando aparece em v\u00eddeos ou campanhas nas redes sociais.<br \/>\nUm estudo realizado por pesquisadores da Ag\u00eancia Internacional de Pesquisa sobre o C\u00e2ncer (IARC) aponta que o consumo de bebidas alco\u00f3licas \u00e9 um fator de risco importante e evit\u00e1vel. A estimativa \u00e9 que o \u00e1lcool seja respons\u00e1vel por cerca de 4% de todos os casos de c\u00e2ncer no mundo.<br \/>\nEspecialistas ouvidos pelo g1 explicam quais s\u00e3o os principais riscos, se existe uma quantidade segura de consumo e quais s\u00e3o as recomenda\u00e7\u00f5es de sa\u00fade.<br \/>\nTipos de c\u00e2ncer associados ao \u00e1lcool<br \/>\nO consumo de bebidas alco\u00f3licas est\u00e1 associado ao aumento do risco de diversos tipos de c\u00e2ncer, entre eles:<br \/>\ncavidade oral<br \/>\ngl\u00e2ndula salivar<br \/>\nfaringe<br \/>\nlaringe<br \/>\nes\u00f4fago<br \/>\nc\u00f3lon<br \/>\nreto<br \/>\nf\u00edgado<br \/>\nmama<br \/>\nest\u00f4mago<br \/>\nA Ag\u00eancia Internacional de Pesquisa sobre o C\u00e2ncer classifica as bebidas alco\u00f3licas como carcin\u00f3geno do Grupo 1, a categoria mais alta de risco. Isso significa que h\u00e1 evid\u00eancias suficientes de que o \u00e1lcool causa c\u00e2ncer em humanos.<br \/>\nVeja os v\u00eddeos que est\u00e3o em alta no g1<br \/>\nComo o \u00e1lcool causa c\u00e2ncer?<br \/>\nSegundo as nutricionistas da \u00e1rea t\u00e9cnica do Instituto Nacional de C\u00e2ncer (INCA), Maria Eduarda Le\u00e3o e Gabriela Vianna, o etanol presente nas bebidas alco\u00f3licas, ao ser metabolizado no organismo, se transforma em acetalde\u00eddo, uma subst\u00e2ncia com alto potencial carcinog\u00eanico.Esse composto pode provocar danos no DNA das c\u00e9lulas.<br \/>\nO \u00e1lcool tamb\u00e9m facilita a entrada de outras subst\u00e2ncias carcinog\u00eanicas no organismo, provenientes da dieta ou do ambiente. Um exemplo \u00e9 a combina\u00e7\u00e3o entre \u00e1lcool e tabaco, que pode provocar danos espec\u00edficos no DNA das c\u00e9lulas, que s\u00e3o potencializados na presen\u00e7a do \u00e1lcool. Por isso, a associa\u00e7\u00e3o entre os dois aumenta ainda mais o risco de c\u00e2ncer de boca, faringe e laringe.<br \/>\n\u201cO \u00e1lcool tamb\u00e9m aumenta o estresse oxidativo nas c\u00e9lulas e favorece processos inflamat\u00f3rios. A inflama\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica aumenta o risco de les\u00f5es no DNA. Dependendo da forma de ingest\u00e3o, o \u00e1lcool tamb\u00e9m pode alterar a absor\u00e7\u00e3o de nutrientes importantes para o funcionamento do sistema imunol\u00f3gico\u201d, explica a presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Cl\u00ednica (SBOC), Clarissa Baldotto.<br \/>\nMetodologia da pesquisa<br \/>\nO estudo foi realizado como uma revis\u00e3o cient\u00edfica abrangente, o que significa que os autores n\u00e3o fizeram um novo experimento com pessoas, mas analisaram e resumiram as evid\u00eancias que j\u00e1 haviam sido publicadas por outros cientistas at\u00e9 junho de 2021:<br \/>\nBusca em bancos de dados: os pesquisadores identificaram bibliotecas digitais de medicina em busca de estudos que mostrassem estat\u00edsticas de c\u00e2ncer e os processos biol\u00f3gicos que explicam como a doen\u00e7a surge.<br \/>\nSele\u00e7\u00e3o de provas: eles focaram em metan\u00e1lises (estudos que combinam resultados de centenas de outras pesquisas para dar um veredito mais confi\u00e1vel) e em relat\u00f3rios de institui\u00e7\u00f5es, como o Fundo Mundial de Pesquisa sobre o C\u00e2ncer (WCRF).