{"id":68443,"date":"2026-04-19T18:02:31","date_gmt":"2026-04-19T21:02:31","guid":{"rendered":"https:\/\/crajubaremacao.com.br\/?p=68443"},"modified":"2026-04-19T18:02:31","modified_gmt":"2026-04-19T21:02:31","slug":"homem-de-80-anos-e-1o-na-franca-a-se-desculpar-formalmente-por-ligacoes-de-familia-com-escravidao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crajubaremacao.com.br\/?p=68443","title":{"rendered":"Homem de 80 anos \u00e9 1\u00ba na Fran\u00e7a a se desculpar formalmente por liga\u00e7\u00f5es de fam\u00edlia com escravid\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2-g1.glbimg.com\/dNUMa6t01-fG-4oRQN8SNM84_O8=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2026\/5\/l\/D7Be9fR0yUamo5hNDfyA\/2026-04-18t175349z-1-lynxmpem3h0b7-rtroptp-4-france-slavery-apology.jpg\"><br \/>     Pierre Guillon de Prince, descendente de uma famosa fam\u00edlia de Nantes, cujos ancestrais eram propriet\u00e1rios de navios que transportavam pessoas escravizadas, e Dieudonne Boutrin, descendente de africanos escravizados na Martinica, em foto de 2024.<br \/>\nREUTERS\/Stephane Mahe\/Foto de arquivo<br \/>\nUm homem de 80 anos emitiu neste s\u00e1bado (18) o que se acredita ser o primeiro pedido formal de desculpas de algu\u00e9m na Fran\u00e7a pelo papel de sua fam\u00edlia na escravid\u00e3o transatl\u00e2ntica, dizendo que esperava que outros \u2014 inclusive o governo \u2014 o sigam.<br \/>\n&#x2705; Siga o canal de not\u00edcias internacionais do g1 no WhatsApp<br \/>\nOs ancestrais de Pierre Guillon de Prince, baseados em Nantes, o maior porto da Fran\u00e7a para a escravid\u00e3o transatl\u00e2ntica, eram armadores que transportaram cerca de 4,5 mil africanos escravizados e possu\u00edam planta\u00e7\u00f5es no Caribe.<br \/>\nGuillon de Prince disse que outras fam\u00edlias francesas devem confrontar seus la\u00e7os hist\u00f3ricos com a escravid\u00e3o e que o Estado deve ir al\u00e9m de gestos simb\u00f3licos para lidar com o passado, inclusive por meio de repara\u00e7\u00f5es.<br \/>\n&#8220;Diante do aumento do racismo em nossa sociedade, senti a responsabilidade de n\u00e3o deixar que esse passado fosse apagado&#8221;, disse o homem de 86 anos, acrescentando que quer passar a hist\u00f3ria da fam\u00edlia para seus netos.<br \/>\nVeja os v\u00eddeos que est\u00e3o em alta no g1<br \/>\n&#8216;Quebrar o sil\u00eancio&#8217; sobre a escravid\u00e3o<br \/>\nEle fez o pedido de desculpas em uma reuni\u00e3o em Nantes, antes da inaugura\u00e7\u00e3o de uma r\u00e9plica de 18 metros do mastro de um navio, ao lado de Dieudonn\u00e9 Boutrin, um descendente de escravos da ilha caribenha da Martinica.<br \/>\nOs dois trabalham juntos na Coque Nomade-Fraternit\u00e9, uma associa\u00e7\u00e3o dedicada a &#8220;quebrar o sil\u00eancio&#8221; sobre a escravid\u00e3o, e disseram que o mastro servir\u00e3 como um &#8220;farol de humanidade&#8221;.<br \/>\n&#8220;Muitas fam\u00edlias de descendentes de traficantes de escravos n\u00e3o ousam se manifestar por medo de reabrirem velhas feridas e raiva&#8221;, disse Boutrin, 61 anos. &#8220;O pedido de desculpas de Pierre \u00e9 um ato de coragem.&#8221;<br \/>\nDo s\u00e9culo XV ao s\u00e9culo XIX, pelo menos 12,5 milh\u00f5es de africanos foram sequestrados e transportados \u00e0 for\u00e7a, a maioria em navios europeus. Estima-se que a Fran\u00e7a tenha traficado 1,3 milh\u00e3o de pessoas.<br \/>\nA iniciativa de Guillon de Prince segue desculpas formais semelhantes &#8211; que incluem compromissos para ajudar a reparar os danos causados pelos antepassados &#8211; por algumas fam\u00edlias do Reino Unido e em outros lugares.<br \/>\nCrescem os pedidos de repara\u00e7\u00e3o<br \/>\nA Fran\u00e7a reconheceu a escravid\u00e3o transatl\u00e2ntica como um crime contra a humanidade em 2001, mas, como a maioria dos pa\u00edses europeus, nunca se desculpou formalmente por seu papel.<br \/>\nDurante seu mandato, o presidente franc\u00ebs, Emmanuel Macron, ampliou o acesso aos arquivos sobre o passado colonial da Fran\u00e7a. No ano passado, ele disse que criaria uma comiss\u00e3o para examinar a hist\u00f3ria da Fran\u00e7a com o Haiti, sem mencionar repara\u00e7\u00f5es.<br \/>\nOs pedidos de repara\u00e7\u00e3o &#8211; que v\u00e3o de desculpas oficiais a compensa\u00e7\u00f5es financeiras &#8211; est\u00e3o crescendo em todo o mundo, mesmo quando os cr\u00edticos argumentam que os Estados e as institui\u00e7\u00f5es n\u00e3o devem ser responsabilizados por crimes hist\u00f3ricos.<br \/>\nNo m\u00eas passado, a Fran\u00e7a se absteve nas Na\u00e7\u00f5es Unidas de uma resolu\u00e7\u00e3o liderada pela \u00c1frica que declarava a escravid\u00e3o como o &#8220;mais grave crime contra a humanidade&#8221; e pedia repara\u00e7\u00f5es.<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pierre Guillon de Prince, descendente de uma famosa fam\u00edlia de Nantes, cujos ancestrais eram propriet\u00e1rios de navios que transportavam pessoas escravizadas, e Dieudonne Boutrin, descendente de africanos escravizados na Martinica, em foto de 2024. 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