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Leitura: Personalidade curiosa pode ser o principal fator para o uso recreativo de Cannabis
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Crajubar em Ação > Blog > Saúde > Personalidade curiosa pode ser o principal fator para o uso recreativo de Cannabis
Saúde

Personalidade curiosa pode ser o principal fator para o uso recreativo de Cannabis

g1
Ultima atualização: 2025/12/07 at 6:00 AM
Por g1
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Anvisa libera Embrapa a realizar pesquisas com cannabis
O debate sobre a Cannabis tipicamente está preso a uma dicotomia simplista, entre quem a vê como uma substância perigosa e quem a enxerga como planta medicinal ou expressão de liberdade.
O percepção e estigma sobre o uso desta planta vem da associação direta entre usar e “ficar viciado”, no linguajar popular. Mas um estudo publicado recentemente pela prestigiada revista Neuropsychopharmacology, propõe um olhar mais profundo, que vai literalmente até o DNA dos usuários.
O estudo “The genetics of Cannabis lifetime use” realizado por pesquisadores de Yale investigou a genética do uso de Cannabis ao longo da vida (CanLU) — isto é, os fatores biológicos que aumentam a probabilidade de uma pessoa experimentar Cannabis — independentemente de desenvolver dependência. A equipe analisou dados genéticos de mais de 250 mil pessoas de diversas ancestralidades, num dos maiores estudos do gênero já realizados.
Os resultados são fascinantes: eles sugerem que experimentar Cannabis pode estar mais ligado à genética da curiosidade e da busca por novas experiências do que a uma predisposição direta ao vício.

O principal achado do estudo foi a forte associação do uso vitalício de Cannabis com um gene chamado CADM2 (Cell Adhesion Molecule 2). A variante genética (SNP) mais proeminente encontrada no estudo foi a CADM2*rs7609594, um achado que valida estudos anteriores.
O CADM2 é um gene já conhecido por estar envolvido em comportamentos exploratórios e impulsividade positiva. Essa mesma região genética já havia aparecido em pesquisas sobre abertura à experiência, maior número de parceiros sexuais e propensão a assumir riscos moderados. Em outras palavras, o mesmo circuito neural que nos ajuda a explorar o novo e buscar prazer também pode influenciar a decisão de experimentar Cannabis. Faz sentido, não faz?
O CADM2 tem sido chamado por neurocientistas de “gene da curiosidade” — não no sentido romântico, mas funcional. Ele codifica uma proteína envolvida na adesão entre neurônios, essencial para a eficiência das conexões cerebrais. Alterações nesse gene estão associadas a maior sensibilidade à recompensa e maior disposição para experimentar o novo.
Curiosamente, os mesmos mecanismos genéticos que levam alguém a testar novas comidas, ideias ou práticas culturais também parecem modular a probabilidade de experimentar substâncias psicoativas. Não se trata, portanto, de um “gene da maconha”, mas de um gene da exploração — um traço evolutivo que pode ter sido vantajoso para a sobrevivência humana, ao favorecer indivíduos dispostos a explorar ambientes desconhecidos. A curiosidade inata dos indivíduos também os faz querer explorar “novos estados de consciência”.
Detalhes de uma flor de cannabis
Reprodução
Experimentar não é o mesmo que ser dependente
Um ponto crucial da pesquisa foi a comparação entre a genética do uso vitalício (CanLU) e a genética do Transtorno por Uso de Cannabis (CanUD) — ou seja, a pesquisa da relação entre “quem somente experimenta” e “quem desenvolve dependência” no uso da planta.
Apesar de haver uma correlação genética moderada (rg = 0,58) entre os dois comportamentos, o estudo do professor da Escola de Medicina de Yale Uri Bright e colegas demonstrou que os loci (locais no genoma) envolvidos no uso ocasional são significativamente diferentes daqueles que levam à compulsão. Isso reforça a ideia de que “curiosidade” e “compulsão” seguem caminhos biológicos distintos.
Enquanto a dependência (CanUD) se correlaciona fortemente com transtornos psiquiátricos, distúrbios do sono e doenças cardiovasculares, o CanLU mostrou associações positivas com traços de personalidade exploratórios e até maior escolaridade. Esse dado é particularmente interessante: enquanto o tabagismo apresenta correlação negativa com educação, o uso de Cannabis aparece, em parte, mais prevalente entre pessoas com maior instrução, possivelmente refletindo mudanças culturais e percepções sociais menos estigmatizantes.
O estudo também fez a distinção entre CanLU e o uso de tabaco ao longo da vida, confirmando que, apesar da alta sobreposição comportamental, existem diferenças genéticas claras, indicando que o CanLU não é geneticamente idêntico ao fenótipo de “fumar”.

Freepik
E o que isso significa para a Medicina e a sociedade?
As descobertas de Bright e seus colegas têm implicações diretas para o futuro da medicina canabinoide e da farmacogenética.
Primeiro, porque mostram que a resposta ao uso de Cannabis é influenciada por fatores genéticos individuais, tanto no nível comportamental quanto farmacológico. Genes como CADM2, CYP2C19 e FAAH podem modular como o corpo metaboliza e responde ao CBD e ao THC, o que explica por que alguns pacientes têm ótimos resultados terapêuticos, enquanto outros não percebem benefício.
Segundo, porque a distinção entre “uso” e “abuso” tem uma base biológica — e isso pode ajudar a reduzir o estigma em torno da Cannabis, especialmente em contextos terapêuticos. Usar Cannabis não implica automaticamente uma predisposição genética ao vício. Entrar em estado de dependência é uma outra história.
Esses achados também oferecem insights para políticas públicas: se a genética do uso ocasional é diferente da do abuso, estratégias de prevenção e regulação devem ser mais refinadas, distinguindo curiosidade e vulnerabilidade, ou usuário ocasional de dependente.
O uso de Cannabis ao longo da vida não é apenas uma questão de escolha social ou moral, é também uma expressão da biologia da curiosidade humana. Compreender essa base genética não serve para justificar o uso, mas para enxergá-lo com nuance, ciência e empatia e, quem sabe, construir um caminho para uma política de saúde mais livre de preconceitos.
Fabricio Pamplona não presta consultoria, trabalha, possui ações ou recebe financiamento de qualquer empresa ou organização que poderia se beneficiar com a publicação deste artigo e não revelou nenhum vínculo relevante além de seu cargo acadêmico.

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