{"id":68577,"date":"2026-04-23T00:07:22","date_gmt":"2026-04-23T03:07:22","guid":{"rendered":"https:\/\/crajubaremacao.com.br\/?p=68577"},"modified":"2026-04-23T00:07:22","modified_gmt":"2026-04-23T03:07:22","slug":"como-aspirina-pode-se-tornar-uma-arma-contra-o-cancer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crajubaremacao.com.br\/?p=68577","title":{"rendered":"Como aspirina pode se tornar uma arma contra o c\u00e2ncer"},"content":{"rendered":"<div><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2-g1.glbimg.com\/AEuUvcnNs5rPjqYIKAYG8TxnnHw=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2021\/M\/P\/svaAFpTwC0cmgd0JP6pA\/ap21284715837705.jpg\"><br \/>     P\u00edlulas de aspirina<br \/>\nPatrick Sison\/Arquivo\/AP Photo<br \/>\nNick James \u00e9 um fabricante de m\u00f3veis brit\u00e2nico com cerca de 45 anos de idade. Ele come\u00e7ou a se preocupar com a sa\u00fade quando sua m\u00e3e morreu de c\u00e2ncer e seu irm\u00e3o, entre v\u00e1rios outros familiares, desenvolveu c\u00e2ncer do intestino.<br \/>\nEle decidiu fazer testes gen\u00e9ticos e descobriu que possui um gene defeituoso causador da s\u00edndrome de Lynch, uma condi\u00e7\u00e3o que aumenta significativamente o risco de desenvolvimento deste tipo de c\u00e2ncer.<br \/>\nA ajuda veio de um local inesperado, quando James se tornou a primeira pessoa a participar de um estudo cl\u00ednico criado para verificar se uma dose di\u00e1ria de aspirina, o analg\u00e9sico de uso comum, poderia proteger contra o desenvolvimento de c\u00e2ncer.<br \/>\nDependendo do tipo de muta\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica, 10 a 80% das pessoas com s\u00edndrome de Lynch sofrer\u00e3o de c\u00e2ncer do intestino ao longo da vida. Mas, at\u00e9 o momento, tudo parece promissor para James.<br \/>\nVEJA TAMB\u00c9M:<br \/>\nAspirina n\u00e3o \u201cafina o sangue\u201d, alertam m\u00e9dicos<br \/>\n&#8220;Ele j\u00e1 toma aspirina conosco h\u00e1 10 anos, at\u00e9 aqui sem sinal de c\u00e2ncer&#8221;, explica o professor de gen\u00e9tica cl\u00ednica John Burn, da Universidade de Newcastle, no Reino Unido, que liderou o estudo.<br \/>\nParece quase imposs\u00edvel de acreditar, mas existem h\u00e1 muito tempo indica\u00e7\u00f5es de que a aspirina pode reduzir a possibilidade de difus\u00e3o ou mesmo de ocorr\u00eancia do c\u00e2ncer colorretal. E, no ano passado, diversos estudos e exames fortaleceram estas evid\u00eancias.<br \/>\nAlguns pa\u00edses j\u00e1 alteraram suas orienta\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas, incluindo o comprimido como primeira linha de prote\u00e7\u00e3o para as pessoas com maior risco, embora os especialistas destaquem que este procedimento requer supervis\u00e3o m\u00e9dica.<br \/>\nE estamos finalmente come\u00e7ando a entender os motivos deste misterioso efeito.<br \/>\nOrigens ancestrais<br \/>\nAs descobertas mais recentes trazem uma not\u00e1vel reviravolta na hist\u00f3ria de um dos nossos medicamentos mais antigos e eficazes.<br \/>\nNo final do s\u00e9culo 19, arque\u00f3logos descobriram t\u00e1buas de argila de 4,4 mil anos na antiga cidade mesopot\u00e2mia de Nippur (hoje, no Iraque), oferecendo listas de rem\u00e9dios criados com compostos de origem vegetal, animal e mineral.<br \/>\nEntre eles, havia instru\u00e7\u00f5es sobre uma subst\u00e2ncia derivada do salgueiro. Hoje sabemos que esta \u00e1rvore cont\u00e9m salicina, que o corpo pode transformar em \u00e1cido salic\u00edlico para ajudar a reduzir as dores.