<br \/>\nUso da Gen\u00e9tica (Randomiza\u00e7\u00e3o Mendeliana): para ter certeza de que o \u00e1lcool \u00e9 a causa do c\u00e2ncer (e n\u00e3o apenas uma coincid\u00eancia), eles analisaram estudos que utilizam variantes gen\u00e9ticas.<br \/>\nExiste um n\u00edvel seguro de consumo?<br \/>\nDe acordo com os estudos, n\u00e3o existe um n\u00edvel de consumo de \u00e1lcool que possa ser considerado totalmente seguro em rela\u00e7\u00e3o ao risco de c\u00e2ncer.<br \/>\nEmbora o risco varie de acordo com o tipo de tumor, as evid\u00eancias indicam que mesmo n\u00edveis baixos de consumo podem aumentar a probabilidade de desenvolver a doen\u00e7a.<br \/>\nUm estudo estima que mais de 100 mil casos de c\u00e2ncer registrados em 2020 foram associados ao consumo leve a moderado de \u00e1lcool, o equivalente a cerca de uma ou duas doses por dia.<br \/>\n\u201cAs evid\u00eancias apontam que o fator mais importante para o aumento do risco de c\u00e2ncer \u00e9 a quantidade de etanol consumida. Existe um efeito dose-resposta: quanto maior o consumo, maior o risco de alguns tipos de c\u00e2ncer\u201d, explicam as nutricionistas do INCA.<br \/>\nElas tamb\u00e9m indicam que o aumento do risco ocorre mesmo em doses muito baixas. Por isso, n\u00e3o h\u00e1 n\u00edveis seguros de ingest\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao c\u00e2ncer. Todos os tipos de bebidas alco\u00f3licas t\u00eam impacto semelhante no risco: cerveja, vinho ou destilados.<br \/>\n\u00c1lcool e sa\u00fade p\u00fablica<br \/>\nO Instituto Nacional de C\u00e2ncer afirma que desenvolve a\u00e7\u00f5es para ampliar a conscientiza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o sobre os riscos associados ao consumo de \u00e1lcool.<br \/>\nEntre elas est\u00e1 a participa\u00e7\u00e3o nas discuss\u00f5es da reforma tribut\u00e1ria, especialmente sobre o chamado imposto seletivo, que incide sobre produtos considerados prejudiciais \u00e0 sa\u00fade.<br \/>\n\u201cJ\u00e1 existem evid\u00eancias cient\u00edficas suficientes de que o pre\u00e7o \u00e9 um fator importante para o consumo. Por isso, a cobran\u00e7a desse imposto \u00e9 fundamental para desestimular o uso de um produto reconhecidamente nocivo \u00e0 sa\u00fade. No Brasil, estudos indicam que duas pessoas morrem por hora por causas atribu\u00edveis ao consumo de \u00e1lcool. Para o c\u00e2ncer, sabemos que n\u00e3o h\u00e1 n\u00edveis seguros de ingest\u00e3o. Portanto, n\u00e3o h\u00e1 coer\u00eancia em promover incentivos ou benef\u00edcios \u00e0 produ\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o desses produtos\u201d, afirmam as especialista do INCA.<br \/>\nOs autores do estudo concluem que, embora o \u00e1lcool seja classificado como carcin\u00f3geno do Grupo 1 h\u00e1 mais de 30 anos, a conscientiza\u00e7\u00e3o p\u00fablica sobre essa rela\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 baixa. Por isso, defendem a amplia\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas de controle do \u00e1lcool e estrat\u00e9gias de preven\u00e7\u00e3o para reduzir a carga global da doen\u00e7a.<br \/>\n(Estagi\u00e1ria, sob supervis\u00e3o de Ardilhes Moreira)<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Ag\u00eancia Internacional de Pesquisa sobre o C\u00e2ncer classifica as bebidas alco\u00f3licas como carcin\u00f3geno do Grupo 1. 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