{"id":68590,"date":"2026-04-23T06:07:07","date_gmt":"2026-04-23T09:07:07","guid":{"rendered":"https:\/\/crajubaremacao.com.br\/?p=68590"},"modified":"2026-04-23T06:07:07","modified_gmt":"2026-04-23T09:07:07","slug":"como-policia-desmascarou-assassino-brasileiro-que-ficou-foragido-no-paraguai-por-decadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crajubaremacao.com.br\/?p=68590","title":{"rendered":"Como pol\u00edcia desmascarou assassino brasileiro que ficou foragido no Paraguai por d\u00e9cadas"},"content":{"rendered":"<div><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2-g1.glbimg.com\/8FbX6fjDVKvwKCwZC_cj3sOdgzI=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2026\/u\/i\/BsK7WCSAydvfshpeoBsw\/2a354db0-3cf0-11f1-9d5c-8ba507d7dbde.jpg.webp\"><br \/>     Como pol\u00edcia desmascarou assassino brasileiro que ficou foragido no Paraguai por d\u00e9cadas<br \/>\nDivulga\u00e7\u00e3o\/SENAD<br \/>\nPor mais de 20 anos, o brasileiro Marcos Campinha Panissa viveu no Paraguai com outra identidade. Casou-se, construiu uma fam\u00edlia, abriu neg\u00f3cios.<br \/>\nPara vizinhos e amigos, ele era Jos\u00e9 Carlos Vieira, apenas um comerciante que levava uma vida discreta.<br \/>\nNingu\u00e9m suspeitava que, d\u00e9cadas antes, ele havia sido condenado no Brasil por um crime brutal.<br \/>\nA vida constru\u00edda com base em documentos falsos come\u00e7ou a ruir na manh\u00e3 de quarta-feira (15\/4), quando Marcos foi abordado por agentes da Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (Senad) ao sair de um estabelecimento em San Lorenzo, a cerca de 15 quil\u00f4metros da capital, Assun\u00e7\u00e3o.<br \/>\n&#8220;Marcos!&#8221;, chamaram os policiais. A rea\u00e7\u00e3o do brasileiro foi imediata.<br \/>\n&#8220;Ele olhou para os agentes com uma express\u00e3o de espanto. Era como algu\u00e9m que n\u00e3o ouvia o pr\u00f3prio nome h\u00e1 muitos anos, e se surpreendia ao ouvi-lo novamente. Ele ficou paralisado&#8221;, relatou \u00e0 BBC News Brasil o ministro respons\u00e1vel pela Senad, Jalil Rachid.<br \/>\nMarcos estava foragido da Justi\u00e7a brasileira havia mais de 30 anos. Ele foi condenado por matar a ex-mulher, Fernanda Estruzani, com 72 facadas. O crime ocorreu em agosto de 1989, dentro do apartamento de Fernanda, em Londrina, no Paran\u00e1.<br \/>\nNa \u00e9poca, o caso foi tratado como homic\u00eddio \u2014 o crime de feminic\u00eddio ainda n\u00e3o existia na legisla\u00e7\u00e3o brasileira.<br \/>\nMarcos chegou a passar por dois j\u00faris em liberdade. Mas antes que o terceiro julgamento acontecesse, em 1995, ele desapareceu.<br \/>\nDesde ent\u00e3o, seu nome constava na difus\u00e3o vermelha da Interpol, lista de criminosos procurados internacionalmente.<br \/>\n&#8220;Esse era um dos alertas vermelhos ativos mais antigos da Pol\u00edcia Federal na Interpol&#8221;, disse o superintendente da PF no Paran\u00e1, Rivaldo Ven\u00e2ncio.<br \/>\nEm 2008, com a mudan\u00e7a na legisla\u00e7\u00e3o que passou a permitir julgamentos sem a presen\u00e7a do r\u00e9u, Marcos foi condenado \u00e0 revelia a 19 anos de pris\u00e3o.<br \/>\nMas nunca cumpriu a pena, que o manteria preso at\u00e9 2028, porque n\u00e3o havia sido localizado \u2014 at\u00e9 a quarta-feira.<br \/>\nCondenado por matar a ex-mulher: investiga\u00e7\u00e3o revela a vida paralela do brasileiro que fugiu para o Paraguai h\u00e1 d\u00e9cadas<br \/>\nO crime<br \/>\nReportagem do jornal Folha de Londrina sobre a morte de Fernanda Estruzani<br \/>\nReprodu\u00e7\u00e3o\/Folha de Londrina<br \/>\nFernanda Estruzani tinha 21 anos quando foi morta, em 6 de agosto de 1989. Marcos tinha 23 anos.