<br \/>\nSua estrutura \u00e9 muito similar \u00e0 aspirina moderna (\u00e1cido acetilsalic\u00edlico), embora seja mais irritante para o est\u00f4mago. E outras civiliza\u00e7\u00f5es antigas tamb\u00e9m usavam este rem\u00e9dio, como os eg\u00edpcios, gregos e romanos.<br \/>\nOs estudos modernos do composto surgiram em 1763, quando o cl\u00e9rigo ingl\u00eas Edward Stone (1702-1768) escreveu para a Sociedade Real, descrevendo as propriedades da casca de salgueiro seca em p\u00f3 no combate \u00e0 febre.<br \/>\nCerca de um s\u00e9culo depois, os cientistas da Bayer conseguiram sintetizar \u00e1cido salic\u00edlico no seu composto menos corrosivo, \u00e1cido acetilsalic\u00edlico, e lan\u00e7\u00e1-lo no mercado com o nome comercial de aspirina.<br \/>\nLEIA TAMB\u00c9M:<br \/>\nAinda \u00e9 uma boa ideia tomar aspirina para prevenir doen\u00e7as card\u00edacas? Veja o que dizem as evid\u00eancias<br \/>\nUso da aspirina n\u00e3o deve ser interrompido por quem infartou, aponta estudo brasileiro<br \/>\nMais um s\u00e9culo se passou e os cientistas come\u00e7aram a observar benef\u00edcios inesperados da aspirina na preven\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as cardiovasculares.<br \/>\nA subst\u00e2ncia reduz o risco de co\u00e1gulos sangu\u00edneos, tornando o sangue mais fino e as plaquetas menos pegajosas.<br \/>\nPor este motivo, organiza\u00e7\u00f5es como o NHS (o servi\u00e7o p\u00fablico de sa\u00fade do Reino Unido) recomendam baixas doses di\u00e1rias de aspirina para pessoas com alto risco de AVC ou ataque card\u00edaco.<br \/>\nEm 1972, seus potenciais benef\u00edcios se estenderam para a preven\u00e7\u00e3o do c\u00e2ncer, quando um estudo com camundongos que receberam inje\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas tumorosas chamou a aten\u00e7\u00e3o dos pesquisadores.<br \/>\nCientistas americanos descobriram que acrescentar aspirina \u00e0 \u00e1gua de beber dos animais reduz significativamente o risco de que o c\u00e2ncer se espalhe pelo corpo (o processo conhecido como met\u00e1stase), em compara\u00e7\u00e3o com camundongos que n\u00e3o receberam a subst\u00e2ncia.<br \/>\nA descoberta gerou certo entusiasmo, mas &#8220;n\u00e3o ficou imediatamente claro quais impactos ela traria para a pr\u00e1tica cl\u00ednica&#8221;, segundo a professora de oncologia e estudos m\u00e9dicos Ruth Langley, do University College de Londres.<br \/>\nAfinal, n\u00e3o havia evid\u00eancias de que a subst\u00e2ncia teria o mesmo efeito em seres humanos. Isso fez com que a descoberta permanecesse sendo uma fascina\u00e7\u00e3o obscura, n\u00e3o um poss\u00edvel tratamento revolucion\u00e1rio.<br \/>\nA reviravolta veio em 2010, quando o professor de neurologia cl\u00ednica Peter Rothwell, da Universidade de Oxford, no Reino Unido, investigou novamente os dados sobre a aspirina para a preven\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as cardiovasculares, que eram muito mais abundantes.<br \/>\nNas suas an\u00e1lises, a subst\u00e2ncia aparentemente reduziu a incid\u00eancia e a difus\u00e3o de c\u00e2ncer, o que gerou novo interesse pelo poder da aspirina para ajudar a combater a doen\u00e7a e os motivos que levam a este resultado.<br \/>\nMas comprovar que a aspirina pode evitar o c\u00e2ncer na popula\u00e7\u00e3o em geral \u00e9 um desafio.<br \/>\nEm um mundo ideal, os pesquisadores recrutariam uma grande amostra de pessoas. Metade delas tomaria aspirina e as demais receberiam um comprimido de placebo.<br \/>\nAssim, poder\u00edamos comparar qual grupo apresentou a incid\u00eancia mais alta da doen\u00e7a.