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Crajubar em Ação > Blog > Saúde > Câncer de próstata, doença que matou Scott Adams, é o tumor mais comum entre homens no Brasil; entenda diagnóstico e tratamento
Saúde

Câncer de próstata, doença que matou Scott Adams, é o tumor mais comum entre homens no Brasil; entenda diagnóstico e tratamento

g1
Ultima atualização: 2026/01/14 at 12:02 PM
Por g1
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Morre Scott Adams, criador do quadrinho ‘Dilbert’, aos 68 anos
Montagem/g1
O cartunista Scott Adams morreu aos 68 anos em decorrência de um câncer de próstata com metástase óssea, uma forma avançada da doença, que ocorre quando o tumor se espalha para outros órgãos. O caso ilustra a evolução possível de um câncer que, em muitos homens, se desenvolve de forma silenciosa por anos.
No Brasil, o câncer de próstata é o tipo mais comum entre os homens, com exceção dos tumores de pele não melanoma. Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) estimam cerca de 71 mil novos diagnósticos por ano, a maioria em homens acima dos 65 anos, faixa etária em que o risco cresce de forma significativa.
Câncer de próstata tem altas chances de cura
O que é o câncer de próstata
A próstata é uma glândula do tamanho aproximado de uma noz, localizada abaixo da bexiga e responsável pela produção de parte do sêmen. Ao longo da vida, as células desse órgão podem sofrer alterações e passar a se multiplicar de forma desordenada, dando origem ao câncer.
“A maioria dos casos ocorre de forma esporádica, mas há tumores associados a fatores genéticos hereditários”, explica Denis Jardim, líder nacional da especialidade de tumores urológicos da Oncoclínicas.
Segundo ele, mutações em genes como BRCA1 e BRCA2, mais conhecidos pela relação com câncer de mama e ovário, também aumentam o risco para câncer de próstata.
Morre Scott Adams, criador do quadrinho ‘Dilbert’, aos 68 anos
Reprodução/YouTube
Doença costuma não dar sinais no início
Uma das principais características do câncer de próstata é o fato de não provocar sintomas nas fases iniciais. Quando eles aparecem, geralmente indicam doença mais avançada.
Entre os sinais possíveis estão:
dificuldade para urinar;
jato urinário fraco;
presença de sangue na urina;
dor óssea, nos casos em que há metástase.
“Mesmo os tumores mais agressivos não costumam gerar sintomas no começo. Os sinais surgem quando o câncer já ultrapassou a próstata ou se espalhou para outros órgãos”, afirma Alexandre Iscaife, urologista do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo.
Foi o que ocorreu com Scott Adams, cujo câncer já havia atingido os ossos —uma das localizações mais comuns das metástases desse tipo de tumor.
Diagnóstico: por que o rastreamento é decisivo
Justamente por ser silenciosa, a doença depende do rastreamento para ser identificada precocemente. Os principais exames são:
a dosagem do PSA (antígeno prostático específico), feita por exame de sangue;
o exame clínico da próstata, conhecido como toque retal.
De modo geral, médicos recomendam que homens a partir dos 50 anos conversem com seu médico sobre a realização desses exames. Para quem tem histórico familiar, o acompanhamento pode começar mais cedo.
“Quando há suspeita, o diagnóstico é confirmado por biópsia, muitas vezes precedida por ressonância magnética”, explica Denis Jardim.
Tipos de tumor e agressividade
Nem todo câncer de próstata evolui da mesma forma. Segundo Iscaife, os tumores são classificados em:
baixo risco;
risco intermediário;
alto risco, mais agressivos.
“A grande maioria dos casos é de baixo ou médio risco. Os tumores altamente agressivos são minoria, mas, quando diagnosticados, muitas vezes já apresentam metástases”, diz o urologista.
Tratamento depende do estágio da doença
As opções de tratamento variam conforme a agressividade e a extensão do câncer. Nos casos iniciais, pode ser indicado apenas acompanhamento ativo, com consultas e exames periódicos.
Quando necessário, o tratamento pode incluir:
cirurgia;
radioterapia;
bloqueio hormonal, que reduz a ação da testosterona;
quimioterapia;
radioisótopos, usados especialmente em metástases ósseas.
“O câncer de próstata costuma responder bem ao bloqueio hormonal, o que permite controlar a doença por longos períodos”, explica Denis Jardim.
Os especialistas reforçam que o diagnóstico precoce faz diferença real no prognóstico, permitindo tratamentos menos agressivos e maior sobrevida.
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