<br \/>\nDe acordo com o Minist\u00e9rio P\u00fablico do Paran\u00e1, o casal tinha uma filha pequena e estava separado havia cerca de dois anos, mas ele n\u00e3o aceitava o fim do relacionamento.<br \/>\nNa manh\u00e3 do crime, Marcos foi at\u00e9 o pr\u00e9dio onde Fernanda morava, no centro de Londrina.<br \/>\nAp\u00f3s a ex-mulher ter se recusado a deix\u00e1-lo entrar, ele invadiu o local, onde encontrou Fernanda com um namorado.<br \/>\nSegundo den\u00fancia apresentada pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico na \u00e9poca, Marcos ficou com ci\u00fames da ex-mulher, os dois discutiram e ele foi embora.<br \/>\nPor volta das 22h daquele mesmo dia, Marcos voltou ao local e conseguiu entrar no apartamento usando uma c\u00f3pia da chave.<br \/>\nFernanda estava deitada, prestes a dormir, quando foi atacada pelo ex-marido e atingida por 72 golpes de faca.<br \/>\n&#8220;Eles estavam separados, mas ele n\u00e3o aceitava o fim do relacionamento. Esse tipo de crime ainda se repete, marcado pela ideia de tratar a mulher como propriedade, objeto&#8221;, afirma o procurador-geral do Minist\u00e9rio P\u00fablico do Paran\u00e1, Francisco Zanicotti.<br \/>\nO corpo foi encontrado no dia seguinte, ap\u00f3s uma den\u00fancia an\u00f4nima, segundo informa\u00e7\u00f5es de reportagens na \u00e9poca. O crime causou grande como\u00e7\u00e3o, levando a protestos na cidade.<br \/>\nMarcos sempre foi o principal suspeito da pol\u00edcia. Ele chegou a ter pris\u00e3o preventiva decretada, ficou foragido por dois meses, mas se apresentou depois e confessou o crime.<br \/>\nJulgamentos e fuga<br \/>\nFoto publicada pelo jornal Folha de Londrina mostra protestos que foram feitos na \u00e9poca ap\u00f3s morte de Fernanda<br \/>\nReprodu\u00e7\u00e3o\/Folha de Londrina<br \/>\nEm outubro de 1991, Marcos foi julgado pela primeira vez e condenado a 20 anos e 6 meses de pris\u00e3o.<br \/>\nComo a pena era superior a 20 anos, a defesa recorreu ao chamado &#8220;protesto por novo j\u00fari&#8221;, mecanismo ent\u00e3o previsto na legisla\u00e7\u00e3o que permitia a realiza\u00e7\u00e3o de um novo julgamento. Ele continuou em liberdade.<br \/>\n\u00c0 \u00e9poca, r\u00e9us condenados a penas iguais ou superiores a 20 anos pelo Tribunal do J\u00fari tinham direito autom\u00e1tico a um novo julgamento \u2014 regra que s\u00f3 seria extinta anos depois, com a reforma do C\u00f3digo de Processo Penal.<br \/>\nEm mar\u00e7o de 1992, Marcos foi submetido a um segundo j\u00fari e teve a pena reduzida para 9 anos.<br \/>\nA decis\u00e3o, no entanto, foi anulada em 1994 pelo Tribunal de Justi\u00e7a do Paran\u00e1, que apontou irregularidade na forma\u00e7\u00e3o do Conselho de Senten\u00e7a: um dos jurados n\u00e3o poderia ter participado do julgamento.<br \/>\nUm terceiro j\u00fari foi marcado para maio de 1995, mas Marcos n\u00e3o apareceu. A partir de ent\u00e3o, passou a ser considerado foragido, e o julgamento ficou suspenso por tempo indeterminado.<br \/>\nEm 2008, com a reforma do C\u00f3digo de Processo Penal, que passou a permitir julgamentos mesmo na aus\u00eancia do r\u00e9u, ele foi julgado \u00e0 revelia pelo Tribunal do J\u00fari de Londrina e condenado a 19 anos de pris\u00e3o.