<br \/>\nEm primeiro lugar, o desenvolvimento de c\u00e2ncer pode levar v\u00e1rias d\u00e9cadas. Isso faz com que a realiza\u00e7\u00e3o do estudo randomizado controlado leve muito tempo, com enormes custos.<br \/>\n&#8220;Na verdade, \u00e9 quase imposs\u00edvel&#8221;, explica a professora de cirurgia Anna Martling, do Instituto Karolinska, na Su\u00e9cia.<br \/>\nPor este motivo, os cientistas voltaram sua aten\u00e7\u00e3o para grupos espec\u00edficos, como aqueles que j\u00e1 tiveram c\u00e2ncer ou s\u00e3o geneticamente suscet\u00edveis ao seu desenvolvimento.<br \/>\nEvid\u00eancias crescentes<br \/>\n\u00c9 aqui que entra em cena o estudo de John Burn, com pacientes com a s\u00edndrome de Lynch, que aumenta imensamente o risco de c\u00e2ncer colorretal e outras formas da doen\u00e7a.<br \/>\nEm 2020, Burn publicou os resultados de um estudo randomizado controlado hist\u00f3rico, com 861 pacientes com esta condi\u00e7\u00e3o.<br \/>\nSua equipe acompanhou os participantes por 10 anos e concluiu que uma dose di\u00e1ria de 600 mg de aspirina por pelo menos dois anos reduziu pela metade o risco de c\u00e2ncer colorretal.<br \/>\nDesde ent\u00e3o, a equipe de Burn realizou um segundo estudo, atualmente sob revis\u00e3o de pares. Os resultados iniciais indicam que uma dose muito menor de aspirina (75-100 mg) apresenta a mesma efic\u00e1cia ou at\u00e9 mais.<br \/>\n&#8220;As pessoas que tomaram aspirina por dois anos tiveram 50% menos c\u00e2ncer do c\u00f3lon&#8221;, ele conta. &#8220;Queremos continuar por mais alguns anos, pois os dados ficar\u00e3o melhores com o passar do tempo.&#8221;<br \/>\nNick James, o primeiro paciente a participar do estudo, foi uma das pessoas aparentemente beneficiadas.<br \/>\nA baixa dosagem (75-100 mg) \u00e9 similar \u00e0 que as pessoas tomam para a preven\u00e7\u00e3o de eventos cardiovasculares.<br \/>\nIsso \u00e9 importante, pois a aspirina pode trazer efeitos colaterais desagrad\u00e1veis, como indigest\u00e3o, sangramento interno, \u00falceras estomacais e at\u00e9 hemorragia cerebral. E as doses mais baixas podem ser muito mais toleradas.<br \/>\nAs conclus\u00f5es dos estudos j\u00e1 est\u00e3o influenciando as pol\u00edticas p\u00fablicas. &#8220;No Reino Unido, as orienta\u00e7\u00f5es oficiais foram alteradas devido \u00e0s nossas descobertas&#8221;, segundo Burn.<br \/>\nDesde 2020, a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 que a maioria das pessoas com s\u00edndrome de Lynch comece a tomar aspirina perto de 20 anos de idade, ou 35 anos para os casos menos graves.<br \/>\nFalta de quimioterapia essencial leva hospitais a adaptar tratamentos e deixa pacientes sem op\u00e7\u00e3o ideal<br \/>\nConsiderando estes resultados, \u00e9 natural imaginar se a aspirina poder\u00e1 beneficiar outros grupos de pacientes.<br \/>\nMartling pesquisou se a aspirina pode reduzir o risco de met\u00e1stase em pessoas j\u00e1 diagnosticadas com c\u00e2ncer colorretal. Sua equipe se concentrou em pessoas com muta\u00e7\u00f5es comuns em tumores do reto ou intestino.<br \/>\n&#8220;De todos os pacientes com c\u00e2ncer colorretal, 40% possuem uma das muta\u00e7\u00f5es que estudamos&#8221;, explica ela. E pesquisas anteriores indicaram que essas pessoas podem reagir muito bem \u00e0 aspirina.<br \/>\nO estudo randomizado controlado durou tr\u00eas anos e envolveu 2.980 pacientes. Um grupo tomou 160 mg de aspirina por dia, come\u00e7ando em at\u00e9 tr\u00eas meses ap\u00f3s a cirurgia, enquanto o outro recebeu placebo.