{"id":66921,"date":"2026-03-18T13:44:08","date_gmt":"2026-03-18T16:44:08","guid":{"rendered":"https:\/\/crajubaremacao.com.br\/?p=66921"},"modified":"2026-03-18T13:44:08","modified_gmt":"2026-03-18T16:44:08","slug":"o-inimigo-silencioso-riscos-do-uso-constante-de-fones-de-ouvido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crajubaremacao.com.br\/?p=66921","title":{"rendered":"O inimigo silencioso: riscos do uso constante de fones de ouvido"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p>*Imagem: L\u00edvia Monteiro\/UNINASSAU<\/p>\n<p>Especialista alerta que\u00a0exposi\u00e7\u00e3o prolongada a sons elevados pode causar danos irrevers\u00edveis \u00e0 audi\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Seja em casa, no trabalho, na academia ou no transporte p\u00fablico, os fones de ouvido tornaram-se companheiros constantes na rotina de muitas pessoas. No entanto, o h\u00e1bito aparentemente inofensivo pode representar riscos \u00e0 sa\u00fade auditiva quando ocorre de forma excessiva. Segundo o Relat\u00f3rio Mundial sobre Audi\u00e7\u00e3o, da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), at\u00e9 2050 cerca de 2,5 bilh\u00f5es de pessoas no mundo apresentar\u00e3o algum grau de perda auditiva.<\/p>\n<p>Entre os principais fatores est\u00e1 a exposi\u00e7\u00e3o prolongada a ru\u00eddos diretamente no ouvido. O uso frequente de fones gera uma press\u00e3o sonora cont\u00ednua no ouvido interno, efeito semelhante ao enfrentado por trabalhadores expostos diariamente a ambientes industriais ou excessivamente barulhentos. Embora a perda auditiva seja um processo natural do envelhecimento, a utiliza\u00e7\u00e3o constante desses dispositivos pode antecipar esse\u00a0problema.<\/p>\n<p>O risco torna-se ainda maior quando o volume \u00e9 elevado por longos per\u00edodos.\u00a0De acordo com o fonoaudi\u00f3logo e docente do curso de Fonoaudiologia do UNINASSAU \u2013 Centro Universit\u00e1rio Maur\u00edcio de Nassau Juazeiro do Norte, Isa\u00edas Neri, o ouvido possui estruturas extremamente sens\u00edveis respons\u00e1veis pela capta\u00e7\u00e3o dos sons. \u201cDentro do ouvido existem as chamadas c\u00e9lulas ciliadas internas, respons\u00e1veis por transformar as vibra\u00e7\u00f5es sonoras em est\u00edmulos nervosos. Quando h\u00e1 exposi\u00e7\u00e3o intensa e cont\u00ednua a ru\u00eddos, elas podem ser danificadas de forma permanente\u201d, explica.<\/p>\n<p>Segundo o especialista, a perda dessas estruturas \u00e9 irrevers\u00edvel, pois cada indiv\u00edduo nasce\u00a0com um n\u00famero limitado de c\u00e9lulas ciliadas. Quando elas morrem, n\u00e3o existe regenera\u00e7\u00e3o, o que pode resultar em perda auditiva progressiva. Entre os primeiros sinais de alerta est\u00e3o zumbidos ou chiados no ouvido e sons semelhantes a apitos, ao\u00a0bater de asas\u00a0de uma borboleta ou a uma cachoeira. Com o passar do tempo, esses inc\u00f4modos podem tornar-se mais frequentes, sendo percebidos principalmente em ambientes silenciosos ou ao final do dia.<\/p>\n<p>Apesar disso, muitas pessoas tendem a ignorar os sintomas ou n\u00e3o os associam a poss\u00edveis danos auditivos, podendo atrasar a busca por acompanhamento especializado.\u00a0Outro fator potencializador \u00e9 o volume do som. Especialistas recomendam que ele n\u00e3o deve ultrapassar os 60% da capacidade m\u00e1xima do aparelho e o tempo de uso cont\u00ednuo precisa ser limitado.\u00a0\u201cMesmo com volume moderado, permanecer mais de 60 minutos seguidos utilizando fones j\u00e1 pode gerar impactos para o ouvido interno. O ideal \u00e9 fazer pausas frequentes para reduzir a exposi\u00e7\u00e3o\u201d, orienta Isa\u00edas.<\/p>\n<p>Para quem n\u00e3o abre m\u00e3o do\u00a0acess\u00f3rio no dia a dia, uma alternativa pode ser optar por headphones. Esses modelos ficam sobre as orelhas e mais afastados do canal auditivo. Diferentemente dos fones intra-auriculares, que vedam o ouvido, eles tendem a reduzir a press\u00e3o sonora direta no t\u00edmpano. Ainda assim, de acordo com o especialista, nenhum modelo \u00e9 totalmente isento de riscos quando utilizado de forma prolongada ou com volumes elevados.<\/p>\n<p>\u201cOs efeitos da perda auditiva n\u00e3o costumam aparecer de forma imediata. Muitas vezes, os sintomas mais graves surgiriam apenas por volta dos 40 ou 50 anos. Por\u00e9m, atualmente, j\u00e1 observamos casos em pessoas cada vez mais jovens\u201d, destaca.\u00a0O mesmo efeito tamb\u00e9m pode ocorrer em indiv\u00edduos que frequentam festas, shows ou ambientes com caixas de som potentes, especialmente quando permanecem pr\u00f3ximos \u00e0s fontes de ru\u00eddo por longos per\u00edodos.<\/p>\n<p>Pauta L\u00edvia Monteiro, assessora de imprensa da UNINASSAU Juazeiro do Norte<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; *Imagem: L\u00edvia Monteiro\/UNINASSAU Especialista alerta que\u00a0exposi\u00e7\u00e3o prolongada a sons elevados pode causar danos irrevers\u00edveis \u00e0 audi\u00e7\u00e3o Seja em casa, no trabalho, na academia ou no transporte p\u00fablico, os fones de ouvido tornaram-se companheiros constantes na rotina de muitas pessoas. 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