<br \/>\nExclusivo: a investiga\u00e7\u00e3o que levou \u00e0 pris\u00e3o de assassino foragido da justi\u00e7a h\u00e1 mais de 30 anos<br \/>\nFuga e vida no Paraguai<br \/>\nInvestigadores acreditam que, ap\u00f3s o crime, Marcos passou um per\u00edodo em S\u00e3o Paulo antes de deixar o Brasil e seguir para o Paraguai, onde entrou usando uma identidade falsa.<br \/>\nN\u00e3o h\u00e1 uma data exata para sua entrada no pa\u00eds, mas estima-se que isso aconteceu h\u00e1 pelo menos duas d\u00e9cadas, j\u00e1 que ele se casou em 2001.<br \/>\n&#8220;Logicamente, as circunst\u00e2ncias geogr\u00e1ficas, sendo pa\u00edses vizinhos, facilitam a entrada no Paraguai pelo Brasil, pois nossas fronteiras terrestres s\u00e3o facilmente acess\u00edveis, especialmente considerando que, h\u00e1 30 anos, est\u00e1vamos em processo de transi\u00e7\u00e3o para a democracia&#8221;, afirmou o ministro da Senad, Jalil Rachid.<br \/>\nNo Paraguai, Marcos assumiu o nome de Jos\u00e9 Carlos Vieira e construiu uma nova vida. Teve uma filha, adquiriu bens e abriu neg\u00f3cios, incluindo uma loja de ferragens e materiais agr\u00edcolas no departamento de Concepci\u00f3n, a cerca de 470 quil\u00f4metros de Assun\u00e7\u00e3o.<br \/>\nSegundo Rachid, Marcos levava uma rotina discreta e sem chamar aten\u00e7\u00e3o na capital, onde tinha uma casa.<br \/>\nDurante o per\u00edodo em que foi monitorado pela pol\u00edcia paraguaia, ele foi visto circulando normalmente pela cidade: fazendo compras, frequentando com\u00e9rcios e visitando a filha.<br \/>\n&#8220;Ele n\u00e3o teve absolutamente nenhum problema para se locomover livremente no Paraguai. Ele tinha bens em seu nome, ve\u00edculos, casa. Ele tinha uma vida normal aqui&#8221;, destacou o ministro.<br \/>\nA pol\u00edcia paraguaia acredita que a fam\u00edlia n\u00e3o sabia sobre o passado de &#8220;Jos\u00e9 Carlos&#8221; ou sua verdadeira identidade, Marcos Panissa.<br \/>\nRachid relatou que tanto a esposa quanto a filha do brasileiro, que s\u00e3o paraguaias, ficaram &#8220;absolutamente chocadas&#8221; ao saber que ele era foragido da pol\u00edcia e que tinha matado a ex-mulher.<br \/>\n&#8220;Quando sua filha veio visit\u00e1-lo aqui, ela desabou em l\u00e1grimas, profundamente magoada e chocada com a situa\u00e7\u00e3o do pai. Me parece que elas [esposa e filha] realmente n\u00e3o tinham a menor ideia do que ele havia feito em sua vida anterior&#8221;, afirmou.<br \/>\n&#8220;Para elas, ele era outra pessoa, completamente diferente: o Jos\u00e9 Carlos, que a partir do momento em que entrou no Paraguai, construiu uma vida totalmente nova.&#8221;<br \/>\nCoopera\u00e7\u00e3o entre as pol\u00edcias<br \/>\nMarcos foi detido em San Lorenzo, quando sa\u00eda de um estabelecimento comercial<br \/>\nDivulga\u00e7\u00e3o\/SENAD<br \/>\nA pris\u00e3o de Marcos s\u00f3 foi poss\u00edvel gra\u00e7as a um trabalho conjunto entre a Pol\u00edcia Federal, o Minist\u00e9rio P\u00fablico do Paran\u00e1 e a Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai.<br \/>\nAp\u00f3s anos de buscas e den\u00fancias de que o brasileiro poderia estar nos Estados Unidos ou at\u00e9 na Europa, a Pol\u00edcia Federal recebeu, no ano passado, a informa\u00e7\u00e3o de que ele vivia no Paraguai.<br \/>\n&#8220;Pela proximidade entre os dois pa\u00edses e a facilidade de travessia, sempre houve a suspeita de que ele pudesse estar l\u00e1. Mas dados mais concretos chegaram no ano passado, e repassamos \u00e0s autoridades paraguaias&#8221;, afirmou o superintendente da Pol\u00edcia Federal no Paran\u00e1, Rivaldo Ven\u00e2ncio.