<br \/>\nO grupo tratado com aspirina apresentou menos da metade do risco de recorr\u00eancia, um efeito altamente significativo.<br \/>\n&#8220;\u00c9 um grande grupo de pacientes&#8221;, explica Martling. E os estudos de Martling e Burn demonstraram muito poucos casos de efeitos adversos entre as pessoas que tomaram aspirina.<br \/>\nO estudo de Martling foi publicado em setembro de 2025 e alterou rapidamente a pr\u00e1tica m\u00e9dica na Su\u00e9cia.<br \/>\nDesde janeiro de 2026, os pacientes com c\u00e2ncer do intestino do pa\u00eds come\u00e7aram a ser examinados para determinar as muta\u00e7\u00f5es em quest\u00e3o. E, quando o resultado \u00e9 positivo, eles recebem uma pequena dose de aspirina.<br \/>\nAinda n\u00e3o se sabe ao certo se a aspirina tamb\u00e9m pode proteger os pacientes contra outros tipos de c\u00e2ncer. Mas podemos ter respostas em breve.<br \/>\nLangley est\u00e1 realizando atualmente um grande estudo randomizado controlado com 11 mil pacientes de c\u00e2ncer colorretal, de mama, gastroesof\u00e1gico ou de pr\u00f3stata no Reino Unido, na Irlanda e na \u00cdndia.<br \/>\nSua equipe ir\u00e1 observar o efeito de uma dose di\u00e1ria preventiva de 100 ou 300 mg de aspirina e espera ter os resultados no ano que vem.<br \/>\n&#8220;N\u00f3s realmente somos os primeiros a explorar o papel da aspirina em outros tipos de tumores&#8221;, explica ela.<br \/>\nLangley pretende replicar as descobertas de Martling sobre o c\u00e2ncer colorretal e angariar fundos para tamb\u00e9m investigar as implica\u00e7\u00f5es das muta\u00e7\u00f5es espec\u00edficas em outros tipos de c\u00e2ncer.<br \/>\nEla explica que a replica\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental, pois as autoridades desejam idealmente ver dois conjuntos de resultados antes de publicar recomenda\u00e7\u00f5es aos pacientes.<br \/>\nComo funciona?<br \/>\nO mecanismo espec\u00edfico que leva a aspirina a prevenir o c\u00e2ncer permanece um mist\u00e9rio h\u00e1 muito tempo.<br \/>\n&#8220;Esta subst\u00e2ncia fant\u00e1stica funciona dentro e fora da c\u00e9lula&#8221;, explica Martling. Por isso, v\u00e1rios mecanismos diferentes podem estar envolvidos.<br \/>\nSeu trabalho se refere a uma enzima no interior da c\u00e9lula chamada Cox-2, conhecidamente inibida pela aspirina.<br \/>\nEsta enzima ajuda a produzir compostos similares a horm\u00f4nios chamados prostaglandinas, segundo ela. E estas, por sua vez, ativam um processo de sinaliza\u00e7\u00e3o que pode levar ao crescimento celular descontrolado.<br \/>\nPesquisas recentes do professor de imunologia do c\u00e2ncer Rahul Roychoudhuri, da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, e seus colegas indicam que pode haver outro mecanismo, envolvendo um gene que inibe as c\u00e9lulas T do sistema imunol\u00f3gico de identificar e matar as c\u00e9lulas cancerosas metast\u00e1ticas.<br \/>\nEles descobriram que este gene pode ser ativado por um fator coagulante chamado tromboxano A2. Como seu nome sugere, ele ajuda o sangue a formar co\u00e1gulos quando nos ferimos.<br \/>\nComo a aspirina inibe o tromboxano, ela pode fazer com que as c\u00e9lulas cancerosas fiquem mais vis\u00edveis para o sistema imunol\u00f3gico, o que surpreendeu os pesquisadores.<br \/>\nA pesquisa de Roychoudhuri foi realizada em camundongos. Por isso, n\u00e3o podemos saber ao certo se os resultados tamb\u00e9m ocorreriam em seres humanos.