<br \/>\nA partir dessas informa\u00e7\u00f5es, a Senad conseguiu cruzar dados at\u00e9 identificar o nome falso usado por Marcos e passou a monitor\u00e1-lo.<br \/>\n&#8220;Desenvolvemos uma rede de intelig\u00eancia compartilhada, trocando informa\u00e7\u00f5es entre as duas institui\u00e7\u00f5es. Foi assim que conseguimos localiz\u00e1-lo no Paraguai e coloc\u00e1-lo sob vigil\u00e2ncia&#8221;, afirmou Rachid, acrescentando que o per\u00edodo entre o monitoramento e a pris\u00e3o foi de cerca de uma semana.<br \/>\nNa semana passada, a pol\u00edcia montou a opera\u00e7\u00e3o Memento Mei \u2014 express\u00e3o em latim que significa &#8220;lembre-se de mim&#8221;, em alus\u00e3o ao n\u00e3o esquecimento das v\u00edtimas de feminic\u00eddio no Brasil.<br \/>\nInicialmente, os policiais foram at\u00e9 a cidade de Concepci\u00f3n, onde o brasileiro mantinha um com\u00e9rcio e im\u00f3veis, mas ele n\u00e3o foi encontrado.<br \/>\nAs buscas seguiram no dia seguinte para Assun\u00e7\u00e3o, onde ele morava, e depois para San Lorenzo, na regi\u00e3o metropolitana, onde Marcos acabou localizado.<br \/>\nO brasileiro foi preso na manh\u00e3 de quarta-feira \u2014 37 anos ap\u00f3s o crime \u2014 enquanto fazia compras. Ele foi abordado na rua por agentes que o chamaram pelo nome verdadeiro, o que causou espanto.<br \/>\n&#8220;Aquela rea\u00e7\u00e3o quase estupefata nos mostrou que era ele e que ele ficou realmente surpreso quando o chamamos pelo nome&#8221;, declarou Rachid.<br \/>\nAp\u00f3s a deten\u00e7\u00e3o, as autoridades paraguaias iniciaram os procedimentos para a expuls\u00e3o do brasileiro do pa\u00eds. Ele foi entregue \u00e0 PF na Ponte Internacional da Amizade, onde o mandado de pris\u00e3o foi cumprido.<br \/>\n&#8220;Apesar de ter um mandado de pris\u00e3o na Interpol ativo, a pol\u00edcia paraguaia concluiu  que ele estava de forma irregular no pa\u00eds. Ent\u00e3o, por quest\u00f5es migrat\u00f3rias, eles decidiram expuls\u00e1-lo&#8221;, explicou Ven\u00e2ncio.<br \/>\nPara o Minist\u00e9rio P\u00fablico, a pris\u00e3o representa o desfecho de uma busca que nunca foi interrompida.<br \/>\n&#8220;Nunca deixamos de procur\u00e1-lo. O fato de a pris\u00e3o ter ocorrido, mesmo tantos anos depois, mostra que o sistema de Justi\u00e7a n\u00e3o esquece as v\u00edtimas&#8221;, afirmou Zanicotti.<br \/>\nA BBC News Brasil entrou em contato com o advogado de defesa de Marcos Panissa, mas n\u00e3o houve retorno at\u00e9 a publica\u00e7\u00e3o desta reportagem.<br \/>\nEm entrevista ao Fant\u00e1stico, o advogado Ant\u00f4nio Carlos de Andrade Vianna disse que vai entrar com um recurso para diminuir a pena de Marcos para nove anos, como foi no julgamento em 1992.<br \/>\n&#8220;A defesa nunca falou que ele era inocente. Realmente ele confessou o crime. Ele cometeu um crime pavoroso, mas nem por isso podemos sair da legalidade desse assunto. Vamos fazer uma revis\u00e3o criminal, para que aquela decis\u00e3o seja revista&#8221;, declarou.<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como pol\u00edcia desmascarou assassino brasileiro que ficou foragido no Paraguai por d\u00e9cadas Divulga\u00e7\u00e3o\/SENAD Por mais de 20 anos, o brasileiro Marcos Campinha Panissa viveu no Paraguai com outra identidade. Casou-se, construiu uma fam\u00edlia, abriu neg\u00f3cios. Para vizinhos e amigos, ele era Jos\u00e9 Carlos Vieira, apenas um comerciante que levava uma vida discreta. 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