<br \/>\nMas uma pesquisa fascinante conduzida por Langley e seus colegas demonstrou que pessoas que tiveram c\u00e2ncer colorretal ou gastroesof\u00e1gico apresentam n\u00edveis muito mais altos de tromboxano que os indiv\u00edduos saud\u00e1veis, at\u00e9 seis meses ap\u00f3s o tratamento bem sucedido.<br \/>\nEste resultado indica que o fator coagulante tamb\u00e9m pode causar met\u00e1stase em seres humanos.<br \/>\nUma panaceia?<br \/>\nDescobrir exatamente quais pessoas devem tomar aspirina regularmente, e quando, permanece uma quest\u00e3o em debate. Alguns pesquisadores acreditam que os benef\u00edcios combinados para o c\u00e2ncer e doen\u00e7as cardiovasculares deveriam levar ao aumento das prescri\u00e7\u00f5es.<br \/>\nBurn tomou aspirina preventivamente no passado. Ele \u00e9 otimista sobre o potencial da subst\u00e2ncia na sa\u00fade p\u00fablica.<br \/>\n&#8220;Fizemos um grande estudo, demonstrando que, se cada pessoa na casa dos 50 anos tomasse uma aspirina infantil por 10 anos, a mortalidade nacional por todas as causas seria reduzida em 4%&#8221;, ele conta.<br \/>\nMas a maioria dos pesquisadores defende que a aspirina deveria ser restrita a pacientes espec\u00edficos.<br \/>\n&#8220;Uma coisa \u00e9 administrar aspirina a uma popula\u00e7\u00e3o com c\u00e2ncer e outra, totalmente diferente, \u00e9 oferecer \u00e0 popula\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel algo que tamb\u00e9m poder\u00e1 prejudic\u00e1-la&#8221;, explica Martling.<br \/>\nEla se refere aos s\u00e9rios efeitos adversos que a aspirina pode causar e ao fato de que, provavelmente, ela n\u00e3o ir\u00e1 funcionar contra todos os tipos de c\u00e2ncer.<br \/>\nMas, se voc\u00ea tiver s\u00edndrome de Lynch ou tiver sido tratado de c\u00e2ncer do intestino, pode valer a pena perguntar se uma dose baixa tomada regularmente pode trazer benef\u00edcios.<br \/>\n&#8220;Consulte sempre um m\u00e9dico ou outro profissional de sa\u00fade antes de come\u00e7ar a tomar aspirina&#8221;, aconselha Langley.<br \/>\nMuitas surpresas ainda poder\u00e3o surgir \u00e0 medida que aumentam continuamente as pesquisas sobre a aspirina. Ser\u00e1 que a sua longa hist\u00f3ria conseguir\u00e1 se manter pelos pr\u00f3ximos 4 mil anos?<br \/>\nTalvez nossos descendentes venham a consumir outras vers\u00f5es da subst\u00e2ncia, de formas que ainda n\u00e3o conseguimos sequer come\u00e7ar a imaginar.<br \/>\nImportante: todo o conte\u00fado desta reportagem \u00e9 fornecido apenas como informa\u00e7\u00e3o geral e n\u00e3o dever\u00e1 ser tratado como substituto ao aconselhamento de um m\u00e9dico ou outro profissional de sa\u00fade. A BBC n\u00e3o \u00e9 respons\u00e1vel por nenhum diagn\u00f3stico feito por um usu\u00e1rio com base no conte\u00fado deste site. A BBC n\u00e3o \u00e9 respons\u00e1vel pelo conte\u00fado de nenhum site externo da internet relacionado, nem endossa nenhum produto ou servi\u00e7o comercial mencionado ou anunciado em nenhum desses sites. Consulte sempre seu m\u00e9dico sobre qualquer preocupa\u00e7\u00e3o com a sua sa\u00fade.<br \/>\nLeia a vers\u00e3o original desta reportagem (em ingl\u00eas) no site BBC Health.<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>P\u00edlulas de aspirina Patrick Sison\/Arquivo\/AP Photo Nick James \u00e9 um fabricante de m\u00f3veis brit\u00e2nico com cerca de 45 anos de idade. Ele come\u00e7ou a se preocupar com a sa\u00fade quando sua m\u00e3e morreu de c\u00e2ncer e seu irm\u00e3o, entre v\u00e1rios outros familiares, desenvolveu c\u00e2ncer do intestino. 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